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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Rita Hayworth, a eterna beleza

A incomparável Rita
Rita Hayworth (Margarita Carmen Cansino), atriz e dançarina, nasceu no Brooklyn, cidade de Nova York, em 17 de outubro de 1918, e faleceu na mesma cidade em 14 de maio de 1987. Foi uma atriz de ascendência hispano-irlandesa, que atingiu o auge na década de 1940 e tornou-se um mito eterno do cinema.

Era filha do dançarino flamenco Eduardo Cansino, natural de Castilleja de la Cuesta, e de Volga Hayworth, chefes de uma famosa família de dançarinos ciganos espanhóis. Seu pai queria que ela se tornasse dançarina, enquanto a mãe desejava que ela fosse atriz. Seu avô, Antonio Cansino, era o maior expoente de Dança Clássica Espanhola, sua escola de dança em Madrid era mundialmente famosa, e foi ele quem deu a Rita, sua primeira lição de dança.

Affair in Trinidad, 1952
Assim que ela fez três anos e meio, começou a ter aulas de dança. Ela não gostava, mas não teve coragem de contar para o pai. Durante vários anos ela freqüentou diariamente aulas de dança no Carnegie Hall, sob a instrução de seu tio Angel Cansino.

Com oito anos de idade, sua família se mudou para o oeste de Hollywood, onde criaram seu propria Escola de dança. Famosos artistas de Hollywood receberam treinamento do próprio Eduardo Cansino, incluindo James Cagney e Jean Harlow.

Com a Grande Depressão, os negócios da família faliram. Ninguém mais tinha tempo para aulas de dança em um período econômico tão dificil. Mas quando um sócio do sobrinho de Cansino, que estava dançando em um musical quebrou a perna, Volga sugeriu que Rita fizesse o papel.

Gilda, 1946
A idéia de Volga deu um grande plano para Eduardo: fazer parceria com a filha no número de vaudeville que ele já possuía, chamado "The Dancing Cansinos". Como Rita não tinha idade suficiente para trabalhar nas casas noturnas e bares da Califórnia, ela e seu pai viajaram pela fronteira até a cidade de Tijuana no México, um local turistico popular para os cidadãos de Los Angeles no inicio dos anos de 1930. Rita trabalhou em lugares como o Foreign Club e o Caliente Club.

Foi no "Caliente Club", em 1935, que Rita foi descoberta pelo diretor da Fox Film Corporation, Winfield Sheehan.

Uma semana depois, Rita foi levada para Hollywood, para fazer um teste na Fox. Impressionado com o seu desempenho, Sheehan, assinou um contrato de seis meses com Rita (Agora conhecida como Rita Cansino).

Modelos (Cover Girl, 1944)

Durante seu período na Fox, Rita apareceu em cinco filmes, nos quais seus papeis não foram nem importantes nem memoráveis. Estreiou como coadjuvante/secundária em "Sob o Luar dos Pampas" (Under the Pampas Moon, 1935), um faroeste passado na Argentina, estrelado por Warner Baxter. Foi escalada para vários outros papéis pequenos, nos quais se destacou por seus dotes para a dança e por sua beleza. Com o final de seu contrato de seis meses, o então Produtor Executivo Darryl F. Zanuck não se interessou por ela e não renovou seu contrato.

Em 1937, Rita, já com 18 anos, casou-se com seu empresário, Edward Judson, que tinha o dobro de sua idade. Mesmo, ela tendo sido abandonada pela Fox, Judson conseguiu para ela vários papéis em filmes independentes, e finalmente conseguiu marcar um teste com a Columbia Pictures, estúdio que tentava se firmar como um dos grandes de Hollywood e, por isso, necessitava ardentemente de estrelas importantes. O Chefão do estúdio, Harry Cohn, logo assinou um contrato de longo prazo. Rita começou a fazer pequenos papéis nos filmes da Columbia.

Cohn disse que a imagem de Rita era muito mediterrânea, o que causou que ela fizesse vários papéis hispânicos. Rita passou por uma dolorosa eletrólise para aumentar a testa e acentuar o Pico de Viúva.

Quando estreou na Columbia, ela havia mudado a cor do seu cabelo, de castanho para um tom de ruivo, e passara a se chamar Rita Hayworth (Usando o nome de solteira de sua mãe).

Rita passou por uma difícil transição de dançarina de cabaré para estrela de cinema. Ela era, em primeiro lugar, uma dançarina; tornar-se atriz foi uma maneira de ganhar a vida.

A colunista de fofocas Louella Parsons, achou que Rita Hayworth não seria bem sucedida. Ela a conheceu justamente quando ela estava começando, e a viu como uma garota "tímida" e que "não podia olhar estranhos nos olhos" e cuja voz era tão baixo que mal podia ser ouvida.

A Columbia parecia não saber o que fazer com ela. Em 1935, quando tinha 17 anos, ela foi retirada do elenco de Ramona e substituída por Loretta Young. "Foi a pior decepção da minha vida", disse Rita. Ela ficou arrasada, mas não desistiu.

Rita continuou a aparecer em uma série infindável de produções B, ora como protagonista, ora como coadjuvante/secundária. Em 1939, Cohn pressionou o diretor Howard Hawks a usar Rita para um papel pequeno, mas importante, em Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings), um grande sucesso de bilheteria estrelado por Cary Grant e Jean Arthur.  Cohn começou a ver Rita Hayworth, como sua primeira estrela (o estúdio nunca teve oficialmente grandes estrelas sob contrato, com exceção de Jean Arthur, que estava tentando sair do seu contrato com a Columbia).

No ano seguinte, Harry Cohn, começou a construir Rita Hayworth, usando-a em filmes como "Melodias do Meu Coração" (Music in My Heart), "Protegida do Papai" (The Lady In Quenstion) e "Anjos da Broadway" (Angels Over Broadway). Mas sua sorte só começou realmente a mudar quando foi emprestada à MGM para fazer o terceiro papel feminino de "Uma Mulher Original" (Susan and God, 1940), de George Cukor, drama estrelado por Joan Crawford e Fredric March.


No ano seguinte, novo empréstimo, agora para a Warner Bros., onde foi o segundo nome feminino em "Uma Loira com Açúcar" (The Strawberry Blonde, 1941), comédia de Raoul Walsh, com James Cagney e Olivia de Havilland. Um sucesso de bilheteria, que deu grande popularidade para Rita Hayworth, que imediatamente se tornou uma das propriedades mais quentes de Hollywood. A Warner ficou tão impressionada com ela, que tentou comprar seu contrato da Columbia, mas Harry Cohn se recusou a liberá-la.

Ainda em 1941, seu sucesso na Warner Bros. levou-a a ser emprestada à Fox, para interpretar Doña Sol na superprodução "Sangue e Areia" (Blood and Sand), drama de Rouben Mamoulian, estrelado por Tyrone Power e Linda Darnell. Este filme lançou-a como o símbolo sexual por excelência de toda aquela década.

Nos anos que se seguiram, Rita brilhou em musicais da Columbia, como "Ao Compasso do Amor" (You'll Never Get Rich, 1941), "Bonita Como Nunca" (You Were Never Lovelier, 1942), ambos com Fred Astaire e "Modelos" (Cover Girl, 1944), com Gene Kelly, firmando-se como uma das maiores dançarinas das telas e a maior estrela romântica dos anos 1940. Porém, a chegada do sucesso profissional coincidiu com a crise em seu casamento, que acabou em divórcio em 1942.

A fama de maior estrela da década e de uma das mulheres mais desejadas e famosas do mundo consolidou-se ao estrelar, no auge de sua beleza, o clássico noir "Gilda" (Gilda, 1946), de Charles Vidor, ao lado de Glenn Ford, com quem já atuara antes em "Protegida do Papai" (The Lady in Question, 1940), também de Vidor. O marcante, ainda que brevíssimo, striptease de Rita e a bofetada que ela recebe de Ford, ajudaram a engrossar a enorme bilheteria que o filme recebeu em todo o mundo.

"Gilda", o filme mais importante de sua carreira, também marcou o início de seu lento declínio em Hollywood. Assim como, na frase precisa da campanha publicitária, "nunca houve uma mulher como Gilda", assim também nunca mais Rita conseguiu repetir esse êxito, apesar de ter continuado a trabalhar em produções de sucesso.

Com Orson Welles, com quem se casara em 1943, Rita estrelou "A Dama de Xangai" (The Lady from Shanghai, 1948). O filme não agradou nem aos fãs nem à crítica, em parte porque Welles pediu-lhe que cortasse o cabelo e o pintasse de louro, além de matar sua personagem no final.

No mesmo ano, "Os Amores de Carmen" (The Loves of Carmen), também de Charles Vidor, reuniu-a novamente com Glenn Ford. A química funcionou outra vez e o filme foi sucesso. Em 1952, fez "Uma Viúva em Trinidad" (Affair in Trinidad), de Vincent Sherman, atuando pela quarta vez ao lado de Ford.

Seus dois filmes do ano seguinte foram dois grandes escândalos, pelos seus temas: "Salomé" (Salome, 1953), de William Dieterle, com Stewart Granger, onde fez o personagem bíblico que pediu a execução de João Batista e "A Mulher de Satã" (Miss Sadie Thompson, 1953), de Curtis Bernhardt, com Jose Ferrer, em que Rita interpreta uma pecadora que seduz um reverendo. Seu último grande sucesso foi "Meus Dois Carinhos" (Pal Joey, 1957), de George Sidney, com Rita dividindo a cena com Frank Sinatra e Kim Novak, considerada a nova rainha da Columbia. Na hora de decidir quem encabeçaria o elenco, Sinatra resolveu a questão: "O direito de ter o nome em primeiro lugar pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Pictures e sempre será".

Rita ainda faria vários outros filmes, inclusive na Europa, mas seus dias de glória e sua época já eram coisa do passado. Trabalhou pela quinta vez com Glenn Ford, em "O Dinheiro É a Armadilha" (The Money Trap, 1966), de Burt Kennedy, e encerrou a carreira com "A Ira Divina" (The Wrath of God, 1972), ao lado de Robert Mitchum. Coincidentemente, este último é um faroeste, como seu primeiro trabalho, e assim o círculo se completa.


Rita casou-se cinco vezes: a primeira com Edward C. Judson (1937- 1942); a segunda com Orson Welles (1943-1948), com quem teve uma filha, Rebecca; a terceira com o príncipe Aly Khan (1949-1953), com quem teve princesa Yasmin Aga Khan; a quarta com o cantor Dick Haymes (1953-1955), e a última com James Hill (1958-1961). Todos seus casamentos terminaram em divórcio.

Considerada por muitos a mulher mais bonita da história do cinema, a despeito de Greta Garbo e Marilyn Monroe, a atriz definia seu insucesso no amor com a seguinte frase, que resiste à passagem do tempo: "A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo".

Morreu na casa de sua filha, Yasmin, em Nova Iorque, aos sessenta e nove anos, vítima do mal de Alzheimer, do qual padecia desde a década de 1960, mas que só foi diagnosticado em 1980. Está sepultada no Cemitério de Holy Cross em Culver City, California.

Filmografia

Todos os títulos em português referem-se a exibições no Brasil. Foram omitidos os filmes em que ela aparece sem créditos, geralmente como dançarina.

1935 Sob o Luar dos Pampas (Under the Pampas Moon)
1935 Charlie Chan no Egito (Charlie Chan in Egypt); série Charlie Chan
1935 A Nave de Satã (Dante's Inferno)
1935 Perdida na Metrópole (Paddy O'Day)
1936 Carga Humana (Human Cargo)
1936 A Astúcia de Nero Wolfe (Meet Nero Wolfe)
1936 A Tentadora (Rebellion)
1937 A Rainha da Louisiana (Old Louisiana)
1937 Soberanos da Sela (Hit the Saddle)
1937 Barulho no Texas (Trouble in Texas)
1937 Criminosos do Ar (Criminals of the Air)
1937 Jogo de Saias (Girls Can Play)
1937 Jogo Que Mata (The Game That Kills)
1937 Dançamos Para Viver (Paid to Dance)
1937 A Sombra da Morte (The Shadow)
1938 Luzes da Acusação (Who Killed Gail Preston?)
1938 Special Inspector
1938 Sempre a Mulher (There's Always a Woman)
1938 Sacrifício de Irmã (Convicted)
1938 Filhas do Desprezo (Juvenile Court)
1939 No Campo Inimigo (The Renegade Ranger)
1939 O Braço da Lei (Homicide Bureau)
1939 Álibi Nupcial (The Lone Wolf Spy Hunt)
1939 Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings)
1940 Melodias do Meu Coração (Music in My Heart)
1940 Florisbela Quer o Divórcio (Blondie on a Budget)
1940 Uma Mulher Original (Susan and God)
1940 Protegida do Papai (The Lady in Question)
1940 Anjos da Broadway (Angels Over Broadway)
1941 Uma Loura com Açúcar (The Strawberry Blonde)
1941 Volta Para Mim (Affectionately Yours)
1941 Sangue e Areia (Blood and Sand)
1941 Ao Compasso do Amor (You'll Never Get Rich)
1942 Minha Namorada Favorita (My Gal Sal)
1942 Seis Destinos (Tales of Manhattan)
1942 Bonita Como Nunca (You Were Never Lovelier)
1944 Modelos (Cover Girl)
1945 O Coração de Uma Cidade (Tonight and Every Night)
1946 Gilda (Gilda)
1947 Quando os Deuses Amam (Down to Earth)
1948 A Dama de Xangai(The Lady from Shanghai)
1948 Os Amores de Carmen (The Loves of Carmen)
1952 Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad)
1953 Salomé (Salome)
1953 A Mulher de Satã (Miss Sadie Thompson)
1957 Lábios de Fogo (Fire Down Below)
1957 Meus Dois Carinhos(Pal Joey)
1958 Vidas Separadas(Separate Tables)
1959 Heróis de Barro (They Came to Cordura)
1959 Drama na Página Um (The Story on Page One)
1962 O Sétimo Mandamento (The Happy Thieves)
1964 O Mundo do Circo (Circus World)
1966 Dinheiro É a Armadilha (The Money Trap)
1966 O Ópio Também É Uma Flor (The Poppy Is Also a Flower)
1967 O Heroico Lobo-do-Mar (L'Avventuriero)
1969 Os Bastardos (I Bastardi)
1971 A Trilha de Salina (Sur la Route de Salina)
1971 The Naked Zoo
1972 A Ira Divina (The Wrath of God)

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Debra Paget

Debra Paget, atriz, nasceu em Denver, Colorado, EUA, em 19 de agosto de 1933. Filha de pais artistas, Debralee Griffin (nome verdadeiro) começou a se apresentar aos três anos de idade.

Em 1940, aos sete anos, mudou com a família para Los Angeles, onde aos oito fez seu primeiro trabalho profissional. Seu nome verdadeiro foi mudado para "Debra Paget", em homenagem a seus ancestrais Lord e Lady Paget, da Inglaterra.

Popularizou-se com o filme “A Princesa do Nilo” (1954), ocasião em que a 20th Century-Fox recebia tanta correspondência para ela quanto para Marilyn Monroe.



Casou-se em 1958 com o ator/cantor David Street, num casamento que durou somente três meses. Em 1960 casou novamente, desta feita com Budd Boetticher, influente diretor de cinema, união de apenas 22 dias, sendo o divórcio oficializado em 1961. Boetticher alegou tempos depois que o fracasso do casamento se deveu a inúmeras dificuldades que ele encontrou quando foi para o México fazer um filme sobre a vida do seu amigo, o lendário Carlos Arruza.

Em 1955 fez muito sucesso como no filme “Os Dez mandamentos” e em 1956 como protagonista em “Love me tender”, ao lado do então estreante em cinema Elvis Presley.

Abandonou a carreira em 1964 dois anos depois de um novo casamento, agora com o chinês-americano Louis C. Kung (sobrinho de Madame Chiang Kai-Shek), um bem sucedido empresário do ramo de petróleo com o qual teve um filho. Divorciaram-se em 1980.

Em 1987, o Fundo para filmes de TV e cinema presenteou Debra com o prêmio Golden Boot por sua contribuição ao desenvolvimento e preservação da tradição dos faroestes tanto em filmes para cinema como para TV. Atualmente Debra Paget mora em Houston, Texas (USA).

A Princesa do Nilo - Princess of the Nile (1954)

Filmes

The Haunted Palace (1963)
Tales of Terror (1962)
I masnadieri (1961)
Most Dangerous Man Alive (1961)
Il sepolcro dei re (1960)
Why Must I Die? (1960)
Das indische Grabmal (1959)
Der Tiger von Eschnapur (1959)
Journey to the Lost City (1959)
From the Earth to the Moon (1958)
Omar Khayyam (1957)
The River's Edge (1957)
Love Me Tender (1956)
The Ten Commandments (1956) 
The Last Hunt (1956)
Seven Angry Men (1955)
White Feather (1955)
The Gambler from Natchez (1954)
Demetrius and the Gladiators (1954) 
Princess of the Nile (1954)
Prince Valiant (1954) 
Stars and Stripes Forever (1952)
Les miserables (1952) 
Belles on Their Toes (1952)
Anne of the Indies (1951)
Bird of Paradise (1951)
Fourteen Hours (1951)
Broken Arrow (1950)
House of Strangers (1949)
It Happens Every Spring (1949)
Mother Is a Freshman (1949)
Cry of the City (1948)

Fontes: Wikipedia; Cinema Clássico; Mais ou Menos Nostalgia.

Catherine Deneuve, a Bela da Tarde

Catherine Deneuve, atriz (Catherine Fabienne Dorléac), nasceu em Paris, França, em 22 de outubro de 1943. É considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.

Filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleác e irmã da também atriz Françoise Dorléac, Deneuve estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos pequenos filmes com o diretor Roger Vadim até chegar ao estrelato mundial em 1964, em "Os Guarda Chuvas do Amor", do diretor Jacques Demy.

Nos anos 1960, Deneuve fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como "A Bela da Tarde" de Luis Buñuel e "Repulsa ao Sexo" de Roman Polanski.

Repulsa ao Sexo - 1965
Descoberta por Roger Vadim, (também descobridor de Brigitte Bardot e responsável pela transformação de Jane Fonda em símbolo sexual com o filme "Barbarella") com quem teve um relacionamento amoroso e um filho (Christian Vadim), Deneuve foi casada com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey (em quem o diretor italiano Michelangelo Antonioni se basearia para criar o principal personagem na sua obra-prima cinematográfica "Blow-Up"), e após o fim do casamento, envolveu-se com o ator italiano Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, em 1972.

Durante os anos 1960 e 70, Catherine Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como "A Sereia do Mississipi", "Mayerling", "Tristana", "Pele de Asno", entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o
Les Colegiénnes - 1957
Chanel Nº 5, ligado a seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país.

Nos anos 1980, Deneuve continuou fazendo trabalhos importantes em "O Último Metrô" de François Truffaut e "Fome de Viver", de Tony Scott, junto com Susan Sarandon e David Bowie, no papel de uma vampira gótica e bissexual, que a transformaria num ícone de lésbicas, gays, góticos e novos artistas da década de 1980.

Deneuve sobreviveu como ícone do cinema nos anos 1990, recebendo seu segundo César (o maior prêmio do cinema francês) e uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme "Indochina", de 1992, que naquele ano ganharia o Oscar de melhor filme estrangeiro da Academia de Hollywood. Seus últimos filmes de sucesso mundial foram "Dançando no Escuro", de Lars Von Trier, com a cantora e atriz islandesa Bjork, Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 2000 e "8 Mulheres", de 2002, ao lado de algumas das maiores atrizes francesas como Fanny Ardant e Emmanuelle Béart.

Catherine Deneuve - Taiti, 1966.

Filmes

2010 Potiche - Esposa Troféu (Potiche)
2010 Potiche
2009 Diário Perdido (Mére et Filles/Hidden Diary)
2008 As Praias de Agnes (Les Plages d'Agnès)
2008 Um Conto de Natal (Un Conte de Noël)
2008 Mes stars et moi
2008 Je veux voir
2007 Frühstück mit einer unbekannten (TV)
2007 Persépolis (Persepolis)
2007 Après lui
2006 Le héros de la famille
2006 Le concile de Pierre
2005 Palais royal!
2004 Les temps qui changent
2004 Reis e Rainha (Róis et Reine)
2004 Princesse Marie (TV)
2003 Um filme falado (Um filme falado)
2003 Ligações Perigosas (Les Liaisons Dangereuses)
2002 Au plus près du paradis
2002 8 Mulheres (8 Femmes)
2001 A Vingança do Mosqueteiro (The Musketeer)
2001 Le petit poucet
2001 Absolutamente fabulosas (Absolument fabuleux)
2001 Ja rentre à la maison
2000 Dançando no Escuro (Dancer In The Dark)
1999 Leste/Oeste - O Amor no Exílio (Est-ouest)
1999 O tempo redescoberto (Le temps retrouvé)
1999 Pola X
1999 Belle maman
1999 Le vent de la nuit
1998 Place Vendôme (Place Vendome)
1997 Genealogias de um crime (Généalogies d'un crime)
1996 L'inconnu
1996 Os ladrões (Les voleurs)
1995 O convento (O convento)
1995 As cento e uma noites (Les cent et une nuits)
1994 La partie d'échecs
1993 Les Demoiselles ont eu 25 ans
1993 Minha estação preferida (Ma saisón préférée)
1992 Indochina (Indochine)
1991 Contre l'oubli
1991 La reine blanche
1989 Frames from the edge
1988 Fréquence meurtre
1988 Drôle d'entroit pour une recontre
1987 Agent trouble
1986 Le lieu du crime
1985 Tomara que seja mulher (Speriamo che sia femmina)
1984 Letra e música (Paroles et musique)
1984 Forte Saganne (Fort Saganne)
1984 Le bon plaisir
1983 Fome de Viver (The Hunger)
1983 L'Africain
1982 Le choc
1981 Hotel das Américas (Hôtel des Ameriques)
1981 Le choix des arms
1980 Abattre
1980 O último metrô (Le dernier metro)
1980 Je vous aime
1979 A nós dois (À nous deux)
1979 Tristana (Tristana)
1979 Courage fuyons
1978 L'Argent des autres
1978 Ils sont grands, ces petits
1978 Écoute voir...
1977 Casotto
1977 Marcha ou more (March or die)
1977 Almas perdidas (Anima persa)
1976 Se tivesse que refazer tudo (Si c'était à refaire)
1975 O selvagem (Le sauvage)
1975 Crime e paixão (Hustle)
1975 A agressão (L'agression)
1974 A grande burguesia (Fatti di gente per bene)
1974 Zag (Zig zig)
1974 La femme aux bottes rouges
1974 Touche pas à la femme blanche
1973 Um homem em estado interessante
1972 Liza
1971 Expresso para Bordeaux (Un flic)
1971 Tempo de amor (Ça n'arrive qu'aux autres)
1970 Henri Langlois
1970 Pele de Asno (Peau d'Âne)
1969 A Sereia do Mississipi (La Sirène du Mississipi)
1969 Tout peut arriver
1969 Um dia em duas vidas (April fools, The)
1968 A chamada do amor (La chamade)
1968 Manon 70 (Manon 70)
1968 Mayerling
1968 Benjamin, o despertar de um jovem inocente (Benjamin)
1967 A Bela da Tarde (Belle de Jour)
1967 Duas garotas românticas (Les demoiselles de Rochefort)
1966 As criaturas (Les créatures)
1965 O canto do mundo (Le chant du monde)
1965 No amor vale tudo (Das liebeskarussell)
1965 O irresistível gozador (Un monsier du compagnie)
1965 A farsa do amor e da guerra (La vie de château)
1965 Repulsa ao Sexo (Repulsion)
1964 Caça ao homem (La chasse à l'homme)
1964 La constanza della ragione
1964 Os maiores vigaristas do mundo (Les plus belle escroqueries du monde )
1964 Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluies de Cherbourg)
1963 O homem que vendeu a Torre Eiffel (L'Homme qui vendit la Torre Eiffel)
1963 Férias portuguesas (Vacances portugaises)
1962 Et satan conduit le bal
1962 O vício e a virtude (La vice et la vertu)
1962 As parisienses (Las Parisiennes)
1961 Dossier 1413
1960 L'homme à femmes
1960 Agora ou nunca (Les petits chats)
1960 Les portes claquent
1957 Os amores de colegiais (Les Colegiénnes)

Prêmios

OSCAR
Indicação
1982 - Melhor Atriz - Indochina

BAFTA
Indicação
1967 - Melhor Atriz - A Bela da Tarde

CÉSAR
Ganhou
1980 - Melhor Atriz - O Último Metrô
1992 - Melhor Atriz - Indochina
Indicações
1975 - Melhor Atriz - O Selvagem
1981 - Melhor Atriz - Hotel das Américas
1987 - Melhor Atriz - Agent Trouble
1988 - Melhor Atriz - Drôle d'Endroit Pour Une Rencontre
1993 - Melhor Atriz - Minha Estação Preferida
1996 - Melhor Atriz - Os Ladrões
1998 - Melhor Atriz - Place Vendôme
2005 - Melhor Atriz Coadjuvante - Palais Royal!
2010 - Melhor Atriz - Potiche

EUROPEAN FILM AWARDS
2002 - Melhor Atriz - 8 Mulheres

FESTIVAL DE BERLIM
1998 - Urso de Ouro honorário
2002 - Urso de Prata de Contribuição Artística

FESTIVAL DE VENEZA
1998 - Melhor Atriz - Place Vendôme

Fontes: Adoro Cinema; Wikipedia.

domingo, 18 de setembro de 2011

A divertida Lucille Ball

Lucille Ball (Lucille Désirée Ball), primeira mulher comediante da TV e figura fundamental no desenvolvimento dessa mídia, nasceu em 6 de agosto de 1911 em Jamestown, Nova York. Começou a estudar teatro aos 15 anos. Adolescente, trabalhou como modelo enquanto tentava conseguir uma vaga na Broadway.

Em 1930, participou do filme "Roman Scandals" e de diversas comédias. Sua popularidade como comediante começou quando atuou com os Irmãos Marx em "Room service", em 1938 e em "The marines fly high" com Fred Astaire em 1940. Conheceu Desi Arnaz, em um set de filmagem, neste mesmo ano.

Luci e o marido Desi Arnaz
Em 1951, Lucille e seu marido cubano, Desi Arnaz (02/03/1917 - 02/12/1986), financiaram um programa-piloto para uma série cômica na televisão. A CBS gostou da idéia e concedeu à Desilu, a produtora do casal, os eventuais lucros de repetição do seriado.

Assim nas décadas seguintes o "I love Lucy" rendeu uma fortuna a seus criadores. Exportado para cerca de 80 países, até hoje esses episódios divertidíssimos são apresentados na TV.

Sempre pioneira, foi a primeira atriz a continuar a filmar os episódios de uma série de TV mesmo estando grávida. Ela convenceu os produtores a fazer com que sua personagem também engravidasse, e em 19 de janeiro de 1953 cerca de 44 milhões de espectadores acompanharam o parto de sua personagem, algumas horas depois que a atriz deu à luz ao seu filho, Desi Arnaz Junior.

Ela e Desi Arnaz se divorciaram em 1960, mas a atriz se casou dois anos depois com o também ator Gary Morton que se tornou produtor da série.

De 1962 até 1974 ela trabalhou na TV em duas séries: The Lucy Show e Here´s Lucy, ambas exibidas na CBS às segundas-feiras por 23 anos consecutivos.

Em 1985 chegou a trabalhar em séries de drama, mas no ano seguinte estava de volta à comédia na série Life with Lucy.

Sua última aparição na TV foi com Bob Hope, sua contraparte masculina no show business. Juntos, eles apresentaram o Academy Awards de 1989 para jovens talentos. Ball morreu semanas depois, em 26 de abril de 1989.


Fontes: tvsinopse; Wikipedia; 

Ann Margret, a ruivinha sex

Alegre e ruiva, virou símbolo sexual de hollywood dos anos 60. Sueca, a adolescente Ann Margret cantava com uma banda quando George Burns a descobriu. Estreou nas telas em Dama por um Dia, mas foi sua tórrida aparição como cantora no Oscar de 1962 que a transformou em estrela.

Ann Margret (Ann-Margret Olsson), atriz, cantora e dançarina, nasceu em Valsjobyn, Suécia, em 28/04/1941. Mudou-se muito jovem para os EUA. Ainda adolescente, cantou em uma banda, e em uma de suas apresentações George Burns a viu e logo percebeu que ela tinha muitas possibilidades de sucesso. Foi então que a convidou para atuar em seu espetáculo, na cidade de Las Vegas.

Assim que percebeu o universo de Hollywood, Ann-Margret se sentiu fortemente atraída por este meio artístico, e em pouco tempo já estreava nas telas de cinema interpretando uma personagem inocente no filme “Dama por Um Dia”, a filha da personagem interpretada por Bette Davis.

Murderers' Row (1966)
Na glamourosa cerimônia de entrega da mais importante premiação do cinema, o Oscar, no ano de 1962, Ann-Margret fez uma aparição torrida cujo efeito foi a sua transformação em estrela, quase que imediatamente, o que lhe proporcionou um ótimo contrato de trabalho em uma série contendo seis filmes, estando incluído entre eles o filme “Adeus Amor”, de 1963.

Nas telas de cinema e mesmo fora delas Ann-Margret teve atuações marcantes, foi par de Elvis Presley no filme “Amor a Toda Felicidade”, no ano de 1964.

John Kennedy, em seu último aniversário ainda como presidente dos Estados Unidos, mereceu uma festa na qual Ann-Margret cantou especialmente para ele.

Apesar de sucesso quase que instantâneo, esta bela mulher sofreu com a própria decadência que veio quase tão rápida quanto a fama, mas ela se recuperou trabalhando como dançarina na cidade de Las Vegas.

Muitos anos depois, em 1971, Ann-Margret retorna as telas de cinema com o filme chamado “Ânsia de Amar”, que também foi determinante para lhe trazer de volta o prestígio que havia perdido. No ano de 1975 fez uma atuação bastante insinuante que lhe trouxe admiradores novos.

Em 1984 em “Uma Rua Chamada Pecado”, sua atuação também agradou muito.

The Swinger (1966)

Curiosidades

No ano de 1972 Ann-Margret foi vítima de uma queda grave, quase fatal, em um palco da cidade de Las Vegas. Deste acidente Ann-Margret ficou com lesões múltiplas.

Posteriormente teve problemas envolvendo o alcoolismo, mas apesar de todos os problemas por ela enfrentados, no ano de 1993 ela volta a brilhar no filme “Dois Velhos Rabugentos”, e mesmo aos 50 anos de idade demonstrou a todos o seu forte poder de sedução.

Filmes

Bye Bye Birdie  (1963)
•  A Handful of Beans (2010)
•  All's Faire in Love (2009)
•  The Loss of a Teardrop Diamond (2008)
•  Memory (2006)
•  The Santa Clause 3: The Escape Clause (2006)
•  The Break-Up (2006)
•  Taxi (2004)
•  A Place Called Home (2004)
•  Interstate 60: Episodes of the Road (2002)
•  A Woman's a Helluva Thing (2001)
•  Blonde (2001)
•  The Last Producer (2000)
•  Any Given Sunday (1999)
•  Happy Face Murders (1999)
•  Life of the Party: The Pamela Harriman Story (1998)
•  Blue Rodeo (1996)
•  Seduced by Madness: The Diane Borchardt Story (1996)
•  Grumpier Old Men (1995)
•  Following Her Heart (1994)
•  Nobody's Children (1994)
•  Grumpy Old Men (1993)
•  Newsies (1992)
•  Our Sons (1991)
•  A New Life (1988)
•  A Tiger's Tale (1987)
•  The Two Mrs. Grenvilles (1987)
•  52 Pick-Up (1986)
•  Twice in a Lifetime (1985)
•  A Streetcar Named Desire (1984)
•  Who Will Love My Children? (1983)
•  Lookin' to Get Out (1982)
•  I Ought to Be in Pictures (1982)
•  The Return of the Soldier (1982)
•  Middle Age Crazy (1980)
•  The Villain (1979)
•  Magic (1978)
•  The Cheap Detective (1978)
•  The Last Remake of Beau Geste (1977)
•  Joseph Andrews (1977)
•  Folies bourgeoises (1976)
•  Tommy (1975)
•  The Train Robbers (1973)
•  Un homme est mort (1972)
•  Dames at Sea (1971)
•  Carnal Knowledge - Ânsia de Amar (1971)
•  Swing Out, Sweet Land (1970)
•  C.C. and Company (1970)
•  R.P.M. (1970)
•  Rebus (1969)
•  Sette uomini e un cervello (1968)
•  Il profeta (1968)
•  Il tigre (1967)
•  Murderers' Row (1966)
•  The Swinger (1966)
•  Stagecoach (1966)
•  Made in Paris (1966)
•  The Cincinnati Kid - A mesa do diabo (1965)
•  Once a Thief - A Marca de um erro (1965)
•  Bus Riley's Back in Town (1965)
•  The Pleasure Seekers (1964)
•  Kitten with a Whip (1964)
•  Viva Las Vegas - Amor a toda velocidade (1964)
•  Bye Bye Birdie - Adeus, Amor (1963)
•  State Fair (1962)
•  Pocketful of Miracles - Dama por um dia (1961)

Fontes: Cinema Clássico, NostalgiaBR, CulturaMix.

domingo, 28 de agosto de 2011

A sexy Raquel Welch

Raquel Welch (Jo Raquel Tejada), atriz, nasceu em Chicago, Illinois, EUA, em 05 de Setembro de 1940. É filha do boliviano Armando Carlos Tejada Urquizo (1911-1976) e de Josephine Sarah Hill (1909-2000), descendente do presidente John Quincy Adams (o sexto presidente dos EUA, que governou entre 1825 e 1829). Mais ainda: é parente da ex-presidenta da Bolívia, Lidia Gueiler Tejada.

Rachel tornou-se símbolo sexual dos anos 60 quando emergiu das águas do mar num biquini pré-histórico. O filme era "Um milhão de anos A.C" (1966), e a partir daí, ela capturou os corações masculinos. Assumindo o título que outrora foi de MM, tornou-se uma deusa do sexo sem ser loira.

Raquel Welch como Loana em 'One Million Years BC' (1966)

Welch mudou-se com a família para San Diego, California quando tinha apenas dois anos. Tomando aulas de dança, ela cresceu e ganhou diversos títulos de beleza ("Miss Photogenic," "Miss La Jolla," "Miss Contour," "Miss Fairest of the Fair" e "Miss San Diego").

Estudou no Colégio San Diego State e se casou com seu então primeiro marido James Wesley Welch em 1959. Tiveram dois filhos. Raquel tornou-se a garota do tempo na TV de San Diego e acabou desistindo dos estudos. Divorciada, em 1965, ela foi com os filhos para Dallas, no Texas, onde trabalhou como modelo e garçonete.

Trabalhou em diversos e famosos seriados da TV americana nos anos 60 e também em filmes como "Rosutabout" (1964) e "Do not disturb" (1965).

Em 1968, causou alvoroço quando fez cenas de sexo com o ator negro Jim Brown, no filme "100 rifles". Nos anos 70, tentou ser levada a sério como atriz e acabou fazendo papéis que foram aclamados pela crítica em "Kansas City Bomber" (1972) e "The wild party" (1975) . Em 1973, ela ganhou o Golden Globe pelo filme "The three musketeers" (1973).

Nos anos 80 fez mais programas de TV e lançou vídeos de exercícios físicos. Raquel aproveitou seus modestos dotes de cantar e dançar, ela fez show em Las Vegas. Ainda bastante em forma mesmo tendo passado dos 60 anos, Raquel foi casada mais três vezes, a última com Richard Palmer, que era 15 anos mais novo que ela.

Filmografia

A House Is Not a Home (1964)
Roustabout (1964)
A Swingin' Summer (1965)
The Queens (1966)
Fantastic Voyage (1966)
One Million Years B.C. (1966)
Shoot Loud, Louder… I Don't Understand (1966)
The Oldest Profession (1967)
Fathom (1967)
Bedazzled (1967)
The Biggest Bundle of Them All (1968)
Bandolero! (1968)
Lady in Cement (1968)
100 Rifles (1969)
Flareup (1969)
The Magic Christian (1969)
The Beloved (1970)
Myra Breckinridge (1970)
Hannie Caulder (1971)
Bluebeard (1972)
Fuzz (1972)
Kansas City Bomber (1972)
The Last of Sheila (1973)
The Three Musketeers (1973)
The Four Musketeers (1974)
The Wild Party (1975)
Mother, Jugs & Speed (1976)
The Animal (1977)
Crossed Swords (1978)
Trouble in Paradise (1989)
Tainted Blood (1993)
Chairman of the Board (1998)
What I Did for Love (1998)
Tortilla Soup (2001)
Legally Blonde (2001)
Jim Brown: All American (2002)
Forget About It (2005)

Fontes: belasatrizesdomundo2; Raquel Welch - Infopédia; Estadao.com.br; Wikipedia.

Anita Ekberg

Anita Ekberg (Kerstin Anita Marianne Ekberg), atriz, modelo e miss, nasceu em Malmö, Suécia, em 29 de setembro de 1931. Foi uma cultuada "sex symbol" dos anos 60, assim conhecida após sua aparição no filme "A Doce Vida", obra-prima do cineasta italiano Federico Fellini.

Ekberg começou a trabalhar como modelo para revistas de moda na adolescência e, em 1950, com o incentivo da mãe, participou e venceu o concurso de Miss Malmö, da sua cidade, sendo depois eleita Miss Suécia de 1951. Foi então para os Estados Unidos representar o país no Miss Universo, em Long Beach (foto abaixo: dançando em Zarak, 1956).

Apesar de não vencer o concurso, ficou entre as seis finalistas, o que lhe garantia um contrato como starlet do Universal Studios, como parte do prêmio do concurso na época. Nos EUA, Ekberg conheceu Howard Hughes, milionário produtor de filmes, que a convidou a trabalhar para ele mas queria que ela trocasse de nome e fizesse plástica no nariz e nos dentes. Howard dizia que 'Ekberg', nome sueco, era difícil de pronunciar para o americano comum. Ela entretanto recusou-se a mudar de nome, dizendo que se ficasse famosa, iam aprender a pronunciá-lo e caso não ficasse, o nome não teria qualquer importância. Como contratada do estúdio, ela passou a receber aulas de interpretação, dança, locução, hipismo e esgrima.

A combinação da beleza física e a agitada vida particular e social de Anita logo a transformaram numa pin-up e em presença constante nas páginas de revistas mundanas e masculinas da mídia norte-americana, o que a tornou uma das maiores pin-ups dos anos 50.

Anita ficou famosa nos Estados Unidos após uma turnê feita com o comediante Bob Hope, em que substituiu Marilyn Monroe, doente, transmitida nacionalmente pela televisão. Na metade da década, ela começou a trabalhar para outros estúdos e foi contratada pela Paramount Pictures para trabalhar com Jerry Lewis e Dean Martin em "Artistas e Modelos" (1955) e "Ou Vai Ou Racha" que lhe deram grande projeção popular. No mesmo ano, ela foi para a Europa filmar com o diretor King Vidor, na versão de "Guerra e Paz", em que fez o segundo papel feminino depois de Audrey Hepburn.

Depois de alguns filmes menores até o fim da década, ela finalmente teve a chance de fazer o filme que a tornaria um ícone, quando foi convidada por Federico Fellini para viver Sylvia, famosa atriz sueco-americana em "A Doce Vida". O filme foi um grande sucesso de público e crítica e sua cena noturna na Fontana di Trevi, banhando-se num vestido de noite negro, tornou-se um dos mais icônicos momentos da história do cinema.´

O sucesso de "A Doce Vita" a levaria a fazer "Boccaccio 70" com Sophia Loren e Romy Schneider e mais dois filmes testemunhais com Fellini em anos seguintes, "I clowns" (1970) e "Intervista" (1987), novamente com Mastroianni, onde representa a si mesma. Nos últimos anos, suas aparições na tela, esporádicas, têm sido apenas em pequenos filmes europeus e na televisão italiana (foto abaixo: com Mastroianni em La Dulce Vita).


Anita teve uma vida amorosa agitada, casando-se duas vezes, a primeira com o ator britânico Anthony Steel (1956-1959) e depois com Rik Van Nutter (1963-1976) mais conhecido pelo papel de Felix Leiter, o contato americano na CIA de James Bond, em "007 contra a Chantagem Atômica" (1965).


Envolvida romanticamente por três anos com o milionário italiano Gianni Agnelli, dono da Fiat e seu grande amor, com quem sempre desejou ter um filho sem conseguir, ela, hoje afastada do cinema, vive há muito anos numa vila ao sul de Roma, tendo voltado poucas vezes à sua Suécia natal.


Filmes

Nain rouge, Le (1998)
Bámbola (1996)
Signora della città, La (1996)
Ambrogio (1992)
Cattive ragazze (1992)
Conte Max, Il (1991)
Intervista (1987)
Dolce pelle di Angela (1986)
Cicciabomba (1982)
S+H+E: Security Hazards Expert (1980)
Gold of the Amazon Women (1979)
Suor Omicidi (1978)
Anno Schmidt (1974)
Casa d'appuntamento (1972)
Northeast of Seoul (1972) .... Katherine
Lunga cavalcata della vendetta, La (1972)
I clowns - Os Palhaços (TV) (1970)
Debito coniugale, Il (1970)
Divorzio, Il (1970)
Quella chiara notte d'ottobre (1970)
Blonde Köder für den Mörder (1969)
Malenka (1969)
If It's Tuesday, This Must Be Belgium (1969)
Sudario a la medida, Un (1969)
Crónica de un atraco (1968)
Way... Way out - Um Biruta em órbita (1968)
Woman Times Seven (1967)
Cobra, Il (1967)
Scusi, lei è favorevole o contrario? (1967)
Sfinge d'oro, La (1967)
Das Gewisse Etwas der Frauen (1966)
Way... Way Out (1966)
Das Liebeskarussell (1965)
The Alphabet Murders (1965)
Bianco, rosso, giallo, rosa (1964)
4 for Texas (1963)
Call Me Bwana (1963)
Boccacio'70 (1962)
Mongoli, I (1961)
A porte chiuse (1961)
Anonima cocottes (1960)
Tre eccetera del colonnello, Le (1960)
Apocalisse sul fiume giallo (1960)
Dolce vita, La - A doce vida  (1960)
Nel segno di Roma (1959)
The Man Inside (1958)
Screaming Mimi (1958)
Paris Holiday (1958)
Valerie (1957)
Interpol (1957)
Zarak (1956)
Man in the Vault (1956)
Hollywood or Bust - Ou vai ou racha (1956)
Back from Eternity (1956)
War and Peace - Guerra e Paz (1956)
Artists and Models (1955)
Blood Alley (1955)
The Golden Blade (1953)
Abbott and Costello Go to Mars (1953)
The Mississippi Gambler - O aventureiro do Mississipi (1953)

Fontes: Wikipedia; Cinema Clássico.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

The Jackson 5

The Jackson 5 (também chamados de The Jackson Five, The Jackson Five e The Jacksons) foi um grupo musical americano formado por Michael Jackson e demais integrantes da família Jackson, seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, posteriormente incluindo Randy.

A banda conseguiu logo um grande sucesso com as suas quatro primeiras músicas (“I Want You Back”, “ABC”, “The love you save” e I’ll be there) a alcançarem o topo das paradas americanas e top 10 em muitos países do mundo.

O Jackson Five fazia grandes performances e encantavam o público em geral, principalmente por serem tão novos, com suas músicas de estilos variados sendo apresentadas de forma brilhante pelo grupo.

Foi no grupo que Michael Jackson começou a se destacar como dançarino e cantor. Esses garotos tão novos cantavam músicas que falavam de relacionamentos amorosos que, por isso, provavelmente não entendiam direito o que cantavam. As vendas do grupo em singles e álbuns, incluindo coletâneas, podem chegar a 100 milhões de discos vendidos em todo o mundo.

Joseph organizou Jackie, Tito, Jermaine e dois outros jovens vizinhos, Milford Hite (na bateria) e Reynaud Jones (nos teclados) em um número chamado The Jackson Brothers (Os Irmãos Jackson) em 1962. Em dois anos, Michael e seu irmão mais velho Marlon começaram a tocar atabaque e pandeiro, respectivamente. Em 1966, Michael tornou-se o vocalista principal do grupo. Ele tinha então oito anos de idade.

Com Michael à frente, o grupo começou a excursionar fazendo apresentações e venceu um concurso para amadores no Harlem, em Nova York. Os Jackson assinaram seu primeiro contrato de gravação com a Steeltown, uma gravadora local, em 1967, e tiveram seu primeiro sucesso regional com a canção Big Boy em 1968.

Os Jackson 5 foram descobertos por dois grupos musicais da época, Gladys Knight & the Pips e Bobby Taylor & the Vancouvers, que os levaram para a gravadora Motown em 1968. Berry Gordy, chefe da Motown, comprou o contrato da gravadora Steeltown e assinou com os Jackson em março de 1969. Berry Gordy levou os Jackson para a cidade de Los Angeles e os transformou em astros mundiais. Ainda em 1969 os Jackson Five foram apresentados ao grande público por Diana Ross, e foram oficialmente lançados como a próxima grande atração da Motown.

Os primeiros quatro singles do grupo, “I Want You Back” e “ABC” de 1969, e “The Love You Save” e “I’ll Be There” de 1970, todos se tornaram primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos. Outros sucessos incluem “Mama’s Pearl” e “Never Can Say Goodbye” de 1971, “Lookin’ Through the Windows” de 1972, “Get It Together” de 1973 e “Dancing Machine” de 1974.

Os Jackson 5 gravaram catorze álbuns para a Motown, e Michael, Jermaine e Jackie ainda gravaram álbuns solo como parte da “franquia” Jackson Five. Muitos dos sucessos dos Jackson Five foram produzidos por produtores da Motown – Berry Gordy, Freddie Perren, Alphonzo Mizell, Deke Richards e Hal Davis.

A banda teve um sucesso muito grande, mas a falta de interesse e liberdade para o grupo fazer suas próprias músicas por parte da Motown fez o grupo, com exceção de Jermaine, sair da gravadora e assinar um contrato com a EPIC. Depois disso o grupo passou a se chamar The Jacksons.

Em 1975 os irmãos Jackson assinaram um novo contrato com a CBS Records, indo para a divisão Philadelphia International e pouco tempo depois foram para a Epic Records. O novo negócio com a CBS rendeu bons lucros e liberdade de criação, coisas que eles não tinham muito na Motown. Ao saber que os Jackson Five haviam assinado um contrato com outra gravadora, a Motown rescindiu o contrato ficando com os direitos sobre o nome e o logotipo do grupo. Além disso, Jermaine, que havia casado com Hazel, filha de Berry Gordy, optou por permanecer na Motown para seguir carreira solo.

Agora como The Jacksons e o irmão mais novo, Randy, no lugar de Jermaine, os irmãos continuaram sua carreira de sucesso, fazendo turnês internacionais e gravando seis álbuns entre 1976 e 1984. Sucessos desse período incluem “Enjoy Yourself” e “Show You The Way To Go” de 1976, “Blame It on the Boogie” de 1977, “Shake Your Body” (Down to the Ground) de 1978 e “Can You Feel It” e “This Place Hotel” de 1980.

O grupo The Jacksons gravaria o álbum “The Jacksons Live” em 1981 e depois fez uma parada. Jermaine regressou para a gravação e turnê do álbum “Victory” de 1984. Michael Jackson e Mick Jagger participam na música “State Of Shock” que foi o maior êxito desse disco.

No final da década, Michael e Marlon não eram mais membros do grupo, que acabou em 1990. O grupo ainda lançou, em 1989, o álbum “2300 Jackson Street”.

Fonte: Wikipedia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Debbie Reynolds

Debbie Reynolds (Mary Francês Reynolds), atriz, nasceu em El Paso, Texas, Estados Unidos, em 01/04/1932. Em 1948, quando tinha 16 anos, ganhou um concurso de beleza de Miss Burbank, localidade californiana onde morava desde criança.

Esse título lhe deu um contrato com a Warner, estúdio onde obteve uma participação no filme June Bride, que foi o seu de estréia (uma comédia protagonizada por Bette Davis y Robert Montgomery).

Ela nunca tinha dançado, até que foi escolhida por Gene Kelly para protagonizar ao seu lado Sing' In the Rain (1952). O filme se tornou um dos maiores sucessos de todos os tempos e Debbie seguiu fazendo musicais e comédias românticas.


Em 1955 contracenou com Frank Sinatra, em Armadilha Amorosa. Em 1964 foi indicada ao Oscar pelo seu papel em A Inconquistável Molly Brown.

Foi casada com Eddie Fisher, com quem teve dois filhos. Dentre eles, a atriz Carrie Fisher, mais conhecida como a Princesa Leia de Stars Wars. Seu segundo marido foi o magnata Harry Karl.

Com a decadência de sua carreira, seguiu se apresentando nos palcos. Comprou um cassino em Las Vegas e atualmente junta itens de sua coleção para seu próprio Museu, onde constam artigos de filmes, roupas usadas por outros atores, como Judy Garland e memórias.

Filmografia

June Bride (1948)
The Daughter of Rosie O'Grady (1950)
Three Little Words (1950)
Two Weeks with Love *Mr. Imperium (1951)
Singin' in the Rain (1952)
Skirts Ahoy! (1952)
I Love Melvin (1953)
The Many Loves of Dobie Gillis / The Affairs of Dobie Gillis (1953)
Give a Girl a Break (1954)
Susan Slept Here (1954)
Athena (1954)
Hit the Deck (1955)
The Tender Trap (1955)
Meet Me in Las Vegas (1956)
The Catered Affair (1956)
Bundle of Joy (1956)
Tammy and the Bachelor (1957)
This Happy Feeling (1958)
The Mating Game (1959)
Say One for Me (1959)
It Started with a Kiss (1959)
The Gazebo (1959)
The Rat Race (1960)
Pepe (1960)
The Pleasure of His Company (1961)
The Second Time Around (1961)
How the West Was Won (1962)
Mary, Mary (1963)
My Six Loves (1963)
The Unsinkable Molly Brown (1964)
Goodbye Charlie (1964)
The Singing Nun (1966)
Divorce American Style (1967)
How Sweet It Is! (1968)
What's the Matter with Helen? (1971)
Charlotte's Web (1973) (voz)
Busby Berkeley (1974) (documentário)
That's Entertainment! (1974)
Kiki's Delivery Service (1989) (voz na versão em inglês de 1998)
The Bodyguard (1992)
Jack L. Warner: The Last Mogul (1993) (documentário)
Heaven & Earth (1993)
That's Entertainment! III (1994)
Mother (1996)
Wedding Bell Blues (1996)
In & Out (1997)
Halloweentown (1998)
Fear and Loathing in Las Vegas (1998)
Zack and Reba (1998)
Rudolph the Red-Nosed Reindeer: The Movie (1998) (voice)
Keepers of the Frame (1999) (documentário)
Rugrats in Paris: The Movie (2000) (voz)
Halloweentown II: Kalabar's Revenge (2001)
Cinerama Adventure (2002) (documentário)
Connie and Carla (2004)
Halloweentown High (2004)
Return to Halloweentown (2006)
Mr. Warmth: The Don Rickles Project (2007) (documentário)
The Jill & Tony Curtis Story (2008) (documentário)
Blaze of Glory (2008) (voz)
The Brothers Warner (2008) (documentário)
Fay Wray: A Life (2008) (documentário)
Broadway: Beyond the Golden Age (2009) (documentário)
One for the Money (2011)(Vovó Mazur)

Fonte: Wikipedia; alohacriticón; Cinema Clássico.

terça-feira, 26 de julho de 2011

BB, a eterna musa francesa

Bardot determinou de forma decisiva a imagem da mulher no final dos anos 1950 e início da década de 60. Era uma garota de aspecto natural com um enorme sex appel, misto de leviandade e ingenuidade. Com cabelos loiros despenteados, lábios carnudos e grandes olhos escuros, Brigitte encarnou perfeitamente a mistura fascinante da ninfeta com a femme fatale.

Brigitte Bardot (Brigitte Anne-Marie Bardot), atriz, cantora e ativista, nasceu em Paris, França, em 28/09/1934. Conhecida mundialmente por suas iniciais, BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 50 e anos 1960. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública.

Seu pai, Louis Bardot, foi um industrial da alta burguesia francesa. Sua mãe, Anne-Marie, era quatorze anos mais jovem que seu pai e casaram-se em 1933. Ela recebeu influência da mãe nas artes da dança e música. Em 1947, foi aceita no conservatório de dança e música de Paris (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e cursou as aulas de balé por três anos.

Com o apoio e incentivo da mãe, começou a fazer trabalhos de moda em 1949, aos quinze anos, e em 1950 foi capa da edição de março da revista Elle francesa, trabalho que chamou a atenção do então jovem cineasta Roger Vadim. Vadim mostrou a capa da revista ao cineasta e roteirista Marc Allégret, que convidou Brigitte para um teste para seu filme Les lauriers sont coupés. BB foi escolhida para o papel, mas o filme acabou não sendo realizado. Mesmo assim, esta oportunidade fez com que ela pensasse em se tornar atriz. Mais do que isso, seu encontro com Vadim, que assistiu ao teste, iria influenciar sua carreira e sua vida.

BB tinha apenas 18 anos quando estrelou seu 1o. filme em 1952.

Brigitte estreou no cinema aos 17 anos no filme Le Trou normand (1952) e no mesmo ano, após dois anos de namoro à revelia dos pais, casou-se com Roger Vadim. Em seu segundo filme, Manina, la fille sans voile , suas cenas de biquíni fizeram com que seu pai recorresse à Justiça para impedir que as cenas fossem levadas ao cinema, sem sucesso.

Entre 1952 e parte de 1956 ela fez dezessete filmes, nenhum de grande sucesso, dramas românticos ou históricos, sendo três filmes em inglês, entre eles Helena de Tróia, mas foi o grande centro de atenção da mídia presente ao Festival de Cannes de 1953. Vadim não estava contente com isso e achava que Bigitte estava sendo subestimada pela indústria. A nouvelle vague francesa, inspirada no neo-realismo italiano, estava começando a crescer internacionalmente e ele, acreditando que Bardot poderia estrelar filmes de arte nessa linha, a escalou para o papel principal de seu novo filme, E Deus Criou a Mulher (1956), com a então jovem sensação masculina do cinema francês, Jean-Louis Trintignant. O filme, sobre uma adolescente amoral numa pequena e respeitável cidade do litoral, fez um grande sucesso - e causou grande escândalo - mundial, transformando BB num sex-symbol, com suas cenas de nudez correndo as telas de cinema de todo o mundo.

Na moralista Hollywood dos anos 1950, onde o maior símbolo sexual, Marilyn Monroe, no máximo havia aparecido nas telas de maiô, seu perfil erótico a transformou numa aposta arriscada para os estúdios, e isso, além de seu sotaque e seu inglês limitado, a impediram de fazer uma grande carreira no cinema dos Estados Unidos. De qualquer modo, ela se tornou a mais famosa atriz européia nos Estados Unidos e permanecer na França beneficiou sua imagem.

Durante a década de 1960, quando a Europa, principalmente Londres e Paris, começou a ser o novo centro irradiador de moda e comportamento e Hollywood saiu por um tempo da luz dos holofotes, ela acabou eleita a deusa sexual da década. Verdadeiro ou falso, nesta época se dizia que Brigitte Bardot era mais importante para a balança comercial francesa que as exportações da indústria automobilística do pais.


Bardot se divorciou de Vadim em 1957 e dois anos depois casou-se com o ator Jacques Charrier, que lhe deu seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier, e com quem estrelou Babette vai à Guerra (1959). Seu casamento foi alvo constante dos paparazzi e houve choques e mudanças no rumo de sua carreira. Seus filmes se tornaram mais substanciais, mas isto trouxe uma grande pressão tornando dúbio o seu status de celebridade do cinema, pois ao mesmo tempo em que tinha aclamação da crítica na França, continuava sendo a bombshell glamourosa para o resto do mundo.

Em 1962, filmou com Louis Malle e Marcello Mastroianni Vida Privada, um filme quase autobiográfico sobre uma celebridade do cinema sem vida pessoal, graças a perseguição constante da imprensa. Pouco depois deste filme , BB retirou-se da vida agitada das metrópoles európéias para uma vida de semi-reclusão, mudando-se para uma mansão (La Madrague) em Saint Tropez, no sudoeste da França.

Em 1963 ela estrelou o aclamado filme de Jean-Luc Godard, O Desprezo, e pelo resto da década seu mito de ícone sexual foi alimentado por filmes como Histórias Extraordinárias, com Alain Delon, Viva Maria! com Jeanne Moreau e As Noviças, com Annie Girardot, entre outros e vários musicais de televisão e gravações de discos produzidos por Sacha Distel e Serge Gainsbourg.


Em 1973, pouco antes de completar quarenta anos, Brigitte anunciou que estava encerrando sua carreira. Após mais de cinquenta filmes e de gravar dezenas de discos, ela recolheu-se a La Madrague definitivamente, escolheu usar a fama pessoal para defender os direitos animais e tornou-se vegetariana. Em 1977 atraiu atenção mundial para sua causa ao denunciar in-loco o massacre de bebês-foca no norte do Canadá.


Em 1986, ergueu uma fundação, Fondation Brigitte-Bardot, declarada de utilidade pública pelo governo francês em 1992, e que em 1995 nomeou o Dalai Lama como seu membro honorário. Entre 1989 e 1992, BB também apresentou na TV francesa uma série chamada S.O.S. Animaux, co-patrocinada por sua fundação. Entre outras causas, ela atuou e liderou campanhas contra a caça das baleias, as experiências em laboratório com animais, pela proibição de brigas autorizadas entre cães e contra o uso de casacos de pele.

Entusiasta e apoiadora da política de Charles de Gaulle nos anos 1960, principalmente no tocante à independência da Argélia, nos anos 1990 entretanto, suas posições políticas e sociais, sobre a imigração árabe e a homossexualidade, lhe causaram diversos processos e lhe custaram muito da popularidade conquistada no cinema e em seu ativismo pró-animais, sendo uma personalidade hoje antipatizada pela nova geração dos franceses. Seu livro autobiográfico de 1996, grande sucesso de vendas na França, trazia diversas referências e críticas principalmente ao Islamismo.

Hoje casada com um ex-conselheiro do Partido Nacional de Jean-Marie Le Pen, representante da extrema-direita francesa, entre 1997 e 2003 ela foi processada por diversas entidades muçulmanas, devido a suas críticas aos imigrantes islamitas do país, ao crescimento do número de mesquitas, ao sacrifício de animais usado em vários de seus rituais e foi acusada de racismo e suposto incitamento anti-racial contra imigrantes, chegando a ser condenada a pagar 5.000 euros de multas em corte.


Por comentários recebidos como insultuosos aos homossexuais, feitos em seu livro de 2003, A Scream in the Silence, que também trata da 'islamização' da França, foi processada por entidades de defesa de minorias.


Em junho de 2008, BB foi pela quinta vez condenada num processo de incitação ao racismo por um tribunal de Paris, sendo obrigada a pagar 15 mil euros de multa. Os protestos de Bardot tem a ver com os rituais muçulmanos de sacrifício de animais, durante a tradicional festa Eid ul-Adha, realizada pelos imigrantes de países islâmicos que vivem no país.


Em Outubro de 2010 foi anunciado na imprensa que Brigitte Bardot pretende candidatar-se à presidência francesa nas eleições de 2012, liderando um grupo ecologista. O jornal Le Parisien, acrescenta que a atriz recebeu a proposta de ser a cara da Alianza Ecologista Independente, uma formação verde dirigida por Antoine Waechter, um conhecido ecologista.

Além de ser a responsável pela popularização de Saint Tropez, na França, ao se mudar para lá no começo dos anos 1960, no verão de 1964 Brigitte Bardot também mudou a vida de uma pequena cidade do litoral do Rio de Janeiro chamada Armação dos Búzios, onde ficou hospedada em suas visitas pelo Brasil, na companhia do namorado Bob Zaguri, um playboy e produtor marroquino que viveu muitos anos no Brasil. Depois da visita de BB, acompanhada diariamente pela imprensa e recheada de fotografias, Búzios foi 'descoberta', virou município e tornou-se um dos pontos mais sofisticados e procurados do verão brasileiro, inclusive por estrangeiros.

Em sua homenagem , a Prefeitura local criou a Orla Bardot, na Praia da Armação, e instalou ali uma estátua de bronze da atriz em tamanho natural. O único cinema do sofisticado balneário leva o nome da atriz. Em sua biografia, ela deixou registrado que os períodos passados na região foram as épocas mais lindas de sua vida. Em 2008 foi filmado o curta-metragem Maria Ninguém sobre a ida de Brigitte Bardot ao Balneário de Búzios, com Fernanda Lima interpretando BB.

Ela é reconhecida por ter popularizado o biquíni usando-o em seus primeiros filmes, nas aparições em Cannes e em dezenas de fotos de revistas.

BB era idolatrada por John Lennon e Paul McCartney, que fizeram planos de fazer um filme dos Beatles junto com ela, nunca realizado, na linha de Os Reis do Iê-Iê-Iê... As primeiras esposas dos dois, Cynthia Lennon e Jane Asher, usavam seus cabelos inspirados na cor e no corte do usado por BB. Ela e Lennon encontraram-se num hotel uma vez em 1968, apresentados pelo agente de imprensa dos Beatles. Segundo ele contou mais tarde em memória, nenhum dos dois impressionou o outro: 'Eu estava numa viagem de ácido e ela estava de saída'.

Em 1970, o escultor francês Alain Gourdon usou Brigitte como modelo para o busto de Marianne, o emblema nacional da França.

Bob Dylan dedicou a ela, como consta nos créditos de seu primeiro disco, a primeira música que compôs na vida. Além disso, seu nome consta em dezenas de músicas feitas por artistas tão diversos como Elton John, Billy Joel, Red Hot Chili Peppers, The Who, Caetano Veloso e Tom Zé, entre outros.




Fontes: Wikipedia - A enciclopédia livre; Terra Famosos.