Instituto do Câncer de São Paulo alerta sobre mitos que dificultam o controle e diagnóstico do câncer.
Crenças populares sem respaldo científico podem prejudicar a detecção
precoce do câncer e o tratamento da doença.
"Com o maior acesso à internet pela população, o que poderia ser um facilitador da busca por
informações pertinentes, nota-se, também, a propagação de diversos
mitos e inverdades sobre o câncer", afirma o oncologista Paulo Hoff,
diretor geral do Icesp - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo,
ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.
Confira o alerta do Icesp sobre mitos e verdades sobre a doença.
Mitos
- Uso de desodorantes pode causar câncer de mama.
- Somente quem tem histórico familiar está sujeito a desenvolver a doença.
- Ingestão de leite prejudica o tratamento do câncer.
- O consumo de adoçantes provoca o surgimento da doença.
- Falta de higiene nas regiões íntimas não está relacionado ao câncer.
- Câncer é uma doença contagiosa.
- Pessoas negras não têm câncer de pele.
- Segurar a urina dá câncer de bexiga.
- Prática de relações sexuais sem preservativos não aumenta risco de desenvolvimento da doença.
- Implantes de silicone podem provocar câncer de mama.
- Alimentos preparados no micro-ondas podem provocar câncer.
- Um câncer pode ser causado por uma pancada.
- Todo nódulo ou tumor se transformará em câncer.
Verdades
- Falta de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama.
- HPV está relacionado ao desenvolvimento de tumores no ânus, e nos órgãos da região da cabeça e do pescoço.
- Consumo de álcool e tabaco elevam as chances de desenvolvimento da doença.
- Ter filhos mais tarde (após os 30 anos) aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de mama.
-
Quanto maior a idade, maiores as chances de desenvolvimento de um
câncer. Mas isto não significa que jovens não estejam sujeitos à doença.
- Homens também podem ter câncer de mama.
- Câncer tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de curá-lo.
Fonte: Bem Estar
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Obesos no mundo superam famintos
Número de obesos no mundo supera o de famintos. Enquanto 925 milhões estão desnutridos, 1,5 bilhão de pessoas são obesas. Segundo nota, excesso de nutrição mata mais que a fome hoje.
O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo, mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional nesta quinta-feira (22).
O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque ao tema nutrição em seu relatório anual World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados pelo aumento recente dos preços.
Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida, a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões estavam desnutridas.
"Se a livre interação entre as forças do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado", disse o secretário-geral, Bekele Geleta.
O diretor para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain, em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que a fome".
O problema da fome existia não porque faltava comida no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição, do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou os alimentos inacessíveis.
O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios e à instabilidade política em vários países.
O aumento do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha diz se dever à especulação e às mudanças climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma nova rodada de inflação está puxando muitas das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para situações de fome severa e desnutrição", alerta a organização.
O World Disasters Report é uma publicação anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque a um tema que gere preocupação em todo o mundo. O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização, e o de 2009, no vírus HIV.
Fonte: AFP- 22/9/2011.
O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo, mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional nesta quinta-feira (22).
O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque ao tema nutrição em seu relatório anual World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados pelo aumento recente dos preços.
Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida, a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões estavam desnutridas.
"Se a livre interação entre as forças do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado", disse o secretário-geral, Bekele Geleta.
O diretor para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain, em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que a fome".
O problema da fome existia não porque faltava comida no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição, do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou os alimentos inacessíveis.
O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios e à instabilidade política em vários países.
O aumento do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha diz se dever à especulação e às mudanças climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma nova rodada de inflação está puxando muitas das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para situações de fome severa e desnutrição", alerta a organização.
O World Disasters Report é uma publicação anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque a um tema que gere preocupação em todo o mundo. O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização, e o de 2009, no vírus HIV.
Fonte: AFP- 22/9/2011.
sábado, 5 de maio de 2012
Mary Lincoln
Mary
Lincoln era paulistana e nasceu no final dos anos 1910. Quando criança,
estudou piano e canto. Formou-se em comércio, mas nunca exerceu a
profissão. Era morena, alta e esguia. Tinha uma belíssima voz. Era
soprano. E muito sensual.
Até 1941, ela só cantava em
festas da sociedade paulistana. Até que, um dia, a apresentaram a Walter
Pinto, no chá do Teatro Santana, onde a Cia. W. Pinto se apresentava.
Mary, como quem não quer nada, foi ao piano, tocou e cantou
desinteressadamente.
Walter Pinto, vislumbrando o
sucesso da jovem, ofereceu-lhe um contrato. Assustada, Mary recusou.
Argumentou que não estava preparada. E Walter respondeu o que ela queria
ouvir: "Eu te preparo".
Em dezembro daquele ano, Mary já
se estava no Rio, pronta para estrear na próxima revista do Recreio
enquanto Walter anunciava o nascimento de sua estrela. Sem nunca ter
pisado no palco, Mary dividiu, com Aracy Côrtes, o estrelato da peça Você já Foi à Bahia?,
de Freire Júnior, um ícone das revistas carnavalescas. Com música de
Dorival Caymmi, Herivelto Martins, Sílvio Caldas, essa peça mostrava
clássicos como Praça Onze e Amélia. O sucesso foi
absoluto. A crítica a consagrou. Foi eleita Rainha das Atrizes de 1942,
provavelmente ajudada pelo rei Walter Pinto.
O reinado de Mary Lincoln no
Teatro Recreio, com Walter Pinto, durou até 1944. Apesar de ter um corpo
admirável, suas armas mais poderosas eram a voz e a expressão facial.
Não era muito fotogênica, mas ao vivo enlouquecia e conquistava a
plateia masculina.
Em 1942, Mary inovou. Ainda como segunda figura da companhia, brilhou em Fora do Eixo, revista que reafirmaria seu talento e abriria as portas para o estrelato absoluto na montagem seguinte: Rumo a Berlim. Nesse espetáculo ela foi ousada, pois cantou árias de óperas como Madame Butterfly, de Puccini. O público delirou, pois ópera em revista era algo inusitado.
Em 1944, Mary foi para os
cassinos. Fez uma temporada bastante razoável em São Vicente, no Cassino
da Ilha Porchat. Fez, em seguida, mais uma passagem pela revista, em
1945, com a Empresa Ferreira da Silva. Foi a figura máxima de Batuque no Beco, ao lado do iniciante Colé, e em Trunfo é Espadas!,
com Walter D’Ávilla, ambas encenadas no João Caetano, com sucesso. Mary
receberia da imprensa o título de a estrela das famílias brasileiras.
Talvez pelo porte recatado e seu discreto meio de
sedução.
Também em 1945, faz sua única incursão no cinema, participando de um número musical do filme Caidos do Céu. Na produção da Cinédia, cantava a marcha-rancho Andorinha, de Herivelto Martins, amarrada num poste. O número acabou soando ridículo e a crítica da época não perdoou.
Achando que não estava no lugar
certo, procurou outro gênero de teatro musicado: a opereta. Em 1946,
trocou a revista pela opereta, fazendo uma bem-sucedida carreira. Mas,
apesar de se realizar artísticamente na opereta, Mary retornou à revista
em 1947, novamente no posto de vedete, na revista Sinhô do Bonfim,
contratada pela Cia. Dercy Gonçalves. O espetáculo foi encenado no João
Caetano. Dividiu o estrelato com Dercy e saboreou, mais uma vez, o
gosto do sucesso.
Nos anos seguintes ainda estrelou, como vedete principal, Cuba Livre
(1952), no Teatrinho Jardel (RJ). Mary era apresentada como a apoteose
morena, em impagáveis quadros ao lado de Walter D’Ávilla. Na Terra do Samba
foi outro sucesso revista adaptada de Luiz Peixoto e Ary Barroso. No
palco, Mary Lincoln brilhou ao lado de Margarida Max, a vedete absoluta
dos anos 1920, que retornarava aos palcos para apresentações especiais.
Uma de suas últimas revistas foi Encosta a Cabecinha
(1958), de Boiteux Filho, encenada em São Paulo, com a Cia. Silva
Filho. A vedete da peça foi Eloína. Às vésperas de completar 40 anos,
Mary já não conservava o físico da juventude. Representava e cantava,
apenas, sem sugerir nada com o público. Não era mais a mesma.
Nos anos 1970, há muito afastada
dos palcos, Mary se mudou para o Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá
(RJ). Reencontrou a amiga Gina Bianchi, dos tempos de opereta. Em 29 de
setembro de 1981 (dia do ancião), a instituição recebeu a visita de
vários artistas e idosos da região.Teve uma festa no Teatro Iracema de
Alencar. Os velhinhos do retiro relembraram os tempos de glória,
dançando e cantando. Mary Lincoln tocou trechos de A Viúva Alegre, no piano.Todos se emocionaram. Choveram
aplausos.
As palmas da plateia naquela tarde foram as últimas que ouviu. No dia seguinte sofreu um derrame e morreu, aos 62 anos.
Fonte: As Grandes Vedetes do Brasil - de Neyde Veneziano.
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