segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Marcos de Mendonça, a classe sob as traves

"Era um menino triste. Todos os amigos e irmãos corriam atrás da bola, menos ele. Proibição médica, pois ele tivera febre amarela, infecção nos pulmões, e pequenos transtornos cardíacos. 'Todo mundo me enchia de cuidados, impedindo-me de fazer grandes esforços. Mas, eu queria jogar futebol, e achei que no gol seria menos exigido', contou tempos depois. Nasceu assim o maior guarda-metas dos primórdios do futebol brasileiro.”

Com excelente sentido de colocação, ótima visão das jogadas e uma mistura precisa de arrojo e segurança, Marcos mudou a concepção de que jogar no gol era apenas para os pernas-de-pau.

Também iniciou a tradição de goleiros-galãs. Elegante, arrebatava corações femininos, principalmente quando entrava em campo com uma fitinha roxa amarrada no calção.

Marcos Carneiro de Mendonça, historiador, escritor e futebolista, nasceu em Cataguases, em 25/12/1894, e faleceu no Rio de Janeiro em 19/10/1988. Foi o primeiro goleiro da Seleção Brasileira e detém até os dias atuais o título de goleiro mais jovem a ser selecionado, pois tinha 19 anos quando de seu primeiro jogo, contra o Exeter City, da Inglaterra em 21 de Julho de 1914. Foi titular por nove anos, conquistando os campeonatos sul americanos de 1919 e 1922.

Marcos começou a sua carreira no time do Haddock Lobo, com a fusão deste clube ao América Futebol Clube passou a defender o time rubro, onde foi campeão carioca de 1913. Tinha 1,87 m.

A poetisa Anna Amelia e Marcos
Assim como outras dezenas de sócios e atletas do América, descontentes com a diretoria, Marcos se transferiu para o Fluminense F. C. em 1914, tendo sido seu goleiro titular até 1922. Em 127 jogos nesse período, sofreu 164 gols e foi tricampeão carioca em 1917/1918/1919.

Casado com a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça, pai da crítica teatral Bárbara Heliodora, uma das maiores especialistas em Shakespeare, que escreve semanalmente, coluna no jornal O Globo. Após encerrar a sua carreira, Marcos trabalhou como historiador e foi presidente do Fluminense, conquistando como dirigente, o bicampeonato carioca em 1940/41.

Títulos

América RJ - Campeonato Carioca: 1913; Fluminense - Campeonato Carioca: 1917, 1918 e 1919; Seleção Brasileira - Copa Roca: 1914 / Campeonato Sul-Americano: 1919 e 1922

Fontes: Wikipédia; Revista Placar.

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