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sábado, 16 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
História de um nome
No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules.Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna – dizia:
— Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!
É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e — vá lá — fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.
Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu — o “Seu” Wagner — porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem — “wag” de Wagner e “em” de Emília.
É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com “v”, enquanto o filho de “Seu” Wagner herdara o “w” do pai. Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem.
Mas deixemos de lado as birras de minha avó — velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória — e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.
“Seu” Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.
Lembro-me bem dos filhos de “Seu” Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai – vivia comprando livros.
Era, aliás, o filho querido de “Seu” Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. “Seu” Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:
— Vai levar a biblioteca para o banho? “Seu” Veiga ficou queimado durante muito tempo.
Dona Odete — por alcunha “A Estante” — mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina “para me fazer companhia” – como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da idéia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria.
As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que “Seu” Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.
Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas — bom católico — acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de “Seu” Veiga.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Só no Paraná
Como já escrevia Sérgio Porto em suas crônicas: "...coisas ótimas têm ocorrido no Estado do Paraná, prenhes de belas demonstrações da ala paranaense do Festival de Besteira que Assola o País...". Deu na Folha.com de hoje (12/4/2011): "O governo do Paraná demitiu ex-ator de filme erótico que havia sido nomeado chefe regional do IAP (Instituto Ambiental do Paraná)".
O caso veio à tona ontem, quando o senador Roberto Requião (PMDB), desafeto do governador Beto Richa (PSDB), criticou a indicação para o cargo de Valter Pagliosa, 27, a quem se referiu como "ator pornô".
Requião critica indicação de suposto ator pornô no Paraná: "O que [ele] fez no filme vai fazer no IAP?", disse Requião, que afirmou ainda, por meio do microblog Twitter, possuir uma cópia do filme em que Pagliosa atuou, chamado "A Outra Metade".
O filme foi rodado em 2006 e contou com elenco de atores amadores de Cascavel. Pagliosa, nomeado para o cargo em fevereiro, interpreta na produção um médico que se envolve com uma mulher transtornada com aventuras sexuais do marido.
"Não é um filme pornográfico. É romântico-erótico", afirma Pagliosa.
O governo estadual disse que a nomeação gerou "situação de desconforto" e argumentou que Pagliosa omitiu o fato do currículo.
O produtor e diretor do filme, Andoza Ferreira, disse à Folha que se trata de um "romance com cenas de nudez". "É um filme artístico. Não tem nada de sexo explícito."
O filme teve distribuição restrita a videolocadoras de Cascavel, mas é possível adquiri-lo em lojas na internet por R$ 29,90, onde está classificado como do gênero "adulto". O diretor afirma já ter vendido 14 mil cópias.
Pagliosa já foi líder comunitário em Cascavel e se candidatou a vereador pelo PPS em 2008. Diz que fez curso técnico na área ambiental, estagiou no instituto por oito meses e que foi indicado por deputados ao cargo pela liderança comunitária.
Qual a diferença entre filme erótico e filme pornô? Acho que o primeiro pelo menos tem enredo e quase nunca mostra a "chaka-chaka-na-buchaka" (rsrsrsrs....).
Então anotem aí, atores e atrizes de filmes, como por exemplo, "Bruninha surfando na ondinha" e centenas de outros títulos: sem chance de arrumar um "bico" no governo daquele Estado. Esses políticos...!
O caso veio à tona ontem, quando o senador Roberto Requião (PMDB), desafeto do governador Beto Richa (PSDB), criticou a indicação para o cargo de Valter Pagliosa, 27, a quem se referiu como "ator pornô".
Requião critica indicação de suposto ator pornô no Paraná: "O que [ele] fez no filme vai fazer no IAP?", disse Requião, que afirmou ainda, por meio do microblog Twitter, possuir uma cópia do filme em que Pagliosa atuou, chamado "A Outra Metade".
O filme foi rodado em 2006 e contou com elenco de atores amadores de Cascavel. Pagliosa, nomeado para o cargo em fevereiro, interpreta na produção um médico que se envolve com uma mulher transtornada com aventuras sexuais do marido.
"Não é um filme pornográfico. É romântico-erótico", afirma Pagliosa.
O governo estadual disse que a nomeação gerou "situação de desconforto" e argumentou que Pagliosa omitiu o fato do currículo.
O produtor e diretor do filme, Andoza Ferreira, disse à Folha que se trata de um "romance com cenas de nudez". "É um filme artístico. Não tem nada de sexo explícito."
O filme teve distribuição restrita a videolocadoras de Cascavel, mas é possível adquiri-lo em lojas na internet por R$ 29,90, onde está classificado como do gênero "adulto". O diretor afirma já ter vendido 14 mil cópias.
Pagliosa já foi líder comunitário em Cascavel e se candidatou a vereador pelo PPS em 2008. Diz que fez curso técnico na área ambiental, estagiou no instituto por oito meses e que foi indicado por deputados ao cargo pela liderança comunitária.
Qual a diferença entre filme erótico e filme pornô? Acho que o primeiro pelo menos tem enredo e quase nunca mostra a "chaka-chaka-na-buchaka" (rsrsrsrs....).
Então anotem aí, atores e atrizes de filmes, como por exemplo, "Bruninha surfando na ondinha" e centenas de outros títulos: sem chance de arrumar um "bico" no governo daquele Estado. Esses políticos...!
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