quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eleanor Parker

Eleanor Parker (Eleanor Jean Parker), atriz, nasceu em Cedarville, Ohio, EUA, em 26/06/1922 e era filha caçula de um professor de matemática. Causou surpresa quando, adolescente, optou pela carreira de atriz, uma vez que, ninguém da família, inclusive suas duas irmãs mais velhas, havia antes escolhido tal carreira.

Como grande parte dos atores americanos, ela começou a atuar em peças escolares.  Aos 15 anos, freqüentou o Rice Summer Theatre, em Massachusettes, durante a temporada de verão, voltando a fazer o mesmo na temporada do ano seguinte. Terminado o curso secundário, Eleanor mudou-se para a California. Uma vez lá, estudou na Pasadena Playhouse.

Certa vez, ao assistir à apresentação de uma peça teatral, um agente da Warner Bros. aproximou-se dela e lhe fez um convite, mas somente um ano depois, ao se sentir preparada, Eleanor assinou um contrato com aquele Estúdio no dia em que completava 19 anos.

Seu primeiro trabalho para a Warner deu-se numa pequena cena do filme "O Intrépido General Custer", de 1941, a qual foi cortada quando dos serviços de edição. A seguir, atuou em alguns filmes "B", antes de ter a oportunidade de conseguir melhores papéis.

Em 1951, foi indicada ao Oscar por sua atuação em "À Margem da Vida", perdendo a estatueta para Judy Holliday por seu trabalho em "Nascida Ontem", de George Cukor. Continuando a fazer sucesso, no ano seguinte, Eleanor voltou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em "Chaga de Fogo", ao lado de Kirk Douglas, desta vez perdendo o cobiçado prêmio para Vivien Leigh, por sua magnífica atuação em "Um Bonde Chamado Desejo", de Elia Kazan.

O vale dos reis (1954)
Entre outros sucessos por ela obtidos, acham-se "Scaramouche", de George Sidney, "A Selva Nua", de Byron Haskin, e "Melodia Interrompida", de Curtis Bernhardt, quando voltou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

Ao longo de sua carreira, Eleanor Parker mostrou-se uma atriz versátil. Durante os anos 70, esteve presente na maioria dos filmes feitos para a televisão, com exceção de seu último trabalho para a telona, "A Morte Ronda a Pantera", de Richard Sarafian.

A década de 80 foi marcada apenas por participações em episódios para a TV, sendo seu último trabalho o de Catherine Blake, no filme produzido para a televisão, em 1991, "Dead of the Money", de Mark Cullingham.

Eleanor Parker casou-se quatro vezes: de 21/03/1943 a 05/12/1944, com Fred Losee; de 05/01/1946 a 10/11/1953, com o produtor Bert Friedlob; de 25/11/1954 a 09/03/1965, com Paul Clemens; e, finalmente, com Raymond Hirsch, de 17/04/1966 até o presente. De seu segundo casamento, com Friedlob, ela teve três filhos e de seu terceiro, com Clemens, um.

Filmografia selecionada

1941 - O intrépido general Custer
1942 - Soldiers in White (Documentário)
1942 - Busses Roar
1943 - Mysterious Doctor
1943 - Missão em Moscou
1944 - Um Passo Além da Vida
1944 - Uma Noite Trágica
1944 - The Last Ride
1944 - Pensando Sempre em Você
1944 - Um Sonho em Hollywood
1945 - Uma Luz nas Trevas
1946 - Escravo de uma paixão
1946 - Nunca me Diga Adeus
1947 - Centelha de amor
1948 - A Mulher de Branco
1950 - A morte não é o fim
1950 - À margem da vida
1950 - Três Segredos
1951 - Chaga de fogo
1951 - Rodolfo Valentino
1951 - Quero Um Milionário
1952 - Scaramouche
1952 - Seu nome e sua honra
1953 - A fera do Forte Bravo
1954 - A Selva Nua
1954 - O vale dos reis
1955 - Melodia interrompida
1955 - O homem do braço de ouro
1955 - Sangue aventureiro
1956 - Esse homem é meu
1957 - O sétimo pecado
1957 - Desejos Ocultos
1959 - Os Viúvos Também Sonham
1960 - A herança da carne
1961 - De volta à caldeira do diabo
1962 - Os Propagandistas
1964 - Suave é o Amor
1965 - A noviça rebelde
1966 - Confidências de Hollywood
1966 - Eu Te Verei no Inferno, Querida
1979 - A Morte Ronda a Pantera
1979 - Hans Brinker

Premiações

Indicação ao Oscar de atriz em Caged (“À Margem da Vida”), em 1950.
Indicação ao Oscar de atriz em (“Chaga de Fogo”), em 1951.
Indicação ao Oscar de atriz em Interrupted Melody (“Melodia Interrompida”), em 1955.

Fontes: Wikipédia; 70 Anos de Cinema.

domingo, 22 de julho de 2012

Pornografia online levará homem à extinção

Homens estão gastando muito tempo isolados no mundo digital, diz professor Foto: Getty

Um professor da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, acredita que o uso excessivo de pornografia online e de jogos de videogame está criando uma geração de "homens desajustados", o que pode levar à extinção dos homens. O psicólogo Philip Zimbardo acredita que homens jovens estão criando "vícios de excitação", deixando-os incapazes de conviver normalmente no mundo real e desenvolver relacionamentos saudáveis. As informações são do jornal Daily Mail.

Ele afirma que os homens estão gastando muito tempo isolados no mundo digital e que as pessoas solitárias morrem mais cedo. Autor do livro The Demise of Guys: Why Boys are Struggling and What We Can Do About It (A Morte dos Caras: porque os garotos estão lutando e o que podemos fazer, em tradução livre), o professor diz que os homens de hoje não estão aprendendo a serem "animais sociais".

Ele critica o fato de que os homens estão, atualmente, gastando grande parte do seu tempo sozinhos no mundo digital, como videogames, pornografia online, YouTube e mensagens de texto. Ele acredita que a pornografia pode se tornar um "substituto para interações saudáveis frente a frente, sociais ou sexuais".

Fonte: Terra Notícias - 19/07/2012.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Salomé Parísio

Salomé Parísio
Salomé Parísio nasceu em 3 de junho de 1921 em Bonito -PE. Seu nome de batismo é Dulce de Jesus Oliveira, mas resolveu adotar o nome da mãe para entrar no meio artístico. Começou a carreira cantando na Rádio Clube de Pernambuco. A partir daí fez shows em cassino até ser levada para o teatro de revista.

A mulher com as mais belas pernas, como ficou conhecida, foi descoberta por Chianca de Garcia, um famoso empresário teatral. A comediante Celeste Aída enviou uma foto de Salomé para o empresário que imediatamente pediu que ela embarcasse rumo ao Rio de Janeiro. Chegando ao aeroporto, Chianca, com um forte sotaque português, lhe disse: "É a mulher que eu quero".

Sua estreia foi no espetáculo "Um Milhão de Mulheres", ao lado de Colé e Celeste Aída. Já começou como vedete e estrela do espetáculo. Do Rio foi para São Paulo, onde atuou em "Eu Quero é me Badalar"; "Cai cai Balão"; "É com Essa que eu Vou", entre outras. Trabalhou em filmes do Mazzaropi, voltou a fazer parceria com Colé e trabalhou ao lado de Virgínia Lane.
 
Em 1950, Salomé Parísio foi para Portugal. Estreou "Saias Curtas", espetáculo que fez enorme sucesso no Cassino do Estoril. Em 1955, a Argentina se rendeu aos encantos e às pernas de Salomé. Foi outra temporada grandiosa.

Mas Salomé estava prestes a receber o maior convite de sua vida: substituir Carmen Miranda nos Estados Unidos. Tudo começou   quando o famoso arquiteto Oscar Niemeyer, fã confesso da vedete, levou o empresário Carlos Machado para assistir a um show de Salomé. Machado, conhecido como o rei da noite, era produtor de musicais de revista. Seus espetáculos faziam sucesso na alta sociedade brasileira. Só que ele já havia produzido três espetáculos nos Estados Unidos que não tinham agradado o público. Por isso, o empresário americano que o contratara veio ao Brasil escolher os artistas pessoalmente para seu próximo show. O americano, encantado com Salomé, exclamou: "She’s wonderful!"

E lá foi Salomé, com Nelson Gonçalves, estrelar o show Extravagância Brasileira na Radio City Music Hall, em NovaYork, em 1960. O espetáculo foi um estouro. Havia sessenta mulheres no palco e de repente entrava Salomé Parísio, de costas, cantando: "Soca, soca, soca pilão, Abana sinhá, peneira na mão". O público delirava com o rebolado da morena. O maestro, sem entender a letra da música, pedia para ela entrar de frente, não de costas.

Ele falava: "Miss Salame (era assim que os americanos pronunciavam), please, look for me". E ela falava: Não!Tem que ter o re-bo-la-do. O maestro ficava hipnotizado com o requebrado da vedete e acelerava a música de acordo com o balanço do quadril de Salomé, deixando doidos os músicos da orquestra.
 
O plano do empresário americano era ensaiar Salomé Parísio para substituir a estrela internacional Carmen Miranda. O projeto contava até com um filme em Hollywood para o lançamento da artista. Mas Salomé não viveu o seu sonho. Sua mãe sofreu uma fratura no fêmur e Salomé abandonou o trabalho para cuidar da mãe.

De volta ao Brasil, foi trabalhar com Walter Pinto. Com o declínio do  teatro de revista, continuou a fazer shows como cantora, foi contratada pela Tupi e fez "Almoço com as Estrelas", com Airton Rodrigues. Também participou do "Clube dos Artistas", com Lolita Rodrigues, depois foi para a Record e Bandeirantes.Trabalhou com Dercy Gonçalves no Esplanada, no Rio de Janeiro, e com vedetes como Anilza Leoni, na revista "Chica da Silva 65", em que interpretava a personagem-título.

O ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, dizia que ia ao teatro só para ver a pinta da perna de Salomé Parísio e exclamava: "Você é a número 1". 

Se os Estados Unidos escolheram Marilyn Monroe para cantar para seus soldados antes de ir à guerra, o Brasil preferiu Salomé Parísio. A artista foi convidada a cantar para os pracinhas brasileiros antes da partida deles para a Itália, na Segunda Guerra Mundial. 

Salomé também participou da lendária montagem de "Macunaíma", dirigida por Antunes Filho. Em novelas trabalhou em "Sangue do meu Sangue" de Vicente Sesso, em 1969, ao lado de Fernanda Montenegro, Tônia Carrero, Sadi Cabral e Armando Bógus, e fez uma participação na primeira versão de "Mulheres de Areia", em 1973, na TV Tupi.

Na década de 1980 participou das peças "Violinista no Telhado", "Dilúvio" e "Aí vem o Dilúvio".
 
Salomé Parísio vive hoje em São Paulo e continua a cantar, a fazer shows e programa festejar seus 60 anos de carreira com um grande espetáculo. Em suas aparições ainda  canta uma marchinha que sempre fez sucesso: "Beata, ta, beata, ta, / Este coco saboroso / Você come / E não me dá...".  

 Fonte:  As Grandes Vedetes do Brasil - de Neyde Veneziano.