terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vinho tinto seco, doce ou suave?

Cada tipo de vinho nada tem a haver com a terminologia. O seco é aquele vinho chamado de tranqüilo, o vinho de mesa fino. Aquele que você fala “tomei um malbec, um cabernet sauvignon, um merlot”, no caso dos tintos ou então chardonnay, riesling, sauvignon blanc, no caso dos brancos.

Vinho suave é vinho doce. Aquele vinho açucarado. Os chamados “vinhos dos padres”, os vinhos de garrafão. Aquele vinho que tem adicionado 20 gramas de açúcar por litro. Isso é sete vezes mais que o açúcar natural do vinho fino seco de mesa. E isso dá muita confusão com vinho doce. Na verdade, vinho tinto doce é vinho do Porto, que não tem açúcar, fica doce pelo elevado teor alcoólico, acima de 18% de álcool. De 15% até 18% chama-se de vinho fortificado, que também pode ficar doce ou seco! Agora, vinho suave é quando se acrescenta açúcar.

Mas também existe o Porto seco e branco que, para aperitivo, é muito bom. Chama-se dry white e é ótimo para abrir o apetite! Agora, o vinho doce de sobremesa, os late harvest, colheita tardia, ice wine, tokaj, sauternes, Pedro Ximenes, são todos vinhos doces naturais, não levam açúcar. É a uva que passa da época, concentra açúcar dela própria e o vinho ganha esse doce natural e delicioso.

Ou seja, vinho tinto seco é aquele que tem marca e o nome da uva escrito ou então é conhecido pela origem, como Bordeaux e Borgonha na França, pelos produtores na Itália, em Portugal, etc. O vinho tinto doce é o fortificado ou do Porto e o vinho tinto suave tem acréscimo de açúcar e é comumente identificado como vinho de garrafão ou chapinha.

Mas existe o vinho tinto doce e frisante. É um Lambrusco, frisante de tinto. Também leva adição de açúcar, mas tem só 8% de álcool, porque não é feita a segunda fermentação, como os espumantes. Sai pelo método do Asti.

Uma pesquisa muito curiosa, que saiu em 2009, feita por cientistas australianos e britânicos e publicada na Inglaterra, descobriu que as pessoas com predileção pelos vinhos de sabor doce tendem a impulsividade. Já os adeptos dos vinhos secos seriam mais abertos. Esse estudo foi feito com 45 pessoas e, segundo os pesquisadores, a preferência pelo sabor doce varia ao longo da vida. Ela é maior na infância e vai reduzindo no final da adolescência. Como na degustação de vinho trabalha-se muito a memória afetiva da infância, talvez seja essa uma das razões pela preferência pelo vinho adocicado.

Fonte: Gourmet Brasília.

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