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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ellen Drew

Ellen Drew (Esther Loretta Ray), atriz e modelo, nasceu em Kansas City, Missouri, em 23/11/1915, e faleceu em Palm Desert Riverside County, Califórnia, em 03/12/2003. No começo, Drew teve diversos empregos e venceu inúmeros concursos de beleza antes de se tornar uma atriz.

Mudou-se para Hollywood na tentativa de se tornar uma estrela, foi descoberta quando trabalhava numa sorveteria, onde um dos clientes, William Demarest, a conheceu e, eventualmente, a ajudou a entrar no mundo do cinema.

Ela se fixou na Paramount Pictures de 1938 a 1943, onde apareceu em até seis filmes por ano, incluindo "Sing You Sinners" (1938), com Bing Crosby e "Senhora do Kentucky" (1939) com George Raft. Em 1944 mudou-se para a RKO.

Seus filmes incluem o "Natal em julho" (1940), "Isle of the Dead" (1945), "Johnny O'Clock" (1947) e "O Homem do Colorado" (1948). Nos anos 50, com a carreira cinematográfica em declínio, ela foi para a TV.

Foi casada quatro vezes e teve dois filhos. Morreu em Palm Desert, California, em 3 de zembro de 2003, vítima de problemas no fígado.

Filmografia 

Rose Bowl (1936)
Murder Goes to College (1937)
Night of Mystery (1937)
Dangerous to Know (1938)
If I Were King (1938)
Sing You Sinners (1938)
The Buccaneer (1938)
If I Were King (1938)
Geronimo(1939)
The Gracie Allen Murder Case (1939)
The Ladys from Kentucky (1939)
Buck Benny Rides Again (1940)
Christmas in July (1940)
French Without Tears (1940)
The Texas Rangers Ride Again (1940)
Women Without Names (1940)
Night of January 16th(1941)
Our Wife(1941)
The Mad Doctor(1941)
The Parson of Panamint(1941)
The Monster and the Girl (1941)
Reaching for the Sun (1941)
Ice-Capades Revue (1942)
My Favorite Spy (1942)
The Remarkable Andrew (1942)
Night Plane from Chungking (1943)
Dark Mountain (1944)
The Impostor (1944)
That's My Baby (1944)
Isle of the Dead (1945)
China Sky (1945)
Crime Doctors Man Hunt (1946)
Sing While You Dance (1946)
Johnny O'Clock (1947)
O Espadachim (1948)
The Man from Colorado (1948)
The Crooked Way (1949)
Cargo to Capetown (1950)
Davy Crockett, Indian Scout (1950)
Stars in My Crown (1950)
The Baron of Arizona (1950)
Man in the Saddle (1951)
The Great Missouri Raid (1951)
Outlaw's Son (1957)   

Fontes: http://www.malustudio.com; Zura!

Elizabeth Montgomery, a feiticeira

Elizabeth Montgomery (Elizabeth Victoria Montgomery), atriz, nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 15/04/1933, e faleceu na mesma cidade, em 18/05/1995. Sua carreira artística se estendou por cinco décadas, e é lembrada principalmente por seus papéis em Bewitched como Samantha Stephens, em A Case of Rape como Ellen Harrod e em The Legend of Lizzie Borden como Lizzie Borden.

Ela e seu irmão mais novo, Robert Montgomery Jr., nascido em 1936, tiveram uma infância privilegiada, por serem ricos e filhos de famosos atores de Hollywood. Costumava passar os verões, em sua casa de campo em England, Nova Iorque, onde montavam cavalos em companhia de celebridades. Freqüentou a Westlake School, uma escola de jovens refinadas da alta classe americana. Nesta escola, com 5 anos de idade, atuou pela primeira vez como suplente em uma produção de língua francesa Little Red Riding Hood, onde interpretou um lobo.

Em 1950, sua família mudou-se para Nova Iorque, onde seu pai iniciou um programa próprio de televisão chamada Robert Montgomery Presents. Quando os Montgomerys se divorciaram em dezembro daquele mesmo ano, Elizabeth ficou primeiramente na casa de sua mãe, mas subseqüentemente mudou-se para a casa de seu pai e a segunda esposa dele. Entrou para a Spence School, outra escola educacional exclusivamente da alta classe novaiorquina formando-se em 1951 e logo em seguida matriculou-se na American Academy of Dramatic Art.

Elizabeth fez sua primeira aparição na televisão, aos dezenove anos, em 1951, no programa de seu pai (Robert Montgomery Presents), em um episódio intitulado Top Secret, onde ela e seu pai foram fotografados juntos. Mas sua verdadeira estréia profissional na televisão, ocorreu mesmo no programa Armstrong Circle Theatre, no episódio "The Right Approach", de 1953.

Em outubro deste mesmo ano fez também sua estréia na Broadway no espetáculo Late Love e também em algumas produções da Brigadoon and Biography. No ano seguinte, 1954, ela faria outra participação em Armstrong Circle Theatre, no episódio "The Milestone", interpretando a personagem Ellen Craig.

Em 1954, aos  21 anos, casou-se com o diretor de televisão Frédéric Gallatin Carmmann e continuou a trabalhar na televisão. Seu casamento, porém, durou pouco tempo. Durante os anos 1950 a 1960, Elizabeth apareceu em diversos programas na televisão, inclusive em 1960, recebeu sua primeira indicação ao Emmy por sua representação de uma prostituta sulista Rusty Heller, num dos episódios de The Untouchables (Os Intocáveis). Em 1954, fez seu primeiro filme, The Court-Matial of Billy Mitchell, ao lado de Gary Cooper.

"A Feiticeira": Dick York e Elizabeth
No dia 28 de dezembro de 1956, Elizabeth casou-se pela segunda vez com o ator Gig Young. Foi um casamento muito turbulento, pois ele era um alcoólatra crônico e ela sendo 23 anos mais jovem que ele, ficava difícil controlar o problema.

Durante as filmagens de Johnny Cool, acabou apaixonando-se pelo diretor do filme, Willian Asher e em 1963, casou-se pela terceira vez, em El Paso, Texas. Juntos iniciaram um projeto que culminou com a criação da série Bewitched (A Feiticeira). Dessa união nasceram três crianças, Robert, William e Rebecca. Por duas vezes, a gravidez de Elizabeth, em  meio as filmagens da série,  justificaram o surgimento dos personagens Tabitha e Adam.

Depois do encerramento de A Feiticeira, Asher foi trabalhar em outra emissora em um novo projeto e Elizabeth viajou para a Europa. Antes do final do ano de 1973, também terminava seu matrimônio de quase dez anos com Asher. Um ano depois já estavam legalmente divorciados.

Juntos eles foram responsáveis pela criação de Samantha Stephens, uma feiticeira que se casa com um mortal. A feiticeira teve oito temporadas apresentadas pela rede ABC. O elenco recebeu várias indicações ao Emmy e outros prêmios. A magia da série "A Feiticeira" terminou em 1972.

Voltou a atuar novamente na televisão em Mrs. Sundance. Durante as filmagens conheceu o ator Robert Foxworth e os dois logo se apaixonaram. Nervosa com um quarto casamento, Elizabeth preferiu simplesmente viver junto com ele.

Também neste mesmo ano , 1974, fez A Case of Rape, onde foi aclamada pela crítica especializada, na qual representava uma vítima de estupro e onde recebeu uma indicação ao Emmy. Em 1975, voltou novamente a televisão atuando em The Legend of Lizzie Borden, onde foi novamente indicada ao Emmy.

A maioria dos seus papéis após a série A Feiticeira, foi fazendo papéis dramáticos e não cômicos. Em 1976 fez um remake de Dark Victory, atuou no gameshow Password and Password Plus. Novamente em 1978 outro Emmy lhe escapou com The Awakening Land. Na televisão se seguiram Face to Face (1990) e With Murder In Mind (1992), entre outros.

Em 1993 Elizabeth narrou o Academy Award um documentário intitulado Panama Deception. Fez duas narrações de The Erotic Adventures of Sleeping Beauty. Elizabeth Montegomery não foi somente uma grande e versátil atriz, mas também lutou em causas como AIDS e foi ativista da Gay Rights. No dia 28 de Junho de 1992, desfilou ao lado de Dick Sargent na grande parade gay, Gay-pride Parade em Los Angeles, Califórnia.


No dia 28 de janeiro de 1993, depois de viver quase 20 anos juntos, Elizabeth e Robert Foxworth casaram-se numa cerimônia íntima e muito simples. Na primavera de 1995, durante as filmagens de um outro filme para a televisão Deadline For Murder: From the Files of Edna Buchanan, Elizabeth começou a sentir-se fatigada.

Ela procurou procurou um médico e diagnosticada como acometida por um câncer de cólon, já em estado bem avançado. Poucas semanas depois, no dia 18 de maio de 1995, Elizabeth faleceu junto ao seu marido Foxworth, seus filhos em sua próprio quarto, em Beverly Hills. Ela tinha 62 anos.

Fontes: Wikipedia; tvsinopse.kinghost.net.

domingo, 9 de outubro de 2011

Walter Pinto

Walter Pinto, produtor e autor de teatro de revista, nasceu no Rio de Janeiro em 1913, e faleceu na mesma cidade, em 21 de abril de 1994. Produtor dos maiores espetáculos de teatro de revista brasileiro, é responsável pela reformulação do gênero, nos anos 40 e 50.

Walter formou-se em Contabilidade e Ciências Econômicas, mas acabou dedicando-se à Companhia de Teatro Pinto, fundada por seu pai, dirigindo-a depois da morte de seu irmão Álvaro, ainda na década de 40.

Dá início à Companhia Walter Pinto, que veio a se tornar a maior delas no teatro musicado, encenando Revistas e revelando uma geração de atores, músicos e compositores, dentre os quais se podem listar: Dercy Gonçalves, Carmem Miranda, Assis Valente, etc.

A Companhia Walter Pinto estréia com É Disso que Eu Gosto, de Miguel Orrico, Oscarito Brennier e Vicente Marchelli, 1940, título extraído da música que Carmem Miranda cantava, à frente do elenco, com Oscarito e Margot Louro.

Durante toda a década de 40, os espetáculos são quase que exclusivamente dirigidos por Otávio Rangel. O produtor tira a ênfase do autor e dos primeiros atores para valorizar a espetacularidade da cena: escadas, luzes, grandes coreografias, efeitos de maquinaria, coros numerosos e grande orquestra garantem o sucesso dos espetáculos que se sucedem. Contrata coristas argentinas, francesas e até russas que atuam principalmente nas partes musicais, para as quais mantém um grupo de bailarinas. Durante a guerra, ensaia quadros patrióticos.

Os títulos anunciam a jocosidade e mesmo a falta de história dos espetáculos: Assim... Até Eu, de Olavo de Barros e Saint-Clair Senna, Os Quindins de Yayá, de J. Maia e Walter Pinto, A Cabrocha Não É Sopa, de Freire Jr., todos de 1941; Passo de Ganso, de Freire Jr., de 1942; Rei Momo na Guerra, de Freire Jr. e Assis Valente, Comendo as Claras, de Paulo Orlando e Walter Pinto, de 1943; Tico-Tico no Fubá, de Alfredo Breda e Walter Pinto, Momo na Fila, de Geysa Bôscoli e Luiz Peixoto, de 1944; Bonde da Laite, de Geysa Bôscoli e Luiz Peixoto, Canta Brasil, de Luiz Peixoto, Geysa Bôscoli e Paulo Orlando, Rabo de Foguete, de Luiz Peixoto, Saint-Clair Senna e Walter Pinto, de 1945; Carnaval da Vitória, de Luiz Peixoto, Saint-Clair Senna e Walter Pinto, Não Sou de Briga, de Freire Jr. e Walter Pinto, Nem Te Ligo..., de Freire Jr. e Walter Pinto; Quê que Há com Teu Piru?, de Freire Jr., Saint-Clair Senna, Fernando Costa e Walter Pinto, 1946; Não Chacoalha!, de Freire Jr. e Walter Pinto, 1947; Tem Gato na Tuba, de Freire Jr. e Walter Pinto, 1948; Vamos pra Cabeça!, de Freire Jr. e Humberto Cunha; Está com Tudo e Não Está Prosa, de Freire Jr. e Walter Pinto, 1949. No elenco, Virginia Lane e Dercy Gonçalves eram as atrizes assíduas.

O tema do carnaval, pela óbvia semelhança do descompromisso, da musicalidade e do apelo ao corpo, é recorrente. Técnica e artisticamente, os espetáculos da Companhia Walter Pinto atingem, como se dizia em seu tempo, nível internacional.

O cronista Carlos Machado cita o ator francês Paul Nivoix, sobre Trem da Central, de Freire Jr. e Walter Pinto, 1948: "Nunca imaginei que no Brasil houvesse um produtor de tal força para extasiar o público. O que acabo de ver em Trem da Central é digno de ser mostrado em qualquer parte do mundo sem receio de ser superado".

Na década de 50, o produtor recebe durante quatro anos, três deles seguidos, o prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT, de melhor produtor de teatro musicado, categoria criada em conseqüência de seu trabalho e muito provavelmente a ele dedicada.

Na mesma coluna, Carlos Machado publica: "O êxito de Walter Pinto é devido, sobretudo, a ele mesmo. Podem figurar nos letreiros luminosos os nomes de Oscarito, Virginia Lane, Grande Otelo ou Mara Rubia, as maiores atrações nacionais. De um momento para outro, esses grandes nomes (...) são obrigados a sair do palco das revistas de Walter Pinto. Saem mas não fazem falta. O êxito é o mesmo... A explicação é óbvia: Walter Pinto apresenta uma revista em conjunto, e é o conjunto que se firma. Sua maior vitória está neste detalhe".

Nos anos 60, o produtor passa a assinar também a direção e o texto dos espetáculo

Fontes: Wikipédia - Enciclopédia virtual; Enciclopédia Itaú Cultural - Teatro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Raul Cortez

Raul Cortez (Raul Christiano Machado Pinheiro de Amorim Cortez), ator, nasceu em São Paulo SP, em 28/8/1932, e faleceu na mesma cidade, em 18/7/2006. Descendente de espanhóis, Raul era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez.

Tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, entre eles cinco Molière - a mais importante premiação do teatro brasileiro.

Ia ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estréia foi em 1955 na peça Eurídice, contracenando com Cleyde Yaconis e Walmor Chagas, e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em O Pão que o Diabo Amassou. Em 1969 encarnou um travesti na peça Os Monstros e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em O Balcão, de Jean Genet.

Na década seguinte recebeu vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça Rasga Coração (1979), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militante comunista Maguary Pistolão. A cena final, escrita por Vianinha, foi marcante: o funcionário público aparece nu amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco.

Após participar de algumas novelas nas TVs Excelsior, Bandeirantes e Tupi, Raul Cortez estreou na Rede Globo em 1980, com a novela de Gilberto Braga, Água-Viva, na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão.

Os mega-vilões Virgílio, de Mulheres de Areia (1993), e Jeremias Berdinazzi, de O Rei do Gado (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência nesse país. Terra Nostra, a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano.

Em 2005, foi preciso suspender a participação em Senhora do Destino, devido ao avanço da doença que causaria a morte, mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretando Antônio Carlos, na minissérie JK, a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Raul morreu às vésperas de completar cinquenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas, contra o qual lutava há cerca de quatro anos.

Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.

Em dezembro de 2004, Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado e veio a falecer no dia 18 de julho.

Fontes: Wikipedia; Raul Cortez - UOL Educação.

domingo, 2 de outubro de 2011

Procópio Ferreira

Procópio Ferreira (João Álvaro de Jesus Quental Ferreira), ator, diretor teatral e dramaturgo, nasceu no Rio de Janeiro-RJ, em 08/07/1898, e faleceu na mesma cidade em 18/06/1979. É considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro.

Procópio descobriu cedo o talento de envolver a plateia, arrastando aos seus espetáculos contingentes de público de fazer inveja aos maiores sucessos de hoje. Em 62 anos de carreira, Procópio interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.

Descreve a cena de seu nascimento, imaginando um diálogo familiar:

Nasci numa sexta-feira. "Oh! que bonito petiz", exclama o pai aflito e logo vem a parteira: "Ora, deixemos de brincadeira, chamar isso de bonito, assim, com esse nariz?", pergunta. "Há de ser cirurgião e formado em Paris", um outro parente prossegue em sua imaginação. "Isso não, cem vezes não", solta feroz, meu irmão: "De certo mata um doente assim, com esse nariz".

Procópio ria de sua aparência - era muito baixo, atarracado e narigudo -, largamente superada pela simpatia e pelo carisma. A sua filha com a bailarina espanhola Aída Izquierdo, Bibi Ferreira lembra que um dia flagrou o pai enumerando um amontoado de defeitos ao ver-se no espelho de um camarim. Bibi tentou contradizê-lo, mas ouviu: "Sei exatamente o que sou, mas sei também exatamente o que dou".

Subiu ao palco em 1917 e, em cinco anos, liderava sua companhia. Era tão popular que chegou a fazer 18 apresentações por semana. Seu primeiro êxito como empresário e ator foi em "A Juriti", de Viriato Correia. Seguido de sucessos como: "Deus lhe Pague", de Joraci Camargo; "O Avarento", de Moliére; "A Capital Federal", de Artur Azevedo; e "Esta Noite Choveu Prata", de Pedro Bloch.

Em 62 anos de carreira atuou em 461 peças no Brasil e na Europa. Seu maior sucesso foi "Deus lhe Pague", remontado pela filha Bibi em São Paulo, em 1999. A peça foi encenada pela primeira vez em 1932, no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro e registrou a incrível marca de 3.621 montagens em 30 anos, no Brasil e também na Europa.

Além de ator, Procópio foi autor de nove peças: "Briga em família", "Arte de Ser Marido", "Banho de Civilização", "Convidado de Honra", "A Grande Pantomima", "Não Casarás", "Presente do Céu", "Boca do Inferno" e "Família do Antunes".

Seus pais, Francisco Firmino Ferreira e Maria de Jesus Quental Ferreira, eram portugueses da Ilha da Madeira. Quando ingressou na Escola Nacional de Teatro do Rio, aos 18 anos, foi expulso de casa porque não queria se tornar advogado.

Procópio lançou o teatro de frases, com tiradas e expressões cortantes para substituir a tradicional comédia de costumes. No cinema, começou com a produção portuguesa "O Trevo de Quatro Folhas" (1936). No Brasil, atuou em "Quem Matou Ana Bela" (1956) e no sucesso de crítica e público "O Comprador de Fazendas" (1951), baseado no conto de Monteiro Lobato.

Numa tarde de segunda-feira, ele não resistiu aos 21 dias de internação no CTI do Hospital das Clínicas, no 4º Centenário, no Rio, e morreu, vítima de enfisema pulmonar.

Fontes: Wikipédia - A Enciclopédia Livre; Procópio Ferreira - Biografia - UOL Educação.

Plínio Marcos

Plínio Marcos (Plínio Marcos de Barros), escritor, ator, diretor e jornalista, nasceu em Santos, SP, em 29/09/1935, e faleceu em São Paulo, SP, em 29/11/1999. Autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época da ditadura militar, foi também ator, diretor e jornalista.

De família modesta, Plínio não gostava de estudar e terminou apenas o curso primário. Foi funileiro, jogador de futebol, serviu na Aeronáutica e jogou na Portuguesa Santista, mas foram as incursões ao mundo do circo, desde os 16 anos, que definiram seus caminhos. Atuou em rádio e também na televisão, em Santos.

Em 1958, por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a se envolver com teatro amador em Santos. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem currado na cadeia, escreveu sua primeira peça teatral, Barrela. Por sua linguagem crua, ela permaneceria proibida durante 21 anos após a primeira apresentação.

Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde inicialmente trabalhou como camelô. Depois, trabalhou em teatro, como ator (apareceu no seriado Falcão Negro da TV Tupi de São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena, a companhia de Cacilda Becker e o teatro de Nydia Lícia. A partir de 1963, produziu textos para a TV de Vanguarda, programa da TV Tupi, onde também atuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o roteiro do espetáculo Nossa gente, nossa música. Em 1965, conseguiu encenar Reportagem de um tempo mau, colagem de textos de vários autores, e que ficou apenas um dia em cartaz.

Em 1968, participou como ator da telenovela Beto Rockfeller, vivendo o cômico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também na telenovela de 1973, A volta de Beto Rockfeller, com menor sucesso. Ainda nos anos 1970, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegado ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espetáculo. Ao fim da peça, como a de Jesus-Homem, ele subia ao palco e conversava pessoalmente com a plateia.

Na década de 1980, apesar da censura do governo, que visava principalmente aos artistas, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais Última Hora, Diário da Noite, Guaru News, Folha de S. Paulo, Folha da Tarde, Diário do Povo (Campinas), e também na revista Veja, além de colaborar com diversas publicações, como Opinião, O Pasquim, Versus, Placar e outras.

Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto adulto como infantil. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolinguística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior. Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como ator, diretor, escritor e dramaturgo.

Morreu aos 64 anos, na cidade de São Paulo, por falência múltipla dos órgãos em decorrência de um derrame cerebral.

Obras

Teatro adulto

Barrela, 1958
Os fantoches, 1960
Jornada de um imbecil até o entendimento (1ª versão)
Enquanto os navios atracam, 1963
Quando as máquinas param (1ª versão)
Chapéu sobre paralelepípedo para alguém chutar (2ª versão de Os fantoches)
Reportagem de um tempo mau, 1965
Dois perdidos numa noite suja, 1966
Dia virá (1ª versão de Jesus-homem), 1967
Navalha na carne, 1967
Quando as máquinas param (2ª versão de Enquanto os navios atracam), 1963
Homens de papel, 1968
Jornada de um imbecil até o entendimento (3ª versão de Os fantoches)
O abajur lilás, 1969
Oração de um pé-de-chinelo, 1969
Balbina de Iansã (musical), 1970
Feira livre (opereta), 1976
Noel Rosa, o poeta da Vila e seus amores (musical), 1977
Jesus-homem, 1978 (2ª versão de Dia virá, 1967)
Sob o signo da discoteque, 1979
Querô, uma reportagem maldita, 1979
Madame Blavatski, 1985
Balada de um palhaço, 1986
A mancha roxa, 1988
A dança final, 1993
O assassinato do anão do caralho grande, 1995
O homem do caminho, 1996
O bote da loba, 1997
Chico Viola (inacabada), 1997

Teatro infantil

As aventuras do coelho Gabriel, 1965
O coelho e a onça (história dos bichos brasileiros), 1998
Assembléia dos ratos, 1989
Seja você mesmo (inacabada)

Livros

Navalha na carne (teatro), 1968
Quando as máquinas param (teatro), 1971
Histórias das quebradas do mundaréu (contos), 1973
Barrela (teatro), (1976)
Uma reportagem maldita – Querô (romance), 1976
Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos (contos), 1977
Dois perdidos numa noite suja (teatro), 1978
Oração para um pé-de-chinelo (teatro), s/data
Jesus-homem (teatro), 1981
Prisioneiro de uma canção (contos autobiográficos), 1982
Novas histórias da Barra do Catimbó (contos), s/d
Madame Blavatski (teatro), 1985
A figurinha e os soldados da minha rua - histórias populares (relatos autobiográficos), 1986
Canções e reflexões de um palhaço (textos curtos), 1987
A mancha roxa (teatro), 1988
Teatro maldito teatro (contém as peças Barrela, Dois Perdidos Numa Noite Suja e O Abajur Lilás), 1992
A dança final (teatro), 1994
Ns trilha dos saltimbancos (conto), data imprecisa
O assassinato do anão do caralho grande (noveleta policial e peça teatral), 1996
Figurinha difícil - Pornografando e subvertendo (relatos autobiográficos), 1996
O truque dos espelhos (contos autobiográficos), 1999

Fontes: Sítio oficial de Plínio Marcos, Wikipedia.

domingo, 25 de setembro de 2011

Anthony Perkins


Anthony Perkins, ator, nasceu em Nova Iorque, EUA, em 4/4/1932, e faleceu em Los Angeles, EUA, em 12/9/1992. Era filho de um famoso ator da Broadway Osgood Perkins, que atuou em Scarface, clássico de 1932 - ano em que Anthony nasceu - e que morreu quando ele tinha apenas cinco anos. Foi criado pela mãe, que ele mesmo definiu uma vez como "muito possessiva e bastante problemática".

Subiu ao palco pela primeira vez aos 14 anos e estreou no cinema em 1953 no filme Papai Não Quer, dirigido por George Cukor. Em 1956 foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel em Sublime Tentação de William Wyler.

Entrou para a galeria dos grandes nomes de Hollywood ao interpretar Norman Bates  - um assassino em série da obra Psycho (Psicose), de Alfred Hitchcock -, em 1960. Muitos críticos acharam na época que ele merecia ter ganho o Oscar por sua magnífica interpretação, mas não chegou nem a ser indicado ao famoso prêmio. O filme teve duas continuações, uma em 1983 e outra em 1986.

Entre 1962 e 1971, Perkins desenvolveu uma bela carreira na Europa, tendo oportunidade de atuar sob a direção de cineastas do porte de Claude Chabrol, André Cayate, René Clement, Anatole Litvak, Jules Dassin, Orson Welles, Edouard Molinaro, entre outros.

De volta aos Estados Unidos, continuou sua brilhante carreira. Dando continuidade ao famoso Psicose, de Hitchcock, Perkins estrelou em 1983, Psicose II, de Richard Franklin; em 1986, Psicose III, por ele próprio dirigido, e em 1990, para a televisão, Psicose IV - O Começo, de Mick Garris.

Em 1973, co-escreveu o roteiro de O Fim de Sheila, juntamente com Stephen Sondheim, tendo sido agraciado com o Prêmio Edgar Allan Poe. Em 1974, apareceu na Broadway ao lado de Mia Farrow, na peça Romantic Comedy, de Bernard Slade.

Perkins era bissexual, tendo tido casos com o ator Tab Hunter, com o bailarino Rudolf Nureyev e com o dançarino-coreógrafo Grover Dale, com quem teve um relacionamento de seis anos, antes de se casar com Berry Berenson. De sua união com Berry, teve dois filhos: Osgood, que seguiu a carreira de ator, e Elvis Perkins, que se tornou músico. Ele afirmou, certa vez, ter sido exclusivamente homossexual até próximo de seus 40 anos, quando conheceu a atriz Victoria Principal.

Diagnosticado com AIDS em 1989, manteve sua doença em segredo e continuou a trabalhar até o fim. No ano de sua morte, inclusive, participou de dois filmes, sendo um para a TV.

Fontes: 70 Anos de Cinema; Wikipedia.

Jack Nicholson

Dono de um diabólico sorriso sedutor, Jack Nicholson é uma das maiores lendas vivas da história do cinema. Mesmo famoso e consagrado, nunca deixou de aceitar trabalhos menores e desafiadores, sempre do modo irreverente e com muito carisma, tentando fugir dos tradicionais clichês e interpretações fáceis -  armadilha na qual a maioria dos atores de sua idade costumam cair.

Jack Nicholson (John Joseph Nicholson, 22 de abril de 1937), ator, nasceu no Hospital Bellevue em Nova Iorque e sua mãe era June Frances Nicholson (cujo o nome de solteira era June Nilson), descendente de ingleses e italianos.

June era artista (dançarina) e se envolvera com um homem casado que trabalhava no mesmo meio que ela, o ítalo-americano Donald Furcillo (cujo nome artístico era Donald Rose). Os dois chegaram a se casar em Elkton, Estado de Maryland, em 16 de Outubro de 1936, com Furcillo se tornando bígamo. Furcillo se ofereceu para tomar conta de Jack quando ele nasceu mas a mãe de June, Ethel, insistiu para que o entregasse, pois queria que sua filha continuasse com a carreira de dançarina.

Assim, Jack cresceu acreditando que seus avós John (um decorador de janelas de loja de departamentos em Asbury Park, Nova Jersey) e Ethel May Nicholson, uma cabeleireira e tratadora cosmética, e artista amadora em Neptune, Nova Jersey, eram seus pais.

Ele fez o curso médio em Manasquan High School, onde um prêmio dramático agora leva seu nome, em sua homenagem. Nicholson descobriu que seus pais eram na verdade seus avós, e sua irmã na verdade era sua mãe, apenas em 1974, após ser informado por um jornalista da Time que estava escrevendo sobre ele, enquanto filmava "The Fortune". Nesta época, tanto sua mãe quanto sua avó já tinham falecido (em 1963 e 1970).

Nicholson declarou que não sabe quem é seu pai, dizendo que "apenas Ethel e June sabiam, e nunca contaram a ninguém". Apesar de Donald Furcillo dizer ser pai de Nicholson e ter cometido bigamia ao se casar com June, a biografia de Patrick McGilligan, "A Vida de Jack", publicada em dezembro de 1995, afirma que Eddie King, empresário de June, poderia ser o pai, e outras fontes sugeriram que June Nicholson não estava certa sobre quem era o pai.

Jack Nicholson escolheu não fazer um teste de DNA ou procurar saber sobre isso. Apesar de, pessoalmente, Nicholson ser contra o aborto, ele é a favor da liberdade de escolha: "sou muito contrário à minha posição em termos do aborto porque sou realmente contra ele. Não tenho direito a nenhum outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida".

Em sua vida pessoal adulta, Nicholson é notório por ser incapaz de "sossegar". Sabe-se que tem quatro filhos com três diferentes mães, apesar de ter se casado apenas uma vez. Seus filhos são Jennifer Nicholson (com sua agora ex-mulher Sandra Knight), Caleb Goddard (com Susan Anspach, co-estrela em "Five Easy Pieces"), e Lorraine e Raymond Nicholson (com Rebecca Broussard). Ele foi romanticamente ligado a várias atrizes e modelos por décadas. O relacionamento mais longo de Nicholson durou 17 anos, com a atriz Anjelica Huston, a filha do lendário diretor John Huston.

Nicholson começou sua carreira como ator, roteirista e produtor, trabalhando para e com Roger Corman. Isto incluiu sua estréia na tela, em "The Cry Baby Killer" (1958), onde ele fez o papel de um delinqüente juvenil que entra em pânico após atirar em outros dois adolescentes, e "Little Shop of Horrors" (A Pequena Loja de Horrores), onde fez um pequeno papel como um paciente masoquista em um dentista.

Seu trabalho no roteiro lisérgico de "The Trip", estrelada por Peter Fonda e Dennis Hopper, o levou a seu primeiro papel de sucesso em "Easy Rider" (Sem Destino), de 1969. No filme, Nicholson faz o advogado beberrão "George Hanson", pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Oscar.

Uma indicação / nomeação para Melhor Ator veio no ano seguinte, por seu papel em "Five Easy Pieces" (Cada Um Vive Como Quer), de 1970, que inclui seu famoso diálogo com uma garçonete sobre o pedido de uma torrada a acompanhar a bebida, que a mulher nega, dizendo que esse pão só viria se fosse pedido um sanduiche de salada de frango (em pão de torrada). Ele então raivosamente pede o sanduiche de salada de frango sem "maionese, mantega, alface e frango" a fim de obter o que quer, ou seja, apenas a torrada.

Nicholson numa fantástica e diabólica interpretação no clássico de terror "O Iluminado" de 1975.
Outros primeiros filmes pelos quais ele é famoso incluem "The Last Detail", de Hal Ashby (1973), "Chinatown" de Roman Polanski (1974), "One Flew Over the Cuckoo's Nest" (Um Estranho no Ninho, de Milos Forman (1975), pelo qual recebeu seu primeiro Oscar e "The Shining" (O Iluminado), de Stanley Kubrick. Nicholson ganhou um prêmio da Academia de melhor ator (coadjuvante/secundário) por seu papel em "Terms of Endearment" (1983).

O "Batman" de 1989, onde Nicholson fez o papel do supervilão Coringa, foi um êxito internacional, e um contrato de porcentagem nos lucros deu a Nicholson cerca de 50 milhões de dólares. Nicholson mais tarde sugeriu ao amigo Danny DeVito que fizesse o "Pinguim" na sequência "Batman Returns" como investimento potencial.

Por seu papel como o impetuoso Coronel Nathan R. Jessep, em "A Few Good Men" (Questão de Honra), de 1992, um filme sombrio sobre um assassinato em uma unidade dos fuzileiros navais dos EUA, ele recebeu outra nomeação pela Academia. Este filme contém a cena de Nicholson onde ele diz "você não pode lidar com a verdade!", que desde então se tornou amplamente conhecida e imitada. Nicholson iria ganhar seu Oscar seguinte por seu papel como o neurótico no romântico "As Good as It Gets" (Melhor É Impossível), de 1997.

Em "About Schmidt" (As Confissões de Schmidt), de 2002, Nicholson faz o papel de um vendedor de seguros aposentado de Omaha, Nebraska, que questiona a própria vida e a morte de sua mulher pouco depois. O filme lento e profundamente emocional, aparece contrastando com muitos de seus papéis anteriores. Na comédia "Anger Management" (Tratamento de Choque), ele faz o terapista agressivo que deve ajudar o pacifista Adam Sandler. Seu filme seguinte é "Something's Gotta Give" (Alguém Tem que Ceder), de 2003, como um "mauricinho" envelhecido, que se apaixona pela mãe de sua jovem namorada.

Nicholson retornou à sua forma vilanesca como o chefe durão da máfia irlandesa de Boston, controlando Matt Damon e Leonardo DiCaprio no filme de Martin Scorsese "The Departed" (Os Infiltrados), de 2006.

Em 2007, Nicholson, juntamente com Morgan Freeman, protagonizou o filme "The Bucket List" (Antes de Partir). Em 2008 quando soube que Heath Ledger, o novo interprete do coringa faleceu de overdose, em um tom bem sarcastico disse: "Eu avisei".

Filmografia

1958 - Cry baby killer, The - Jimmy Wallace
1960 - Selvagem e brutal (Wild Ride, The) - Johnny Varron
1960 - A pequena loja de horrores (The Little Shop of Horrors) - Wilbur Force
1960 - Too soon to love - Buddy
1962 - Terra partida (Broken land, The) - Will Brocious
1963 - Sombras do terror (Terror, The) - Lt. Andre Duvalier
1963 - O corvo (The Raven) - Rexford Bedlo
1964 - Guerrilheiros do pacífico (Back Door to Hell) - Burnett
1964 - Ensigh Pulver - Dolan
1965 - A vingança de um pistoleiro (Ride in the whirlwind) - Wes
1966 - Flight to fury - Jay Wickham
1967 - O tiro certo (Shooting, The) - Billy Spear
1967 - Os demônios sobre rodas (Hell angels on wheels) - Poeta
1967 - O massacre de Chicago (St.'s Valentine day massacre, The) (não-creditado)
1968 - Busca alucinada (Psych-out) - Stoney
1968 – Head (não creditado)
1969 - Sem destino (Easy Rider) - George Hanson
1970 - Rebeldia violenta (Rebel Rousers, The) - Bunny
1970 - Num dia claro de verão (On a clear day you can see forever) - Tad Pringle
1970 - Cada um vive como quer (Five easy pieces) - Robert Eroica Dupea
1971 - Refúgio seguro (A safe place) - Mitch
1971 - Ânsia de amar (Carnal Knowledge) - Jonathan Fuerst
1972 - O dia dos loucos (King of Marvin Gardens, The) - David Staebler
1973 - A última missão (Last detail, The) - Billy "Bad Ass" Buddusky
1974 - Chinatown - J.J. 'Jake' Gittes
1975 - Profissão: Repórter (Professione: Reporter) - David Locke
1975 - Tommy - O Especialista
1975 - O Golpe do Baú (Fortune, The) - Oscar Sullivan/Oscar Dix
1975 - Um estranho no ninho (One flew over the cuckoo's nest) - Randle Patrick McMurphy
1976 - O último magnata (The Last Tycoon) - Brimmer
1976 - Duelo de gigantes (The Missouri Breaks) - Tom Logan
1978 - Com a corda no pescoço (Goin' South) - Henry Lloyd Moon
1980 - O iluminado (The Shining) - Jack Torrance
1981 - Notre Dame de la croisette (não-creditado)
1981 - O destino bate à sua porta (The Postman Always Rings Twice) - Frank Chambers
1981 - Reds - Eugene O'Neill
1982 - Fronteira da violência (Border, The) - Charlie Smith
1983 - Laços de ternura (Terms of Endearment) - Garrett Breedlove
1985 - A honra do poderoso Prizzi (Prizzi's Honor) - Charley Partanna
1986 - A difícil arte de amar (Heartburn) - Mark Forman
1987 - As bruxas de Eastwick (The Witches of Eastwick) - Daryl Van Horne
1987 - Ironweed - Francis Phelan
1987 - Nos bastidores da notícia (Broadcast News) - Bill Rorich
1989 - Batman - Coringa/Jack Napier
1990 - A chave do enigma (The Two Jakes) - J.J. 'Jake' Gittes
1992 - Questão de honra (A Few Good Men) - Col. Nathan R. Jessep
1992 - O cão de guarda (Man trouble) - Eugene Earl Axline/Harry Bliss
1992 - Hoffa - Um homem, uma lenda (Hoffa) - James R. 'Jimmy' Hoffa
1994 - Lobo (Wolf) - Will Randall
1995 - Acerto final (Crossing guard, The) - Freddy Gale
1996 - O entardecer de uma estrela (Evening star, The) - Garrett Breedlove
1996 - Marte ataca! (Mars Atacks!) - Presidente James Dale/Art Land
1997 - Sangue e vinho (Blood and Wine) - Alex Gates
1997 - Melhor é impossível (As good as it gets) - Melvin Udall
2001 - A Promessa (The Pledge) - Jerry Black
2002 - As confissões de Schmidt (About Schmidt) - Warren Schmidt
2003 - Tratamento de Choque (Anger Management) - Dr. Buddy Rydell
2003 - Cher: The Farewell Tour - Daryl Van Horne
2003 - Alguém tem que Ceder (Something's Gotta Give) - Harry Sanborn
2006 - Os Infiltrados (The Departed) - Frank Costello
2007 - Antes de Partir (The Bucket List) - Edward Cole
2010 - Como Você Sabe (How Do You Know) - (Charles)

Prêmios

Ganhou dois Oscar de Melhor Ator (principal), por "Um Estranho no Ninho" (1975) e "Melhor é Impossível" (1997). Ganhou um Oscar de Melhor Ator (coadjuvante/secundário), por "Laços de Ternura" (1983).

Fontes: Wikipedia; Jack Nicholson - Perfil - Cineplayers.

Otília Amorim

A atriz e cantora Otília Amorim nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 13/11/1894 e faleceu em São Paulo/SP, circa 1970. Estudou num colégio de freiras, até que dificuldades financeiras da família levaram à interrupção de seus estudos.

Estreou como artista em 1910 atuando como atriz no filme Vida do Barão do Rio Branco, de Alberto Botelho. No ano seguinte estreou como corista no Teatro de revistas com Peço a palavra, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro.

Era uma completa atriz de revista. Dançava, era caricata, representava, era bonita e desembaraçada, com total domínio da platéia, foi, segundo o poeta Orestes Barbosa, "a precursora do samba no palco". Grande dançarina de maxixes, seu primeiro papel importante foi de Olga na opereta Ela encenada no antigo Teatro Chantecler.

Trabalhou em muitas companhias teatrais, dentre as quais a de Carlos Leal e Procópio Ferreira. Trabalhou com Leopoldo Fróes, com quem excursionou pela Bahia e Pernambuco, até ingressar no Teatro São José, onde estreou em 1918, na burleta Flor do Catumbi, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt, com música de Júlio Cristóbal e Henrique Sánchez.

Em 1919, voltou ao cinema, atuando nos filmes Alma sertaneja e Ubirajara, ambos de Luís de Barros. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro São José cantando com grande sucesso, ao lado de Álvaro Fonseca a marcha Pois não, de Eduardo Souto e Philomeno Ribeiro, no quadro Gato, Baêta e Carapicu, na revista Gato, baeta e carapicu, de Cardoso de Meneses, Bento Moçurunga e Bernardo Vivas.

Em 1922 , exibiu-se com sua própria companhia no Teatro Recreio, excursionando em seguida por São Paulo e Rio Grande do Sul. Na revista Se a moda pega, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses com música de Henrique Vogeler, encenada em 1925 no Teatro João Caetano, interpretou a marcha Zizinha, de Freitinhas.

Sua discografia é pequena, e se iniciou somente em 1931, com cinco discos para a Victor, de onde se destacam o samba Eu sou feliz e o samba batuque Nego bamba, ambos de J. Aimberê. Neste mesmo ano, participou do filme Campeão de futebol, de Genésio Arruda. Ainda na mesma época, gravou do maestro pernambucano Nelson Ferreira, o samba Tu não nega sê home.

Em 1932 estreou no Teatro recrio a revista Calma, Gegê!, onde interpretou o grande sucesso da temporada, a marcha Gegê, de Getúlio Marinho. No mesmo ano gravou na Columbia a marcha Napoleão, de Joubert de Carvalho.

O escritor e musicólogo Mário de Andrade, no Compêndio de História da Música, relacionou entre seus sambas preferidos, quatro gravados por ela: Nego bamba, Vou te levar, Eu sou feliz e Desgraça pouca é bobagem.

Após casamento com empresário paulista, retirou-se da vida artística. Em 1963, recebeu a medalha Homenagem ao Mérito, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, por sua dedicação ao teatro brasileiro. Em 1989, o selo Revivendo lançou o LP Sempre sonhando com interpretações suas e de Gastão Formenti, Alda Verona, Raul Roulien.

Fonte: Cantoras do Brasil - Otília Amorim; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Nair Bello

Nair Bello
Nair Bello (Nair Bello Sousa Francisco), atriz e comediante, nasceu em São Paulo SP, em 28/04/1931, e faleceu na mesma cidade, em 17/04/2007. Neta de italianos, começou a trabalhar como locutora na Rádio Excelsior quando tinha 18 anos.

Dois anos depois de seu início de carreira, estreou no cinema em Liana, a Pecadora (1951), filme em que contracenou com sua grande amiga Hebe Camargo.

O teatro a conheceria anos mais tarde, em 1976, em Alegro Desbum, peça de Oduvaldo Vianna Filho.

Em 1953, Nair Bello se casou com Irineu de Sousa Francisco, com quem viria a ter os filhos Manuel (morto em 1975, aos vinte anos), José, Maria Aparecida e Ana Paula.

Seu grande sucesso acabou se dando com a TV. Nair começou como garota-propaganda e participou de diversas novelas e minisséries em 1958. Em 1960 participou como atriz coadjuvante no seriado infantil A Turma dos Sete, na TV Record.

Um de seus personagens de maior destaque foi Dona Santinha, a dona da pensão, que usava o seu tamanco para se defender dos trapaceiros. O quadro humorístico "Epitáfio e Santinha" foi uma criação de Renato Corte Real, em 1961, na TV Record, no programa Grande Show União, baseado na antiga história em quadrinhos Pafúncio e Maroca. Ela ficou no ar com Dona Santinha e com o também humorista Pagano Sobrinho, durante três anos, a partir de 1959/1960, na TV Record, indo depois para a TV Rio. Estrelou o seriado Dona Santa, exibido pela Bandeirantes entre 1981 e 1982, com grande sucesso, onde interpretava uma taxista que sustentava a família.

Em 2005 foi convidada junto a Hebe Camargo e Lolita Rodrigues para uma entrevista no Programa do Jô e falaram sobre o tão temido hino à 'televisão brasileira' .

Seu último trabalho foi pela Rede Globo, fazendo parte do programa Zorra Total, no papel de "Dona Santinha".

Em 2002 ela foi operada devido a um edema pulmonar agudo causado pelo fumo. No mês de outubro de 2006 Nair Bello retirou um tumor maligno de um dos seios. Faleceu em 17 de abril de 2007 de falência múltipla dos órgãos, após ter passado vários meses em coma na UTI em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Foi sepultada no Cemitério do Araçá em São Paulo, Brasil.

Em mais de 50 anos de carreira, Nair Bello participou de filmes e, na televisão, de várias novelas e minisséries. As personagens ítalo-paulistanas eram aquelas que desempenhava à perfeição. 

Fontes: Wikipedia; Biografia UOL.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mazzaropi


Mazzaropi (Amácio Mazzaroppi), cineasta, comediante, ator e cantor, nasceu no bairro da Barra Funda, em São Paulo, SP, em 1912, e faleceu na mesma cidade, em 13/6/1981. Estudou muito pouco e não chegou a terminar o curso ginasial. Quando adolescente, era fã da dupla de atores Genésio e Sebastião de Arruda. Com 15 anos de idade, assistindo a um espetáculo de circo, sem saber como, acabou indo parar nos bastidores e dali terminou trabalhando como pintor de letreiros.

Iniciou a carreira artística apresentando-se em circos, pois logo trocou os pincéis por um personagem vestido de caipira. Foi para o interior e começou a apresentar monólogos cômico-dramáticos.

O sucesso foi imediato, porém os rendimentos eram extremamente baixos. O salário de cerca de 25 mil-réis quase não dava para as despesas diárias. Quando formou sua própria companhia, a situação começou a mudar, tornou-se conhecido e todos os circos começaram a requerer a sua presença.

Em 1946, iniciou-se na Rádio Tupi de São Paulo. Em 1950, estreou na TV, no Canal 6, Tupi do Rio de Janeiro. De 1959 a 1962, apresentou programa na TV Excelsior de São Paulo.

Em 1952, participou de seu primeiro filme. Foi convidado pelo autor de peças para o Teatro Brasileiro de Comédia, Abílio Pereira de Almeida, que ficara deslumbrado ao vê-lo atuar em um programa de televisão, para fazer um teste. Passou e Abílio Pereira dirigiu Mazzaropi no filme Sai da frente. Nascia naquele filme o personagem característico de Mazzaropi, o Jeca, um tipo caipira de andar desengonçado, fala mansa, usando roupas curtas e sujas.

Em 28 anos de carreira fez 31 filmes, entre os quais Chofer de praça, Pedro Malazartes, O vendedor de lingüiças, O corinthiano, Casinha pequenina, Lamparina, uma sátira a Lampião, No paraíso das solteironas, Jeca Tatu, um de seus maiores sucessos, Uma pistola para Djeca, Betão Ronca Ferro, O grande xerife, Um caipira em Bariloche, Portugal... minha saudade, O jeca macumbeiro, Jeca e seu filho preto, O jeca contra o capeta, Um fofoqueiro no céu, A banda das velhas virgens e seu último filme O jeca e a égua milagrosa.

Seus filmes apresentam muita música popular, inclusive sertaneja (e até mesmo um pouco do nascente rock brasileiro). Na década de 1960, gravou alguns discos com sucesso, como a marcha Nhá Carola (Petit), em dupla com Lolita Rodrigues (RGE), e o xótis O azar é festa (Ado Benatti e Zé do Rancho), pela RGE.

Quase todas as atuações de Mazzaroppi como cantor em seus filmes estão reunidas nas coletâneas Os grandes sucessos de Mazzaroppi (RCA Camden, 1968) e Os grandes sucessos de Mazzaroppi, vol. 1 (Intermovies, 1995, em LP e CD, embora sem créditos dos autores das músicas). Jean e Paulo Garfunkel compuseram emsua homenagem a toada Mazzaroppi, gravada por Pena Branca e Xavantinho em 1990.

Faleceu em 1981, no Hospital Albert Einstein, de câncer na medula, deixando como herança, além de seus filmes, uma produtora com tudo funcionando perfeitamente, estúdios, máquinas e filmes virgens, que foi tocada adiante por seus filhos adotivos, Péricles Batista e João Batista de Souza. Deixou parte de sua imensa herança para seus antigos funcionários.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Mário Lago

Mário Lago, compositor, ator, poeta, escritor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 26/11/1911 e faleceu em 31/5/2002. Filho único do maestro Antônio Lago, foi aluno do Colégio Pedro II de 1923 a 1926, ano em que publicou seu primeiro poema, Revelação, na revista Fon-Fon.

Concluiu o ginasial no Curso Superior de Preparatórios e bacharelou-se em direito em 1933, exercendo a advocacia apenas por três meses. Nesse mesmo ano começou a escrever revistas para teatro - Figa de Guiné e Grande estréia, ambas com Álvaro Pinto.

Como letrista, estreou, em 1935, com Menina, eu sei de uma coisa (com Custódio Mesquita), marcha gravada por Mário Reis, no ano seguinte. Com o mesmo parceiro fez o fox-canção Nada além, sucesso nacional, em 1938, na voz de Orlando Silva, e uma série de músicas compostas especialmente para revistas encenadas pela Companhia Casa de Caboclo e pela Companhia Tró-ló-ló.

De 1938 a 1940, trabalhou como funcionário público, chegando a chefe de seção de estatísticas sociais e culturais do Departamento de Estatística do Estado do Rio de Janeiro; foi nomeado membro do conselho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas não tomou posse.

Lançou-se como compositor com a valsa Devolve, gravada por Carlos Galhardo em 1940, ano em que apresentou também, em gravação da dupla Joel e Gaúcho, uma de sua mais famosas composições, Aurora (com Roberto Roberti), sucesso no Carnaval do ano seguinte e que obteve mais tarde repercussão internacional, graças à interpretação de Carmen Miranda, que a incorporou ao seu repertório básico.

Em 1942 estreou como artista de teatro na peça O sábio, encenada pela Companhia Joraci Camargo. Compôs com Ataulfo Alves sambas famosos, como Ai, que saudades da Amélia (1942) e Atire a primeira pedra (1944). Começou a trabalhar em rádio, em 1944, na Pan-Americana, de São Paulo SP, passando desde então por diversas emissoras cariocas e paulistas: Nacional, do Rio de Janeiro (de 1945 a 1948), Mayrink Veiga (1948), Bandeirantes, de São Paulo (1949), e novamente Nacional (1950).

Em 1953 compôs com Chocolate outro grande sucesso, É tão gostoso, seu moço, gravado por Nora Ney. Foi responsável pela produção de vários programas e novelas, como Lendas do Mundo, Romance Kolynos e a novela Presídio de mulheres, irradiada durante cinco anos. Em 1951 produziu na Rádio Nacional o programa Doutor Infezulino e mais tarde criou a figura do "Jacó de uma palavra só", no programa Largo da Harmonia, que se tornou bastante conhecido.

Estreou na televisão no programa Câmera Um, na TV-Rio, em 1954. Como ator, em 1966 foi contratado peia TV Globo, na qual trabalhou em várias novelas, como Cuca legal, Pecado capital, O casarão e Brilhante, numa carreira de mais de 30 anos. Publicou, em 1975, pela Editora Civilização Brasileira, uma obra de pesquisa folclórica intitulada Chico Nunes das Alagoas. Além de Orlando Silva e Carlos Galhardo, teve suas músicas gravadas por Francisco Alves, Ataulfo Alves, Nora Ney, Jorge Goulart e Deo.

Publicou os livros: Na rolança do tempo (1976) e no ano seguinte a seqüência, Bagaço de beira-estrada, ambos pela Editora Civilização Brasileira, Coleção Tempo e Contratempo, Rio de Janeiro; e Meia porção de sarapatel (1986), Editora Rebento. Em 1991, seus familiares publicaram o livro Segredos de família, homenagem aos seus 80 anos de idade.

Em 1997 foi publicada sua biografia: Mário Lago - Boêmia e política, de autoria de Mônica Veloso, Editora Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. No mesmo no, Gilberto Gil homenageou-o com o lançamento da música O mar e o lago (letra de 1985). Houve ainda a estréia do espetáculo Causos e canções de Mário Lago, no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro, dirigido por Mário Lago Filho.

Mário foi contratado e atuou por mais de 30 anos na Globo - em mais de 30 telenovelas -, e recebeu várias vezes o prêmio de Melhor Ator. Também foi ator de cinema, em mais de 20 filmes. Representou no teatro até o fim da sua longa vida - subiu pela última vez no palco em janeiro de 2002. Nunca deixou de compor - somou cerca de 200 músicas gravadas -, nem saiu do Partido Comunista.

Em sua última entrevista ao Jornal do Brasil, declarou: "Vivi. Essa é a coisa principal que fiz".

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Maria Della Costa

Maria Della Costa (Gentile Maria Marchioro Della Costa Poloni), atriz, modelo, produtora e empresária, nasceu em Flores da Cunha, RS, em 1/1/1926. Filha de agricultores originários da cidade italiana de Veneza, aos 14 anos, é lançada como modelo pelo empresário Justino Martins, da revista Globo de Porto Alegre.

Já no Rio de Janeiro estréia como show-girl no Cassino Copacabana. Em 1944, estréia no teatro em A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. Em seguida vai para Portugal estudar arte dramática com a atriz Palmira Bastos, no Conservatório de Lisboa.

De volta ao Brasil, passa a fazer parte do grupo Os Comediantes e participa de espetáculos como: Rainha Morta, de Henry de Montherlant (1946); em 1947, Terras do Sem Fim, de Jorge Amado; Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues; e Não Sou Eu, de Edgard da Rocha Miranda.

Funda em 1948, junto com seu marido, o ator Sandro Polloni, o Teatro Popular de Arte, e estréia a peça Anjo Negro, de Nelson Rodrigues, no Teatro Fênix, Rio de Janeiro.

Em 1954 inaugura sua própria casa de espetáculos, o Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Sandro Polloni, à frente da casa, cria um repertório considerado um dos melhores do teatro brasileiro. Montagens como Tobacco Road, de Erskine Caldwell e Jack Kirkland (1948), A Prostituta Respeitosa, de Sartre (1948), Com a Pulga Atrás da Orelha, de Feydeau (1955), A Moratória, de Jorge Andrade (1955), Rosa Tatuada, de Tennessee Williams (1956), e A Alma Boa de Setsuan, de Brecht (1958), marcam essa fase.

A Companhia segue por uma excursão pela Europa e em 1963 lotam por 45 dias casas de espetáculos em Buenos Aires. Ao visitar Nova York conhece o autor Arthur Miller e dele traz, para comemorar os dez anos de seu teatro (1964), a famosa peça Depois da Queda, dirigida por Flávio Rangel. Com esse mesmo diretor faz também os espetáculos Homens de Papel, de Plínio Marcos (1967), Tudo no Jardim, de Edward Albee (1968), entre outros.

No cinema atuou em diversos filmes: O Cavalo 13 (1946) e O Malandro e a Grã-fina (1947), ambos sob a direção de Luiz de Barros; Inocência (1949); Caminhos do Sul (1949); e Moral em Concordata (1959). É dirigida pelo italiano Camillo Mastrocinque no premiado Areião (1952), produção da Maristela Filmes. Já na televisão teve pouca participação: fez a novela Beto Rockfeller, na TV Tupi, em 1968, e na TV Globo atuou em Estúpido Cupido (1976) e Te contei? (1978).

Em São Paulo, no bairro da Bela Vista, foi fundado em 1954 um teatro que leva seu nome. Nos palcos do Teatro Maria Della Costa passaram os melhores atores e atrizes do teatro brasileiro, bem como importantes cenógrafos, como Gianni Ratto e Franco Zampari.

A atriz foi imortalizada em obras de alguns dos mais representativos nomes das artes plásticas do Brasil. Além de duas esculturas de Vitor Brecheret, foi retratada por Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Djanira, Guanabarino e Noêmia Cavalcanti.

Em 1992, deixou os palcos para administrar seu hotel, o Coxixo, na cidade histórica de Paraty (RJ).

Fontes: Wikipedia; UOL Biografia - Maria Della Costa.

Margarida Max

Margarida Max
No fastígio do Teatro de Revista do Rio de Janeiro, uma linda mulher de sua voz e de sua beleza, para prestigiar a Música Popular Brasileira, nos espetáculos em que estrelava. Era no palco que se tornava rainha.

A partir de 1920, até meados dos anos 40, uma moreninha paulista, de olhos tentadores, que a lenda garantia ter nascido em Roma e se apaixonado pelo Brasil, foi uma das figuras femininas mais importantes do teatro de revista nacional.

Filha de italianos, nascida em São Paulo e criada em Franca, onde era conhecida como a Margarida do Max, nome de um eterno noivo, rompeu com a cidade e o noivado ao se tornar atriz de uma companhia itinerante que por lá passou.

Margarida Max em 1927
No Rio de Janeiro, adere ao teatro de revista, no qual se torna uma de suas principais vedetes, estrela de grandes montagens, cercada de nomes que ficariam célebres. Sílvio Caldas, Joraci Camargo, Luiz Iglésias, Luiz Peixoto, Olegário Mariano, Vicente Celestino, Otília Amorim, Viriato Correia, Mesquitinha, OduvaldoViana, Palmeirim e tantos outros.

Como as demais prima-donas do teatro de revista, Margarida Max lançava músicas, ficando famosa sua interpretação do samba Braço de Cera, de Nestor Brandão. Mas seu grande êxito foi na revista Brasil do Amor, de 1931, quando lança a versão definitiva de No Rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo. Um sucesso nacional, que saltou do palco da revista para ser cantado pelo Brasil inteiro.

Margarida não teve carreira longa, morreu aos 54 anos, já retirada. Mas antes viveu anos de glória, como uma das mulheres mais cobiçadas da época.

Fonte: História do Samba - Editora Globo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Debra Paget

Debra Paget, atriz, nasceu em Denver, Colorado, EUA, em 19 de agosto de 1933. Filha de pais artistas, Debralee Griffin (nome verdadeiro) começou a se apresentar aos três anos de idade.

Em 1940, aos sete anos, mudou com a família para Los Angeles, onde aos oito fez seu primeiro trabalho profissional. Seu nome verdadeiro foi mudado para "Debra Paget", em homenagem a seus ancestrais Lord e Lady Paget, da Inglaterra.

Popularizou-se com o filme “A Princesa do Nilo” (1954), ocasião em que a 20th Century-Fox recebia tanta correspondência para ela quanto para Marilyn Monroe.



Casou-se em 1958 com o ator/cantor David Street, num casamento que durou somente três meses. Em 1960 casou novamente, desta feita com Budd Boetticher, influente diretor de cinema, união de apenas 22 dias, sendo o divórcio oficializado em 1961. Boetticher alegou tempos depois que o fracasso do casamento se deveu a inúmeras dificuldades que ele encontrou quando foi para o México fazer um filme sobre a vida do seu amigo, o lendário Carlos Arruza.

Em 1955 fez muito sucesso como no filme “Os Dez mandamentos” e em 1956 como protagonista em “Love me tender”, ao lado do então estreante em cinema Elvis Presley.

Abandonou a carreira em 1964 dois anos depois de um novo casamento, agora com o chinês-americano Louis C. Kung (sobrinho de Madame Chiang Kai-Shek), um bem sucedido empresário do ramo de petróleo com o qual teve um filho. Divorciaram-se em 1980.

Em 1987, o Fundo para filmes de TV e cinema presenteou Debra com o prêmio Golden Boot por sua contribuição ao desenvolvimento e preservação da tradição dos faroestes tanto em filmes para cinema como para TV. Atualmente Debra Paget mora em Houston, Texas (USA).

A Princesa do Nilo - Princess of the Nile (1954)

Filmes

The Haunted Palace (1963)
Tales of Terror (1962)
I masnadieri (1961)
Most Dangerous Man Alive (1961)
Il sepolcro dei re (1960)
Why Must I Die? (1960)
Das indische Grabmal (1959)
Der Tiger von Eschnapur (1959)
Journey to the Lost City (1959)
From the Earth to the Moon (1958)
Omar Khayyam (1957)
The River's Edge (1957)
Love Me Tender (1956)
The Ten Commandments (1956) 
The Last Hunt (1956)
Seven Angry Men (1955)
White Feather (1955)
The Gambler from Natchez (1954)
Demetrius and the Gladiators (1954) 
Princess of the Nile (1954)
Prince Valiant (1954) 
Stars and Stripes Forever (1952)
Les miserables (1952) 
Belles on Their Toes (1952)
Anne of the Indies (1951)
Bird of Paradise (1951)
Fourteen Hours (1951)
Broken Arrow (1950)
House of Strangers (1949)
It Happens Every Spring (1949)
Mother Is a Freshman (1949)
Cry of the City (1948)

Fontes: Wikipedia; Cinema Clássico; Mais ou Menos Nostalgia.

Catherine Deneuve, a Bela da Tarde

Catherine Deneuve, atriz (Catherine Fabienne Dorléac), nasceu em Paris, França, em 22 de outubro de 1943. É considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.

Filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleác e irmã da também atriz Françoise Dorléac, Deneuve estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos pequenos filmes com o diretor Roger Vadim até chegar ao estrelato mundial em 1964, em "Os Guarda Chuvas do Amor", do diretor Jacques Demy.

Nos anos 1960, Deneuve fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como "A Bela da Tarde" de Luis Buñuel e "Repulsa ao Sexo" de Roman Polanski.

Repulsa ao Sexo - 1965
Descoberta por Roger Vadim, (também descobridor de Brigitte Bardot e responsável pela transformação de Jane Fonda em símbolo sexual com o filme "Barbarella") com quem teve um relacionamento amoroso e um filho (Christian Vadim), Deneuve foi casada com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey (em quem o diretor italiano Michelangelo Antonioni se basearia para criar o principal personagem na sua obra-prima cinematográfica "Blow-Up"), e após o fim do casamento, envolveu-se com o ator italiano Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, em 1972.

Durante os anos 1960 e 70, Catherine Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como "A Sereia do Mississipi", "Mayerling", "Tristana", "Pele de Asno", entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o
Les Colegiénnes - 1957
Chanel Nº 5, ligado a seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país.

Nos anos 1980, Deneuve continuou fazendo trabalhos importantes em "O Último Metrô" de François Truffaut e "Fome de Viver", de Tony Scott, junto com Susan Sarandon e David Bowie, no papel de uma vampira gótica e bissexual, que a transformaria num ícone de lésbicas, gays, góticos e novos artistas da década de 1980.

Deneuve sobreviveu como ícone do cinema nos anos 1990, recebendo seu segundo César (o maior prêmio do cinema francês) e uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme "Indochina", de 1992, que naquele ano ganharia o Oscar de melhor filme estrangeiro da Academia de Hollywood. Seus últimos filmes de sucesso mundial foram "Dançando no Escuro", de Lars Von Trier, com a cantora e atriz islandesa Bjork, Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 2000 e "8 Mulheres", de 2002, ao lado de algumas das maiores atrizes francesas como Fanny Ardant e Emmanuelle Béart.

Catherine Deneuve - Taiti, 1966.

Filmes

2010 Potiche - Esposa Troféu (Potiche)
2010 Potiche
2009 Diário Perdido (Mére et Filles/Hidden Diary)
2008 As Praias de Agnes (Les Plages d'Agnès)
2008 Um Conto de Natal (Un Conte de Noël)
2008 Mes stars et moi
2008 Je veux voir
2007 Frühstück mit einer unbekannten (TV)
2007 Persépolis (Persepolis)
2007 Après lui
2006 Le héros de la famille
2006 Le concile de Pierre
2005 Palais royal!
2004 Les temps qui changent
2004 Reis e Rainha (Róis et Reine)
2004 Princesse Marie (TV)
2003 Um filme falado (Um filme falado)
2003 Ligações Perigosas (Les Liaisons Dangereuses)
2002 Au plus près du paradis
2002 8 Mulheres (8 Femmes)
2001 A Vingança do Mosqueteiro (The Musketeer)
2001 Le petit poucet
2001 Absolutamente fabulosas (Absolument fabuleux)
2001 Ja rentre à la maison
2000 Dançando no Escuro (Dancer In The Dark)
1999 Leste/Oeste - O Amor no Exílio (Est-ouest)
1999 O tempo redescoberto (Le temps retrouvé)
1999 Pola X
1999 Belle maman
1999 Le vent de la nuit
1998 Place Vendôme (Place Vendome)
1997 Genealogias de um crime (Généalogies d'un crime)
1996 L'inconnu
1996 Os ladrões (Les voleurs)
1995 O convento (O convento)
1995 As cento e uma noites (Les cent et une nuits)
1994 La partie d'échecs
1993 Les Demoiselles ont eu 25 ans
1993 Minha estação preferida (Ma saisón préférée)
1992 Indochina (Indochine)
1991 Contre l'oubli
1991 La reine blanche
1989 Frames from the edge
1988 Fréquence meurtre
1988 Drôle d'entroit pour une recontre
1987 Agent trouble
1986 Le lieu du crime
1985 Tomara que seja mulher (Speriamo che sia femmina)
1984 Letra e música (Paroles et musique)
1984 Forte Saganne (Fort Saganne)
1984 Le bon plaisir
1983 Fome de Viver (The Hunger)
1983 L'Africain
1982 Le choc
1981 Hotel das Américas (Hôtel des Ameriques)
1981 Le choix des arms
1980 Abattre
1980 O último metrô (Le dernier metro)
1980 Je vous aime
1979 A nós dois (À nous deux)
1979 Tristana (Tristana)
1979 Courage fuyons
1978 L'Argent des autres
1978 Ils sont grands, ces petits
1978 Écoute voir...
1977 Casotto
1977 Marcha ou more (March or die)
1977 Almas perdidas (Anima persa)
1976 Se tivesse que refazer tudo (Si c'était à refaire)
1975 O selvagem (Le sauvage)
1975 Crime e paixão (Hustle)
1975 A agressão (L'agression)
1974 A grande burguesia (Fatti di gente per bene)
1974 Zag (Zig zig)
1974 La femme aux bottes rouges
1974 Touche pas à la femme blanche
1973 Um homem em estado interessante
1972 Liza
1971 Expresso para Bordeaux (Un flic)
1971 Tempo de amor (Ça n'arrive qu'aux autres)
1970 Henri Langlois
1970 Pele de Asno (Peau d'Âne)
1969 A Sereia do Mississipi (La Sirène du Mississipi)
1969 Tout peut arriver
1969 Um dia em duas vidas (April fools, The)
1968 A chamada do amor (La chamade)
1968 Manon 70 (Manon 70)
1968 Mayerling
1968 Benjamin, o despertar de um jovem inocente (Benjamin)
1967 A Bela da Tarde (Belle de Jour)
1967 Duas garotas românticas (Les demoiselles de Rochefort)
1966 As criaturas (Les créatures)
1965 O canto do mundo (Le chant du monde)
1965 No amor vale tudo (Das liebeskarussell)
1965 O irresistível gozador (Un monsier du compagnie)
1965 A farsa do amor e da guerra (La vie de château)
1965 Repulsa ao Sexo (Repulsion)
1964 Caça ao homem (La chasse à l'homme)
1964 La constanza della ragione
1964 Os maiores vigaristas do mundo (Les plus belle escroqueries du monde )
1964 Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluies de Cherbourg)
1963 O homem que vendeu a Torre Eiffel (L'Homme qui vendit la Torre Eiffel)
1963 Férias portuguesas (Vacances portugaises)
1962 Et satan conduit le bal
1962 O vício e a virtude (La vice et la vertu)
1962 As parisienses (Las Parisiennes)
1961 Dossier 1413
1960 L'homme à femmes
1960 Agora ou nunca (Les petits chats)
1960 Les portes claquent
1957 Os amores de colegiais (Les Colegiénnes)

Prêmios

OSCAR
Indicação
1982 - Melhor Atriz - Indochina

BAFTA
Indicação
1967 - Melhor Atriz - A Bela da Tarde

CÉSAR
Ganhou
1980 - Melhor Atriz - O Último Metrô
1992 - Melhor Atriz - Indochina
Indicações
1975 - Melhor Atriz - O Selvagem
1981 - Melhor Atriz - Hotel das Américas
1987 - Melhor Atriz - Agent Trouble
1988 - Melhor Atriz - Drôle d'Endroit Pour Une Rencontre
1993 - Melhor Atriz - Minha Estação Preferida
1996 - Melhor Atriz - Os Ladrões
1998 - Melhor Atriz - Place Vendôme
2005 - Melhor Atriz Coadjuvante - Palais Royal!
2010 - Melhor Atriz - Potiche

EUROPEAN FILM AWARDS
2002 - Melhor Atriz - 8 Mulheres

FESTIVAL DE BERLIM
1998 - Urso de Ouro honorário
2002 - Urso de Prata de Contribuição Artística

FESTIVAL DE VENEZA
1998 - Melhor Atriz - Place Vendôme

Fontes: Adoro Cinema; Wikipedia.