domingo, 14 de agosto de 2011

Giovanni Bocaccio

Giovanni Bocaccio nasceu em Paris (1313) e morreu em Certaldo, Toscana(1375). Filho de um comerciante, Boccaccio não se dedicou ao comércio como era o real desejo de seu pai. Preferiu cultivar o talento literário, que se manifestou desde muito cedo. Com isso produziu uma obra que lhe garante lugar entre os maiores nomes do início da literatura italiana, ao lado de Dante e de Petrarca.

Após os primeiros estudos em Florença, Boccaccio foi enviado a Nápoles para completar sua formação na sucursal dos Bardi, banqueiros para os quais trabalhava seu pai, que insistia em fazê-lo trabalhar no comércio.

Aos 18 anos, consegue autorização para abandonar os estudos comerciais, mas o pai impõe-lhe uma nova escolha: direito canônico. Boccaccio aceita o mal menor, e lança-se à literatura com afinco, estudando escritores franceses em tradução italiana, poemas franceses no original e, principalmente, escritores latinos.

Em Nápoles, é introduzido na corte por um amigo e conhece Maria DAquino (ou Giovanna, não se sabe ao certo), que celebraria em suas obras sob o nome de Fiametta. Ao contrário de Dante, seu amor é profundamente sensual; colocando à distância a imagem da mulher idealizada segundo a tradição da lírica medieval. É dessa época sua primeira obra importante: o Filostrato, autêntico relato da paixão sensual.

Terminado seu romance com Fiametta (1339), inicia-se uma fase infeliz para Boccaccio, não só pelas desventuras amorosas, mas pela pobreza que se segue: os grandes bancos florentinos, entre os quais os dos Bardi, haviam sofrido grande golpe, devido a um empréstimo cedido ao rei inglês não reembolsado. Boccaccio perde sua posição social, deixa de freqüentar a corte de Nápoles e passa a morar em um bairro modesto. É quando começa a conhecer o mundo das ruas.

Retorna a Florença em 1341, onde publica Visão Amorosa, elegia em prosa. Entre 1344 e 1346, escreve Ninfale Fiesolano, lenda construída segundo o modelo do escritor latino Ovídio, onde a inspiração da Antiguidade é suplantada pelo tratamento moderno do assunto.

A peste que assola a Europa, chegando a Florença em 1348, dá a Boccaccio o quadro para sua obra mais importante: Decamerão,escrito enre 1348 e 1353. O livro se compõe de cem novelas que refletem a crise das concepções do mundo religioso. Para fugir à peste, dez jovens refugiam-se por dez dias num local solitário, narrando histórias de amor - eis o enredo da obra de Boccaccio.

A idéia central do Decamerão é a de que a natureza dita ao homem as regras fundamentais de sua conduta. Sufocar os sentimentos é desvirtuar a própria vida.Reafirmando a ruptura com os princípios morais e tradições literárias da Idade Média, que defendiam o valor da vida supraterrena e do amor espiritual, insiste na exaltação da beleza e do amor terrenos.

O Decamerão fez de Boccaccio o primeiro grande realista da literatura universal. Em 1355 escreve Corbaccio, sua última obra em dialeto toscano. A partir daí, utilizará somente o latim. Escreveu ainda Mulheres Célebres (1362), uma série de 104 biografias de mulheres conhecidas por seus vícios e virtudes. Pretendia ainda publicar as conferências que realizou sobre Dante: Os Comentários sobre a Divina Comédia. Mas a morte abateu-o, impedindo a conclusão do livro.

Fonte: http://contosassombrosos.blogspot.com

sábado, 13 de agosto de 2011

Gérard de Nerval

Contemporâneo de Victor Hugo, Musset e Lamartine, Nerval nada tem em comum com esses românticos franceses: como Edgar Allan Poe, cresceu de olhos postos na Alemanha de Hoffmann e foi um precursor do simbolismo, de Baudelaire e do surrealismo.

Gérard Labrunie, que adotou o pseudônimo Gérard de Nerval, nasceu em Paris em 22 de maio de 1808. Filho de um médico militar, perdeu a mãe aos dois anos e passou a infância junto ao avô, na região do Valois. Em 1822 foi estudar em Paris, onde freqüentou os círculos artísticos e dissipou a fortuna na boêmia. Aos vinte anos publicou uma tradução do Faust, de Goethe, que fascinou o autor.

Em 1934 Nerval viajou à Itália e, de volta, apaixonou-se pela atriz Jenny Colon, que se transformaria em imagem mítica das futuras obras do poeta. Nerval também viajou pela Alemanha e pelo Oriente Médio.

Na criação de Nerval, a sonoridade da linguagem acentua a magia de seu significado, em que se misturam influências cristãs e gregas, cabalísticas e orientais, sobretudo nos sonetos de Les Chimères (As quimeras), coletânea acrescida aos contos de Les Filles du feu (1854; As filhas do fogo), que incluem Sylvie, evocação transcendente do mundo de beleza e inocência da infância no Valois.

Ainda mais significativo, para muitos, é o romance Aurélia ou Le Rêve et la vie (1855; Aurélia ou O sonho e a vida), em que imagens da amada e da Virgem Maria se mesclam oniricamente. O melhor de sua obra foi realizado nos últimos anos, em que sofreu graves crises mentais e foi várias vezes internado, acabando por enforcar-se em Paris, em 26 de janeiro de 1855.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

A sexta-feira 13 e suas supertições


A Sexta-feira que cai num dia 13 de qualquer mês é considerada popularmente como um dia de azar.

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco.

Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

A superstição é derivada apenas de nosso desconhecimento, mas quando nos tornamos mais conscientes de nossos atos, nossa forma-pensamento se fortalece.

Superstições são as culpadas que encontramos para nossos erros e desconhecimentos:

-Quando um gato preto atravessa nosso caminho logo pensamos que teremos um dia inteiro de azar, mas podem ter certeza de que ele estará pensando que terá “azar” se você o chutar;

-Quando quebramos um espelho acidentalmente morremos de pavor achando que teremos sete anos de azar, mas nós você não tivermos cuidado com nossas coisas poderemos ter um prejuízo sete vezes maior que aquele;

-Ao passarmos por debaixo de uma escada também pensamos que nosso dia será desastroso, cheio de azar, mas podem ficar certos de que teremos um grande “azar” se tropeçarmos na escada e em cima dela estiver um pintor com várias latas de tinta.

Fonte: Site de Curiosidades.