quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AVC em jovens


Pesquisa aponta que pessoas mais jovens tem sido vítimas de AVC. Diabetes, colesterol alto e obesidade podem ser a causa.

Em uma pesquisa realizada pela Stroke Association, nos Estados Unidos, confirmou que pessoas cada vez mais jovens estão sendo vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nos anos 1993, 1999 e 2005 a pesquisa analisou 1,3 milhões de pessoas acima de 20 anos, sendo registrado um aumento de 19% em 2005, contra 13% em 1993. As razões do crescimento dos casos podem estar relacionadas com o aumento dos fatores de risco como diabetes, colesterol alto e obesidade.

O Reino Unido apresentou um resultado semelhante. Pesquisas realizadas com pessoas da mesma faixa de idade, nos mesmos períodos, revelaram que no ano de 1993, dos 100 mil participantes estudados, 109 tiveram AVC, registrando um aumento de 176 vítimas da doença em 2005. O estudo apontou também que a idade média dessas pessoas caiu de 71 anos em 1993 para 69 anos em 2005.

Pequenas mudanças no estilo de vida, com a adoção de uma dieta equilibrada e de atividade física regular, podem prevenir o AVC e evitar que a pessoa sofra suas consequências para o resto da vida.

Fonte: Bem Star
Texto: Yasmin Barcellos

Verdades sobre a intolerância alimentar

1. O problema pode ser confundido com alergia

Reações físicas à comida são comuns. Quase sempre trata-se de intolerância, e não de alergia. Mas, como têm sintomas semelhantes, há confusão entre os males, o que pode atrasar o diagnóstico. Alergia é a resposta imunológica do organismo ao reconhecer algo que julga prejudicial e digno de combate. 

A intensidade independe da quantidade de substância "inimiga" ingerida. Resulta em coceira na pele, na garganta e nos olhos e inchaço no rosto, entre outros sintomas. Já a intolerância, segundo a médica Ariana Yang, do Ambulatório de Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a incapacidade de metabolizar um alimento por deficiência ou ausência da enzima necessária para isso. Nesse caso, quanto mais comer o que faz mal, pior.

2. Não se trata de uma doença grave

Diferentemente da alergia, que pode levar a reações sérias e fatais - a exemplo do edema de glote, inchaço que faz cessar a respiração -, a intolerância não é perigosa. Causa desconfortos digestivos, como cólicas, gases, diarreias e náuseas. Os sintomas podem surgir horas ou até dias após o consumo da substância intolerada. A intensidade do quadro depende não só da quantidade ingerida do alimento desencadeador como de quanto da enzima essencial para sua digestão a pessoa produz. Se o foco do problema é eliminado da dieta, os incômodos somem. "Já os danos causados por alergias demoram a desaparecer", diz o gastroenterologista Jaime Zaladek Gil, do paulistano Hospital Albert Einstein.

3. Em algum momento todos vão ter

A hipersensibilidade à lactose, causada por uma baixa de lactase (enzima essencial para o processamento do açúcar do leite), é a intolerância mais comum. Segundo estimativas brasileiras, ela atinge quase 70% das pessoas em algum momento da vida. Mas um grupo de especialistas vai além e defende que, em graus diferentes, todo mundo apresenta alguma reação alimentar adversa pelo menos uma vez na vida. "A intolerância é uma predisposição individual", define a médica Ariana Yang. Em quem já tem a tendência, o consumo excessivo de certo alimento pode dificultar a digestão, gerando um episódio. Outros fatores, no entanto, podem tornar a pessoa intolerante. De acordo com o gastroenterologista Jaime Gil, existe o risco de infecções ou cirurgias que encurtam o intestino fazerem o corpo perder a capacidade de absorver determinada substância.

4. Dá para comer o que causa a intolerância.

Se na alergia é essencial banir da mesa o agente causador, em quase todas as intolerâncias é possível mantê-lo no menu em pequenas porções, sem desconforto. Para tanto, é preciso descobrir, usando o método de tentativa e erro, o limiar de aceitação do organismo e evitar ultrapassá-lo. A exceção é a intolerância ao glúten, presente em pães, biscoitos, macarrão e outras massas à base de trigo. Aí a restrição total é obrigatória, pois o consumo dessa proteína por quem não a digere bem pode causar câncer de intestino. Já quem tem intolerância à lactose conta com cápsulas para repor a enzima lactase. "A proposta não é ingerir todo dia, mas dar à pessoa a chance de consumir lactose de vez em quando", explica Ariana Yang.

5. O leite não é o único vilão

A mais comum de todas as hipersensibilidades, a intolerância à lactose, normalmente não se manifesta logo no começo da vida, quando o organismo produz em quantidade adequada a enzima necessária para metabolizar esse açúcar. É mais frequente que o corpo perca depois, progressivamente, a capacidade de produzir lactase e os desconfortos comecem a surgir. Isso pode ocorrer ainda na infância ou só na fase adulta. Mas o leite não é o único vilão nessa seara. Nem o glúten. Os sulfitos (substâncias conservantes usadas nos vinhos), as tiraminas, presentes em queijos e chocolates, e os corantes são fontes frequentes de intolerância. E, relembrando, qualquer alimento consumido em excesso pode provocar mal-estar no sistema digestivo. "O intestino é uma verdadeira barreira imunológica", afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst, de São Paulo.

6. É possível passar anos sem um diagnóstico

Como os sintomas podem ser vagos e nem sempre são contínuos, há quem passe anos - ou até a vida inteira - sem descobrir a causa de desconfortos gastrointestinais, segundo a alergista Ariana. Ao desconfiar de que é intolerante a algo, pesquise, com base em observação e testes, se existem comidas específicas que disparam os sintomas. Em seguida, procure um médico para obter um diagnóstico preciso. Manter um diário alimentar vai ajudá-la a fazer sua parte. Com as anotações, será fácil identificar o que as refeições dos dias em que a indisposição surge têm em comum. Outra maneira eficiente de achar o que faz mal é, aos poucos, excluir os alimentos suspeitos da dieta até se livrar do mal-estar. Depois, reintroduza-os, um a um, para se certificar de qual deles acende a luz vermelha. "Com a intolerância controlada, o intestino se regulariza, o humor e o sono melhoram, as doenças respiratórias somem e as dores de cabeça ficam menos frequentes", afirma a nutricionista Daniela.

Fonte: CLAUDIA / M de Mulher
Texto: Rachel Campello

Dicas para evitar micoses de verão

O aparecimento de micoses durante o verão é muito comum. Isso acontece porque o calor e a maior umidade dessa época do ano favorecem a proliferação de fungos, os microorganismos responsáveis pelas micoses.

Com as altas temperaturas e o grande volume de chuvas do verão brasileiro, o jeito é ficar atento a cuidados básicos para não deixar o problema aparecer.

Aumento do suor, ambientes úmidos e quentes, e permanência com roupas de banho molhadas por longo tempo são apenas alguns exemplos de situações que facilitam a contaminação pelos fungos.

A dermatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Alba Clausen, lista cinco dicas para serem incorporadas ao dia a dia que podem livrar qualquer pessoa do problema de forma simples.

1. Seque bem as dobras do corpo ao sair do banho, lembrando-se da virilha, das axilas, e dos espaços entre os dedos das mãos e dos pés. Isso é muito importante, pois os fungos gostam de lugares, quentes, úmidos e fechados. Um secador de cabelos na temperatura fria pode ajudar.

2. Evite roupas úmidas em contato com a pele por muito tempo, principalmente para quem está de férias na praia ou na piscina. Também é preciso lembrar-se de usar chinelos em saunas, academias, vestiários e chuveiros públicos.

3. Objetos pessoais como toalhas, sapatos, meias e chinelos não devem ser compartilhados. Essa é outra forma de contaminação. Por isso, não empreste e nem pegue emprestado de ninguém.

4. Evite uso de sapatos fechados por muito tempo e o uso do mesmo sapato por dias seguidos, é mais um cuidado. A dica da dermatologista é expor os sapatos ao sol após o uso, fazendo a troca diária para não haver risco. Também ajudam a evitar as micoses roupas íntimas de algodão, que permitem maior ventilação da pele e absorvem mais umidade.

5. Leve seu material à manicure quando não houver garantia de que as ferramentas do estabelecimento são devidamente esterilizadas.

Durante o verão a micose mais frequente é a pitiríase versicolor, que acomete principalmente a pele do tronco. "Esse tipo de contaminação pode ser notada por manchas brancas, róseas ou pardas. Normalmente, a pessoa só percebe que está com essa micose quando se expõe ao sol e as áreas acometidas não bronzeiam devido aos fungos", explica a dermatologista.

Além disso, nem sempre é tão simples diagnosticar os primeiros sinais da micose. "É por isso que o conselho mais importante é evitar a contaminação", relembra.

A solução para o problema, em geral, não é complexa e utiliza medicação antifúngica tópica ou sistêmica. Porém, o tratamento requer disciplina e não deve ser descontinuado antes do prazo recomendado pelo médico.

Fonte: Vila Mulher
Texto: Jessica Moraes