Comer um pãozinho com manteiga no café da
manhã é quase uma tradição para os brasileiros. Mais do que gostosos, os
pães são ricos em carboidratos. Esses nutrientes são importantes para o
funcionamento de corpo e não devem ficar de fora da dieta sem
aconselhamento médico.
Sempre que ingerimos carboidratos, eles entram na corrente sanguínea e
são absorvidos em diferentes velocidades, dando energia para o organismo
funcionar. Quanto maior a velocidade de absorção de seus carboidratos,
maior será o índice glicêmico do alimento.
"Todos os tipos de pão são ótimas fontes de carboidratos, responsáveis
por dar energia ao corpo. Mas, como o índice glicêmico de cada tipo pode
variar, é importante saber qual é a melhor hora para comer cada tipo",
diz o nutricionista e personal trainer Vinicius Oliveira, da Academia
Forum Exere Fitness. Cada pão também possui uma quantidade de nutrientes
específica. Conheça mais essas variações.
Pão branco (normal)
Também conhecido como pão francês ou pão de sal, o pão branco é o mais
consumido pelos brasileiros. Ele é feito com farinha refinada de trigo e
é rico em carboidratos e proteínas. Como o índice glicêmico é elevado, o
pão branco é usado como padrão para medir a glicose nos alimentos. "Ele
é o pão que apresenta o maior índice glicêmico e, por isso, não deve
ser consumido antes dos exercícios ou de dormir", diz Vinicius Oliveira.
O hábito de consumi-lo na primeira refeição do dia é bastante saudável,
segundo o nutricionista. "Quando acordamos, nosso corpo de uma grande
ingestão de energia, já que passou várias horas em jejum. Por isso, o
pão branco, que contém mais carboidratos, é o mais indicado", comenta.
Após um grande gasto de energia, como depois de uma atividade física,
comer um pão branco pode ajudar a recuperar a vitalidade.
Pão integral
O pão integral não é preparado com farinha refinada, o que mantém as
quantidades de vitaminas, minerais e fibras dos cereais no pão,
tornando-o bastante nutritivo. Mesmo que também tenha carboidratos, as
fibras contidas no pão integral desaceleram a absorção de glicemia pelo
organismo, o que diminui o índice glicêmico.
"Esse tipo de pão é indicado para antes do treino. Como ele tem grande
quantidade de fibras, que fazem o corpo absorver insulina de maneira
mais lenta e gradual, garante energia durante todo o treino", explica o
nutricionista.
Pão de linhaça
A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz
vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e
renovador celular. Um pão feito dessa sementinha também possui essas
caraterísticas. "Ele é rico em fibras e gorduras boas, as insaturadas.
Assim, o consumo desse alimento ajuda a melhorar o índice nutricional de
nossa alimentação", explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta
Stella.
De acordo com o nutricionista Vinicius Oliveira, o pão de linhaça,
ainda garante ao corpo um aumento de energia e de vitalidade. "A linhaça
acelera o metabolismo, o que garante eficácia na produção de energia
celular e ajuda a recuperar a fadiga muscular". Por isso ele é uma ótima
opção para um lanchinho antes e depois do treino.
Pão de centeio
Esse pão é o campeão no quesito quantidade baixa de gordura. "O pão de
centeio é o que contém menos gorduras e proteínas, sendo uma boa opção
para quem não quer mais consumir pão branco ou quer ingerir menos
gorduras", diz Vinícius Oliveira. Além disso, ele tem praticamente as
mesmas fibras que o pão integral, ajudando no processo digestivo. No
entanto, esse pão contém mais carboidratos do que os outros tipos.
Pão de Aveia
Rico em ferro, magnésio, zinco, cobre e proteínas, o pão de aveia é
bastante indicado para quem tem problemas em controlar a glicemia, já
que a aveia é rica em fibras solúveis, principalmente a beta-glucana,
que retarda a absorção de glicose e do colesterol, sendo uma sugestão de
pão para hipercolesterolêmicos.
Além disso, assim como o pão integral, a grande quantidade de fibras
ajuda a abaixar o índice glicêmico, ideal para quem quer fazer um
lanchinho antes de alguma atividade física mais demorada.
Pão de milho
O pão de milho, diferente do que é feito de trigo, não perde a casca
durante o processo de preparação. Por isso, ele é rico em fibras e
minerais, como fósforo, ferro, potássio e zinco. Além desses nutrientes,
o pão de milho também é rico em proteínas e vitaminas do complexo B.
"Ele é uma importante opção para quem tem doença celíaca, já que o milho
não contém glúten", diz o nutricionista Vinicius Oliveira.
Pão australiano
Esse pão, feito de farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido
fólico, tem uma cor escura, que vem da farinha integral, e um sabor
adocicado causado pelo estrato de mel usado durante o preparo. É rico em
vitaminas, minerais e fibras provenientes da casca dos grãos de trigo.
Pão Sírio
Também conhecido como pão pita, ele é feito de trigo assim como o pão
branco, só que contém menor quantidade de gorduras e de carboidratos.
Ele é uma boa opção para quem quer variar a dieta sem aumentar a
quantidade de calorias e gorduras ingeridas.
Croissant
Croissant - que quer dizer crescente em francês - é aquele pãozinho em
forma de meia-lua, feito com massa folhada e grande estrela do café da
manhã dos franceses. Essa opção tem mais gorduras e calorias do que os
outros tipos e deve ser consumida com moderação, principalmente as
versões recheadas.
Fonte: Minha Vida
Texto: Fernando Menezes
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Pão francês
Como é chamado o nosso pão francês na França?
Segundo Cuilliot Guillaume, proprietário de duas padarias no norte da França, o pãozinho francês que aqui conhecemos não está entre os mais populares de seu país. “Posso afirmar, inclusive, que dificilmente alguém encontrará um pão desses em uma padaria francesa”, garante Guillaume.
Segundo ele, esta versão de pão é comum apenas nos restaurantes e, provavelmente, um brasileiro que tomou contato com o produto gostou e passou a produzi-lo no Brasil com este nome.
O padeiro francês vai além, contando que em seu país o pão mais tradicional e de maior saída nas padarias é a baguette; o nosso pãozinho francês, por sua vez, é chamado lá de pistolle (pistola).
Fonte: Guia da Família e do Lar. Jul/10
Segundo Cuilliot Guillaume, proprietário de duas padarias no norte da França, o pãozinho francês que aqui conhecemos não está entre os mais populares de seu país. “Posso afirmar, inclusive, que dificilmente alguém encontrará um pão desses em uma padaria francesa”, garante Guillaume.
Segundo ele, esta versão de pão é comum apenas nos restaurantes e, provavelmente, um brasileiro que tomou contato com o produto gostou e passou a produzi-lo no Brasil com este nome.
O padeiro francês vai além, contando que em seu país o pão mais tradicional e de maior saída nas padarias é a baguette; o nosso pãozinho francês, por sua vez, é chamado lá de pistolle (pistola).
Fonte: Guia da Família e do Lar. Jul/10
terça-feira, 18 de outubro de 2011
História do pão
Existem indícios arqueológicos de que o pão foi o primeiro alimento a ser processado por mãos humanas a partir de uma matéria-prima natural. Praticamente todas as culturas antigas do Oriente Médio faziam referências ao pão em seus escritos e muitos povos o veneravam como alimento sagrado, presente dos deuses. A Bíblia cita o pão tanto no antigo como no Novo Testamento, e para os cristãos, até hoje, ele simboliza o corpo de Cristo.
Ele resulta do cozimento de uma massa feita com farinha de alguns cereais, principalmente trigo, água e sal. Seu uso na alimentação humana é muito antigo. Se originou há milhares de anos a.C., quando era feito com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com água fervente para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava ao sol, e se faziam broas com farinha. As farinhas antes de servirem para fazer pão, eram usadas em sopas e mingaus.
Posteriormente se passou a misturar nas farinhas azeite doce, mel, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos, formando-se bolos, que teriam precedido o pão propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas. Esse mesmo método de assar continuou a acompanhar os primeiros pães.
Foram os egípcios os primeiros que usaram os fornos, sendo atribuída a eles também a descoberta do acréscimo de líquido fermentado à massa do pão para torná-la leve e macia. No Egito, o pão era o alimento básico, amassado com os pés, e normalmente feito de cevada ou espelta, espécies de trigo de qualidade inferior. Os pães preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos. Os salários eram pagos com pão: um dia de trabalho valia três pães e dois cântaros de cerveja.
Os judeus acreditarem que a fermentação era uma forma de putrefação e impureza , por isso não utilizavam fermentos. Na Europa o pão chegou através dos gregos. O pão romano era feito em casa, pelas mulheres, e posteriormente passou a ser fabricado em padarias públicas, nascendo os primeiros padeiros.
De acordo com pesquisadores, foi a partir da Revolução Francesa que o consumo de pão de trigo expandiu-se como hábito alimentar no Ocidente. Talvez daí advenha o nome do pão de 50 gramas, o "pão francês".
No Brasil e no resto do mundo, a produção de trigo se expandiu no rastro da urbanização. Na década de 50, incentivado pela importação do trigo norte-americano, houve um grande impulso à indústria de derivados do trigo, fortalecendo ainda mais o hábito de consumo.
O Pão na Idade Média
Com a queda do Império Romano e da organização por ele imposta ao mundo, as padarias européias desapareceram, retornando a fabricação doméstica do pão na maior parte da Europa. Nessa época, somente os castelos e conventos possuíam padarias. No século XVII, a França se tornou o centro de fabricação de pães de luxo, com a introdução dos modernos processos de panificação. A descoberta de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para a indústria de panificação. Os grãos de trigo, inicialmente, eram triturados em moinhos de pedra manuais, que evoluíram para o de pedra movido por animais e depois para os movidos pela água e, finalmente, pelos moinhos de vento. Apenas em 1784 apareceram os moinhos movidos a vapor. Em 1881 ocorre a invenção dos cilindros, que muito aprimorou a produção de pães.
O Pão no Brasil
O Brasil conheceu o pão no século XIX. O que se usava antes era o biju de tapioca no almoço e no jantar a farofa. No início, a fabricação de pão no Brasil obedecia a uma espécie de ritual próprio, com cerimônias, cruzes nas massas, rezas para crescer, afofar e dourar a crosta, principalmente quando eram assados em casa. A atividade da panificação se expandiu com os imigrantes italianos. Os pioneiros da indústria de panificação surgiram em Minas Gerais. Nos grandes centros proliferaram as padarias típicas.
O Pão e a Religião
O pão está contido em toda a história do Homem, principalmente pelo seu lado religioso. É o símbolo da vida, alimento do corpo e da alma, símbolo da partilha. Ele foi sublimado na multiplicação dos pães na Santa Ceia, e até hoje simboliza a fé no catolicismo. Há os famosos pãezinhos de Santo Antônio, que ainda hoje são distribuídos em várias igrejas no dia 13 de junho, para serem guardados junto com os mantimentos. Crê-se que o que estiver junto com esse pãozinho não faltará durante aquele ano. Esse costume português chegou até nós através dos jesuítas.
Fonte: www.jauinfo.com.br
Ele resulta do cozimento de uma massa feita com farinha de alguns cereais, principalmente trigo, água e sal. Seu uso na alimentação humana é muito antigo. Se originou há milhares de anos a.C., quando era feito com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com água fervente para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava ao sol, e se faziam broas com farinha. As farinhas antes de servirem para fazer pão, eram usadas em sopas e mingaus.
Posteriormente se passou a misturar nas farinhas azeite doce, mel, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos, formando-se bolos, que teriam precedido o pão propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas. Esse mesmo método de assar continuou a acompanhar os primeiros pães.
Foram os egípcios os primeiros que usaram os fornos, sendo atribuída a eles também a descoberta do acréscimo de líquido fermentado à massa do pão para torná-la leve e macia. No Egito, o pão era o alimento básico, amassado com os pés, e normalmente feito de cevada ou espelta, espécies de trigo de qualidade inferior. Os pães preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos. Os salários eram pagos com pão: um dia de trabalho valia três pães e dois cântaros de cerveja.
Os judeus acreditarem que a fermentação era uma forma de putrefação e impureza , por isso não utilizavam fermentos. Na Europa o pão chegou através dos gregos. O pão romano era feito em casa, pelas mulheres, e posteriormente passou a ser fabricado em padarias públicas, nascendo os primeiros padeiros.
De acordo com pesquisadores, foi a partir da Revolução Francesa que o consumo de pão de trigo expandiu-se como hábito alimentar no Ocidente. Talvez daí advenha o nome do pão de 50 gramas, o "pão francês".
No Brasil e no resto do mundo, a produção de trigo se expandiu no rastro da urbanização. Na década de 50, incentivado pela importação do trigo norte-americano, houve um grande impulso à indústria de derivados do trigo, fortalecendo ainda mais o hábito de consumo.
O Pão na Idade Média
Com a queda do Império Romano e da organização por ele imposta ao mundo, as padarias européias desapareceram, retornando a fabricação doméstica do pão na maior parte da Europa. Nessa época, somente os castelos e conventos possuíam padarias. No século XVII, a França se tornou o centro de fabricação de pães de luxo, com a introdução dos modernos processos de panificação. A descoberta de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para a indústria de panificação. Os grãos de trigo, inicialmente, eram triturados em moinhos de pedra manuais, que evoluíram para o de pedra movido por animais e depois para os movidos pela água e, finalmente, pelos moinhos de vento. Apenas em 1784 apareceram os moinhos movidos a vapor. Em 1881 ocorre a invenção dos cilindros, que muito aprimorou a produção de pães.
O Pão no Brasil
O Brasil conheceu o pão no século XIX. O que se usava antes era o biju de tapioca no almoço e no jantar a farofa. No início, a fabricação de pão no Brasil obedecia a uma espécie de ritual próprio, com cerimônias, cruzes nas massas, rezas para crescer, afofar e dourar a crosta, principalmente quando eram assados em casa. A atividade da panificação se expandiu com os imigrantes italianos. Os pioneiros da indústria de panificação surgiram em Minas Gerais. Nos grandes centros proliferaram as padarias típicas.
O Pão e a Religião
O pão está contido em toda a história do Homem, principalmente pelo seu lado religioso. É o símbolo da vida, alimento do corpo e da alma, símbolo da partilha. Ele foi sublimado na multiplicação dos pães na Santa Ceia, e até hoje simboliza a fé no catolicismo. Há os famosos pãezinhos de Santo Antônio, que ainda hoje são distribuídos em várias igrejas no dia 13 de junho, para serem guardados junto com os mantimentos. Crê-se que o que estiver junto com esse pãozinho não faltará durante aquele ano. Esse costume português chegou até nós através dos jesuítas.
Fonte: www.jauinfo.com.br
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