terça-feira, 1 de maio de 2012

A revolucionária vacina anti-idade

Rugas e marcas de expressão sempre foram motivos de preocupação para a maioria das mulheres. Por isso, novos tratamentos e alternativas que prometem suavizá-las surgem todos os dias no mercado.

Agora, uma das mais recentes novidades para o público feminino é a VC System, mais conhecida como vacina anti-idade.

Apesar do nome, a vacina não é aplicada com agulhas, mas por uso tópico com produtos dotados de princípios ativos, como o biopeptídeos, capazes de promover a reestruturação celular e a reconstrução da estrutura da pele, aumentando a presença de colágeno (substância que fortalece os tecidos do corpo) e elastina (proteína que confere flexibilidade) à cútis.

Como funciona?

O mais novo aliado das mulheres na batalha contra as rugas é, na verdade, um kit formado por quatro produtos: o VC Powder (substância em pó que aumenta e traz de volta as ondulações características da pele jovem), o VC Active (elemento que ativa as células-tronco adultas da epiderme e protege as existentes), o VC Esimucell (sérum que aumenta a capacidade de defesa das células) e o VC Tópica (creme que inibe as enzimas que degradam as redes de colágeno e repõe o manto hidrolipídico da pele).

"Para ter eficácia, o tratamento dura, em média, um mês. Os produtos são aplicados em quatro sessões na clínica estética e, depois, continuam sendo administrados em concentrações menores pela própria cliente", explica Andreza Russo, consultora da Beauty Ville Esthetic, de Campinas, São Paulo.

Mesmo sendo aparentemente simples, o procedimento conhecido como vacina antirrugas deve ser feito com bastante atenção e alguns cuidados especiais. "Para que os resultados apareçam, a pele deve ser bem higienizada e os cremes aplicados separadamente, em camadas, respeitando um tempo médio de 15 minutos para a absorção das substâncias", ressalta Andreza.

Mito ou verdade?

Apesar da promessa de ótimos resultados, a vacina anti-idade à base de cremes não tem agradado os especialistas no assunto. Para Valcinir Bedin, dermatologista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento (CIPE), o tratamento não passa de uma peça de marketing.

"Chamar esse procedimento de vacina faz com que as pessoas pensem que ele evita as rugas, o que é uma inverdade, pois os biopeptídeos (principais ativos do produto) causam apenas um inchaço temporário na pele que dá a falsa impressão que a ruga desapareceu, mas o efeito é muito rápido e fugaz", alerta.

Ficha técnica

Nome do tratamento: VC System ou vacina anti-idade
Indicação: tratamento feito à base de cremes que combatem as rugas e marcas de expressão
Preço médio: R$ 800 a R$ 1.200 para o tratamento completo
Sessões necessárias: quatro sessões, uma vez por semana
Benefícios: redução das rugas, rejuvenescimento da pele, restauração celular, produção de colágeno 

Fonte: Agência Hélice/ Terra

Vício em internet e o risco de depressão

Adolescentes que passam tempo demais na Internet têm quase 50% mais chances de desenvolver depressão do que usuários moderados, segundo um estudo chinês. O pesquisador Lawrence Lam disse que adolescentes que passam de 5 a 10 horas por dia conectados apresentam agitação quando não estão na frente do computador e perdem o interesse pelas interações sociais.

"Eles não conseguem tirar a cabeça da Internet, sentem-se agitados se não voltam após um curto período distantes", disse por telefone o psicólogo da Escola de Medicina da Universidade Notre Dame, de Sydney. "Eles não querem ver amigos, não querem participar de reuniões familiares, não querem passar tempo com pais e irmãos", acrescentou.

O estudo envolveu 1.041 adolescentes de 13 a 18 anos em Guangzhou, no sul da China. Nenhum deles tinha depressão no começo do estudo. Nove meses depois, 84 apresentavam a doença, e os que passavam tempo demais na Internet eram 50% mais vulneráveis que os usuários moderados.

Lam, que trabalhou em parceria com Zi-wen Peng, da Universidade Sun Yat-sem, de Guangzhou, disse que a falta de sono e o estresse causado pelos jogos online podem explicar a tendência depressiva. "Quem passa tempo demais na Internet perde o sono, e é um fato muito bem estabelecido que quanto menos se dorme, maiores as chances de depressão", disse Lam.

Segundo ele, foi a primeira vez que um estudo examinou aspectos patológicos do uso da Internet como possível causa da depressão. Um estudo anterior havia apontado a depressão como possível fator causal para o vício em Internet, e outros estudos haviam demonstrado uma correlação entre ambas as coisas, mas sem definir claramente o que era causa e o que era consequência.

Lam disse que as escolas deveriam ficar atentas aos alunos que estejam viciados em Internet para lhes oferecer tratamento e orientação.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Beatriz Costa, a vedete de dois países

– Me pega no colo!...

Pega-me ao colo é uma frase simples, infantil. Mas se quem a diz é Beatriz Costa, que feito menina mimada pede colo aos espectadores, a tal frase simples entra no vocabulário popular, passa a ter os mais inesperados significados. E uma revista que se vai estrear, nesse ano de 1938, terá  inevitavelmente como título Pega-me ao colo.

Beatriz Costa nasceu Beatriz da Conceição em 14 de dezembro de 1907, em Portugal, numa aldeia chamada Charneca do Milharado, relativamente perto de Lisboa. 

Aos 15 anos estreou, com o apoio da família, como corista do teatro de revista, em Chá com Torradas, no Éden Teatro de Lisboa, seguindo em excursão com a companhia para o Alentejo e para o Algarve. Foi o famoso revisteiro Luís Galhardo quem a batizou com o nome artístico de Beatriz Costa.

Em 1924, ela já estava atuando no Teatro Maria Vitória de Lisboa, na revista Rés Vês e sendo preparada para fazer números mais importantes, pois a mocinha levava muito jeito e evoluía rapidamente.

No dia 24 de julho de 1924 embarcou, com a companhia, no navio Lutelia rumo ao Brasil. Ficou aqui até 1926. Estreou no Rio de Janeiro com as revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo. Pela sua graça e interpretação foi bem recebida pelo público e pela imprensa carioca. Consolidou seu nome e sucesso com revistas e operetas como Piparote; Disparate; Aqui d’el Rei; O 31; De Capote e Lenço; Tintim por Tintim; O Gato Preto; As 11 Mil Virgens; Rataplan.

No entanto, não foi dessa vez que Beatriz Costa ficou no Brasil. Voltando a Portugal, com reputação de grande artista, passou por várias companhias ao lado de renomados artistas, como Nascimento Fernandes, Manoel de Oliveira e Eva Stachino, quando obteve grande popularidade com o número D. Chica e Sr. Pires, ao lado de Álvaro Pereira.

Em 1927, talvez influenciada pelo furor que o corte à la garçonne de Margarida Max provocou, Beatriz Costa estreou no cinema, com um novo corte de cabelo que se tornaria sensação entre as mulheres: o franjão. A partir daí, como se diz em Portugal, toda a gente sabe o que significa ter uma franja à Beatriz Costa.

A sua segunda visita ao Brasil foi com a companhia portuguesa de Eva Stachino, em 1929. Novamente, a imprensa noticiou o sucesso da atriz, relembrando sua passagem pela América do Sul. Em solo brasileiro, o grupo apresentou a revista Pó de Maio; Lua de Mel; Meia-noite; Carapinhada e A Mouraria, entre outras. Após as apresentações em São Paulo, foi convidada por Procópio Ferreira a integrar a companhia de comédias do ator, mas recusou a proposta.

De volta à Europa, Beatriz Costa fez um documentário chamado Memórias de uma Atriz, contando episódios de sua carreira.

Mas era o teatro a sua grande motivação: "Acordada ou dormindo, o meu sonho constante era o teatro. Absorvia-me todos os pensamentos. Das minhas pupilas não se apagava o fulgor das apoteoses, a atitude, o sorriso, a plástica das estrelas".

Sua atuação no teatro português continuava intensa. Trabalhou, também, com a famosa atriz Corina Freire e atuou nas revistas A Bola; Pato Marreco; O Mexilhão; Pirilau.

Em 1936, estrelou a peça Arre Burro, com grande sucesso.

Em 1939, Beatriz Costa retornou pela terceira vez ao Brasil, dessa vez para uma temporada que se prolongou por 10 anos, a qual considerou os melhores anos da sua vida. Trabalhou durante muito tempo no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro.

Considerada uma sedutora de plateias, Beatriz Costa divertiu o público carioca e se firmou como uma profissional da alegria, como ela mesma se intitulou em livro autobiográfico: "Nunca gostei de contar a minha vida a estranhos… É mais do que isso… É um livro de verdades duras, que conta muito do que se tem passado comigo, para lá da cortina de seda… Profissional de alegrias... é natural que não me detenha em episódios dramáticos".

Do alto de seu 1,53 m de altura, a vedete dos dois países somou o amor do público português ao do brasileiro e construiu uma trajetória digna de respeito.

Morreu aos 88 anos, em 15 de abril de 1996, em Lisboa.

Fonte: As Grandes Vedetes do Brasil - de Neyde Veneziano.