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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sílvio Vieira

O barítono Sylvio Vieira
Teatro Municipal - 1950
Sílvio Vieira, cantor e compositor, nasceu em 28/05/1899, em São Paulo SP, e faleceu na mesma cidade em 07/02/1970. Barítono famoso por suas apresentações no Teatro Municipal, acabou enveredando pela música popular.

Iniciou a carreira artística na segunda metade da década de 1920. Estreou em disco pela Odeon em 1926 cantando de Freire Júnior a toada-fado Gostar de alguém. Em seguida, gravou as canções Um passeio à luz do luar, de Freire Júnior; A casinha (A casinha da colina), de motivo popular; Noite de núpcias, de Hekel Tavares e Ai xixi, de  Pedro de Sá Pereira.

Em 1928, gravou com acompanhamento da Orquestra Rio Artists o reconto La calesera, de Francisco Alonso, e o tango Caminheiro, de E . de Bianco. Em 1930, foi contratado pela Victor e lançou com acompanhamento da Orquestra Victor de Salão as canções Gostar de uma mulher, de Bernardo Ferreira e A . Barbosa e A vizinha da água furtada, de P. Coelho e M. Siqueira. Em seguida, com a Orquestra Victor Brasileria de Concertos gravou O Guarani (Canção dos aventureiros), de Carlos Gomes e Paganini (Se uma boca eu beijar), de Franz Lehar com adaptação sua. Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento de orquestra as canções Fonte abandonada, de Pixinguinha e Cândido das Neves, e Cafezal em flor, de Pixinguinha e Eugênio Fonseca.

Ainda em 1930, ingressou na Parlophon e gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara a valsa Pelo teu pecado, de Joubert de Carvalho e com acompanhamento do grupo Muchachos Del Plata da Argentina o tango Sulamita, de Mário Lopes de Castro. Em seguida, gravou com a Orquestra Guanabara os hinos Brasil unido, de Plínio Brito e Domingos Magarinos; 24 de outubro, de sua autoria e Mário Lopes de Castro e Vai soldado, de Luiz Melaço e Antônio de Lima Júnior e a marcha O soldado brasileiro, de Plínio Brito e Domingos Magarinos. Também nesse ano, gravou dois discos na Brunswick com as canções Canção discreta e Meu amô foi simbora, de Henrique Vogeler; a toada-canção Eu tenho fé, parceria sua com Henrique Vogeler e a toada É na viola que chora, de sua autoria.

Em 1931, gravou com acompanhamento de orquestra as canções Vagabundo, de Bernardino Vivas e Joraci Camargo e Minha favela, de Pedro de Sá Ferreira e Marques Porto e Lo Schiavo - Ária do Iberê (I) e Lo Schiavo - Ária do Iberê (II). Nesse ano, gravou as canções Na malandragem eu nasci, de Augusto Vasseur e Luiz Peixoto e Naquele altar, de Aldo Taranto.

Gravou em 1932 com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira as canções Frô de ipê, de Bonfiglio de Oliveira e Nelson de Abreu e Como é lindo o teu olhar, de André Filho. No ano seguinte, gravou com acompanhamento do grupo do Canhoto de Rogério Guimarães a canção Flor que ninguém colheu, de Joubert de Carvalho e com o grupo Diabos do Céu a valsa Felicidade, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.

Em 1950, após dezessete anos longe das gravações, lançou pela Victor um último disco com as canções Ave Maria I e Ave Maria II, de Alfredo d'Albuquerque. Gravou 21 discos com 20 músicas pelas gravadoras Odeon, Brunswick, Parlophon e Victor.




Músicas no playlist

01 Gostar de alguém (tango) - Freire Júnior / Gravadora Odeon / Álbum 123082 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 02 Um passeio à luz do luar (fox) - Freire Júnior / Gravadora Odeon / Álbum 123115 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 03 O guarany ( canção dos aventureiros ) (valsa) - Carlos Gomes / Gravadora Victor / Álbum 33286 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 04 Gostar de uma mulher (canção) - A. Barbosa e Bernardo Ferreira / Gravadora Victor / Álbum 33276 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 05 A vizinha da água furtada (canção) - P. Coelho e M. Siqueira / Gravadora Victor / Álbum 33276 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 06 Paganini ( se uma boca eu beijar ) (canção) - F. Lehar e Sílvio Vieira / Gravadora Victor / Álbum 33286 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 07 Canção discreta (canção) - Henrique Vogeler / Gravadora Brunswick / Álbum 10040 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado A / Disco 78 rpm; 08 Meu amô foi simbora (samba) - Henrique Vogeler / Gravadora Brunswick / Álbum 10040 / Gravação 00/1930 / Lançamento 00/1930 / Lado B / Disco 78 rpm; 09 Frô de ipê (canção) - Bonfíglio de Oliveira e Nelson de Abreu / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33558 / Gravação 29/04/1932 / Lançamento 06/1932 / Lado A / Disco 78 rpm; 10 Como é lindo o teu olhar (canção) - André Filho / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33558 / Gravação 29/04/1932 / Lançamento 06/1932 / Lado B / Disco 78 rpm; 11 Flor que ninguém colheu (tango canção) - Joubert de Carvalho / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33710 / Gravação 15/09/1933 / Lançamento 10/1933 / Lado A / Disco 78 rpm; 12 Felicidade (valsa) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Acompanhamento Orquestra Victor Brasileira / Gravadora Victor / Álbum 33710 / Gravação 20/07/1933 / Lançamento 10/1933 / Lado B / Disco 78 rpm.

Obra

24 de outubro (c/ Mário Lopes de Castro); É na viola que chora; Eu tenho fé (c/ Henrique Vogeler).

Discografia

(1950) Ave Maria (I) / Ave Maria (II) - Victor - 78;  (1933) Flor que ninguém colheu / Felicidade - Victor - 78;  (1932) Frô de ipê / Como é lindo o teu olhar - Victor - 78;  (1931) Vagabundo / Minha favela - Victor - 78;  (1931) Lo Schiavo - Ária do Iberê (I)/ Lo Schiavo - Ária do Iberê (II) - Victor - 78;  (1931) Na malandragem eu nasci / Naquele altar - Victor - 78; (1930) Gostar de uma mulher/A vizinha da água furtada - Victor - 78; (1930) O Guarani (Canção dos aventureiros)/Paganini (Se uma boca eu beijar) - Victor - 78; (1930) Fonte abandonada / Cafezal em flor - Victor - 78; (1930) Todas as rosas - Victor - 78; (1930) Pelo teu pecado / Sulamita - Parlophon - 78; (1930) Brasil unido / O soldado brasileiro - Parlophon - 78; (1930) 24 de outubro / Vai soldado - Parlophon - 78; (1930) Canção discreta / Meu amô foi simbora - Brunswick - 78; (1930) Eu tenho fé / É na viola que chora - Brunswick - 78; (1928) La calesera / Caminheiro - Odeon - 78; (1926) Gostar de alguém - Odeon - 78; (1926) Um passeio à luz do luar - Odeon - 78; (1926) A casinha (Casinha da colina) - Odeon - 78; (1926) Noite de núpcias - Odeon - 78; (1926) Ai xixi - Odeon - 78.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982; VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 1. Rio de Janeiro: Martins, 1965.

Rubens de Falco

Rubens de Falco (Rubens de Falco da Costa), ator, nasceu em São Paulo, SP, em 19/10/1931, e faleceu na mesma cidade, em 22/02/2008. Mais conhecido pela interpretação do vilão Leôncio Almeida, na novela televisiva de sucesso internacional, A Escrava Isaura, era neto de italianos e foi educado na cidade natal, começando a assistir espetáculos teatrais aos 14 anos.

Iniciou sua carreira (1951) estreando a peça Ralé, de Gorki, no Teatro Brasileiro de Comédia e Antígona, de Sófocles, sob a direção de Adolfo Celli. Participou das atividades do grupo Os Jograis de São Paulo (1955), ao lado de nomes como Armando Bogus, Rui Afonso, Italo Rossi e Felipe Wagner. 

Integrou o elenco de várias peças teatrais, inclusive da montagem original de Os Ossos do Barão (1963), de Jorge Andrade, ainda no TBC. Seu reconhecimento definitivo de crítica e público veio quando começar a atuar na televisão, sendo freqüentemente escalado para papéis em telenovelas. 

Estreou em Maria Antonieta (1961) e atingiu o auge na primeira versão da novela Escrava Isaura (1976), em que a atriz Lucélia Santos viveu a personagem título da novela, e ele ficou consagrado como o grande vilão da teledramaturgia brasileira. 

Outras participações marcantes em telenovelas de sucesso foram em A Rainha Louca (1967), A Última Valsa (1969), O Grito (1975), O Astro (1978), A Sucessora (1978), Gaivotas (1979) e interpretou o famoso Barão de Araruna na primeira versão da novela Sinhá Moça (1986). 

Também trabalhou na segunda versão de Escrava Isaura, na Rede Record (2004), então no papel de Comendador Almeida, o pai do vilão Leôncio. Participou também de Brida, baseada na obra de Paulo Coelho, pela extinta TV Manchete. 

Além da Globo, ao longo da carreira autuou na redes de televisão Tupi, Excelsior, Bandeirantes, SBT e Record, participando de mais de 20 novelas e de algumas minisséries para TV, entre elas Os Maias (1979), Padre Cícero (1984), Grande Sertão: Veredas (1985) e Memorial de Maria Moura (1994), seu último trabalho no gênero. 

No cinema estreou em uma pequena ponta no filme Apassionata (1952), de Fernando de Barros, pela lendária Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Esta estréia foi seguida de participações em mais de 30 filmes, entre eles Floradas na Serra (1954), O capanga (1958), Essa Gatinha é Minha (1966), A Difícil Vida Fácil (1972), Coronel Delmiro Gouveia (1978), Pixote, a lei do mais fraco (1981) e Monge e a Filha do Carrasco (1996). Seu último trabalho foi como o deputado Ernesto Alves em Fim da linha, longa-metragem de Gustavo Steinberg com estréia nos cinemas depois de sua morte. 

Solteiro, sem filhos e sofrendo com os graves problemas de saúde, depois de uma parada cardíaca provocada por uma embolia, morreu aos 76 anos, no Centro Integrado de Atendimento ao Idoso - CIAI, no Morumbi, em São Paulo, mesmo local onde, cerca de dois anos atrás, fora hospitalizado para tratar de problemas decorrentes de um acidente vascular cerebral e do qual nunca mais havia se recuperado. O corpo do ator foi velado e enterrado no Cemitério da Consolação, em São Paulo.

Fontes: Wikipedia; http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/RubdFalc.html.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Renata Fronzi

Renata Fronzi (Renata Mirra Ana Maria Fronzi Ladeira), atriz, nasceu em Rosario, Argentina, em 01/08/1925, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 15/04/2008. Os avós e os pais eram artistas italianos de teatro e Renata nasceu em uma excursão, quando os pais estavam na província de Santa Fé, na Argentina.

Começou sua vida artística estudando balé no Teatro Municipal de São Paulo. Estudou no famoso colégio italiano Dante Alighieri. Mas logo a família se mudou para Santos e para lá foi a menina. Era uma garota forte, atlética, mais do que bonita. Em Santos se encantou com a natação.

Em teatro participava, às vezes, das montagens do pai em clubes “doppo lavoro” . Foi aí que conheceu Heitor de Andrade, que era de Rádio e depois da Televisão Tupi. Era teatro amador o que fazia. Estava com 15 anos. Estreou profissionalmente na Companhia de Eva Todor, na peça “Sol de Primavera”. De personalidade muito alegre e risonha, ainda que tremesse de medo de entrar em cena, Renata divertia a todos.

Os pais se transferiram para o Rio de Janeiro a convite do famoso Walter Pinto. Renata veio junto. Aí ela cantava, fazia esquete, dançava e se saia muito bem. Ficou estrela da Companhia de Revista. Depois excursionou para Buenos Aires, mas voltou, pois o pai falecera.

No Rio de Janeiro, de volta, conheceu o grande amor de sua vida, César Ladeira, grande nome do cenário artístico nacional.

Renata então entrou definitivamente para a televisão. Fez: “Teatrinho Trol", de Fábio Sabag. Sua carreira prosseguiu e ela entrou para o seriado “Família Trapo”, na TV Record de São Paulo, sucesso absoluto, na época. Era como se fosse um teatro, com público, televisionado. E era comédia. Renata estava no seu ambiente, fazendo o que gostava de fazer.

Depois, já na Globo fez: “Faça humor, não faça guerra”, “Chico City”, programa de Chico Anysio. E fez também novelas, como: “Minha doce namorada”, “O rei dos ciganos”. Aí veio “O Bronco”, outro seriado de humor, em São Paulo, ao lado de Ronald Golias. Não deixou, porém, de participar de coisas sérias, como a novela “O Semi Deus”, por exemplo, “Chega mais”, “Dulcineia vai a guerra”. Isso não só na Globo, como na TV Bandeirantes de São Paulo.

Intercalou seu trabalho na televisão, com participações no cinema, e fazia também teatro. Voltou às novelas, foi dirigida por Henrique Martins, na novela “Jogo da Vida”, “Pão pão, beijo beijo” , “Transas e Caretas”, “Corpo a corpo”, e tantas outras.

Achou tempo de fazer mais de 30 filmes. Desses os que se lembra com mais ternura foram: “Treze cadeiras”, com Oscarito, “Carnaval em lá maior”, “Guerra no Samba”, “De pernas pro ar”, “Hoje o galo sou eu”, “Vai que é mole”, “Quero essa mulher assim mesmo”, “Ässim era a Atlântica”, etc...

Renata Fronzi morreu aos 82 anos da síndrome de disfunção múltipla de órgãos, que foi provocada pela diabetes, em 15 de abril de 2008, no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ela estava internada na unidade de terapia intensiva do hospital desde 1 de abril de 2008.

Teledramaturgia

1999/2001 - Zorra Total
1995 - A Idade da Loba
1997 - Malhação
1994 - Quatro por Quatro
1994 - Memorial de Maria Moura
1991 - A História de Ana Raio e Zé Trovão
1990 - Mico Preto - Amelinha
1984 - Corpo a Corpo
1983 - Pão Pão, Beijo Beijo
1981 - Jogo da Vida
1980 - Chega Mais
1978 - Pecado Rasgado
1974 - Corrida do Ouro
1966/67 - O Rei dos Ciganos

Alguns filmes

Salário Mínimo (1970).
Treze Cadeiras (1957)
Garotas e Samba (1957)
Vai que É Mole (1960)

Séries

Família Trapo, Rede Record (1967-1970)
Bronco, Rede Bandeirantes (1987-1990)
Marido de Mulher Boa

Fontes: Net Saber - Biografias; Wikipédia.