quinta-feira, 5 de abril de 2012

Raiva aumenta risco de doenças

O estresse é uma condição comum ao ser humano e, para a maioria das pessoas, a explosão ocasional ajuda a liberar a irritação reprimida. No entanto, frequentes acessos de raiva podem aumentar o risco de doenças a longo prazo, como ataques cardíacos, derrames, má cicatrização e um sistema imunológico enfraquecido. As informações são do Daily Mail.

Pesquisadores da universidade de Granada, na Espanha, descobriram que remoer os erros do passado diminui a capacidade de suportar o sofrimento.

Eles analisaram 50 homens e mulheres sobre sentimentos em relação a eventos passados, como erros e oportunidades perdidas. Os resultados, publicados na revista médica PLoS One, mostraram que aqueles que se lembravam das coisas ruins na vida eram mais propensos a serem sensíveis à dor do que aqueles que viveram um dia de cada vez.

Uma possível explicação é que emoções negativas perturbam os circuitos do cérebro. Quando alguém perde a paciência, a frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial sobe e o fluxo sanguíneo para os músculos é aumentado. O processo deixa o corpo pronto para lutar ou fugir.

Ao mesmo tempo, os níveis de glicose sobem para dar aos músculos a energia necessária para a ação e as glândulas supra-renais bombeiam para fora mais adrenalina hormonal. As pupilas ficam dilatadas e os pulmões se expandem para comportar mais oxigênio.

O perigo maior é para as pessoas que guardam os sentimentos de raiva em vez de liberá-los. Uma pesquisa na Suécia demonstrou que este grupo tem o dobro do risco de um ataque cardíaco, em comparação com as pessoas que descarregam o estresse.

Fonte: Terra

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Elefante Branco

Você completa mais um aniversário, recebe amigos e familiares para comemorar e não tem como escapar dos presentes sem utilidade - que algumas vezes são coisas volumosas, estranhas e que não podem ser dispensadas.

Quando esta situação acontece, aquele amigo mais "consciente" diz que você ganhou um "elefante branco".

De acordo com o professor Ari Riboldi, a expressão teve origem em um costume do antigo Reino de Sião, atual Tailândia. Lá, o elefante branco era raríssimo e considerado animal sagrado. Quando um exemplar era encontrado, deveria ser imediatamente dado ao rei. E, se um dos cortesãos, por alguma razão, caísse na desgraça do rei, este o presenteava com um desses raros animais.

O súdito não podia recusar o presente ou passá-lo adiante, afinal, era um animal sagrado e um presente real. A obrigação era cuidar, alimentar e manter o pelo do animal sempre impecável - o que representava grande custo e trabalho constante, sem nenhum retorno ou utilidade prática.

fonte: Terra

terça-feira, 3 de abril de 2012

O café com leite

A um oficial holandês devem os brasileiros um hábito alimentar nacional: a média, isto é, o café com leite. De acordo com o historiador José Teixeira Oliveira, autor de A História do Café no Brasil e no Mundo (Editora Itatiaia, 1984), quem trouxe a mistura para o Ocidente foi Johann Jacob Nieuhof, um oficial da Companhia Holandesa das Índias Orientais.

Em 1655, Nieuhof conheceu, na China, o hábito de dar leite com chá a tuberculosos. Mas apresentou a bebida aos europeus substituindo o chá por café. Os alemães adoraram e popularizaram, entre os séculos XVII e XVIII, a nossa hoje famosa média. Como o café era caro, a mistura ainda resultava em economia.

Oliveira observa que o costume foi registrado, na mesma época, na Inglaterra. Mas ninguém explica como chegou lá ou como ele se difundiu pela Europa. Tampouco se conhecem as circunstâncias em que desembarcou no Brasil.

“O certo é que não foi antes de 1727, quando o sargento Francisco de Melo Palheta trouxe da Guiana Francesa as primeiras mudas da planta”, conta o escritor João de Scantimburgo, autor de O Café e o Desenvolvimento do Brasil (Editora Melhoramentos, 1980).

Fontes: QI Referências; Superinteressante.